Por que os cães perseguem o próprio rabo?


O melhor amigo do homem pode nos proporcionar muita diversão e risos apenas por ser um cão, mas, talvez, nada é mais divertido do que quando o seu cachorro de repente começa a ficar obcecado sobre o seu próprio rabo e começa a girar em círculos, tentando, em vão, pegá-lo.

Isto é algo que pode causar risos, mesmo ao mais sério das pessoas, mas por que exatamente isso acontece? Pode evoluir para algo mais sério? Por que os cães perseguem suas caudas tão de repente e obsessivamente?

Aqui estão algumas razões pelas quais os cães perseguem suas caudas.

Tédio  Muitas vezes, os cães vão perseguir suas caudas porque eles estão um pouco entediados. É uma maneira para que eles se divirtam e gastem um pouco de energia. Isto é especialmente verdadeiro para os filhotes, que não podem nem mesmo perceber que a sua cauda é na verdade uma parte do seu corpo, mas o vem como um brinquedo. Geralmente, com os cães adultos, isso tende a acabar.

Atenção  Você assiste e ri quando seu cão começa a perseguir o rabo? Se ele está recebendo atenção positiva de você, por prática do ato, pode levá-lo a fazê-lo sempre que ele quiser sua atenção.

Algo está errado  Se você observar que o seu cão realmente tenta muito ir atrás da própria cauda, mordê-la e até mesmo mastigá-la, você pode pensar em marcar uma visita ao veterinário. Às vezes os cães vão perseguir suas caudas porque eles estão sendo incomodado por vermes ou pulgas ou passando por algum outro tipo de problema veterinário.

Genética  Por razões que ainda não compreendemos totalmente, raças como pastores alemães e terriers tendem a se engajar no pega-a-cauda mais do que outras raças – mesmo à medida que envelhecem. Isso acontece ainda mais quando os cães ficam presos dentro de casa por muito tempo.

Compulsão  Alguns cães podem desenvolver um transtorno compulsivo que envolve perseguir sua próprio rabo. Esses tipos de problemas de comportamento pode acontecer por várias razões – confinamento, abuso físico, lesão ou trauma passado, ansiedade de separação, e assim por diante – e precisam ser abordados.

Se o seu cão persegue compulsivamente o rabo, ele pode causar sérios danos por morder e mastigar quando ele finalmente conseguir pegá-lo. Cães têm apresentado a perda de pelo em suas caudas devido a este tipo de comportamento e até mesmo lesões.

Resumindo, se você perceber que seu cão parece estar correndo atrás do rabo de uma maneira excessiva, a melhor coisa que você pode fazer por sua saúde é leva-lo ao veterinário. É bem possível que ele esteja perfeitamente bem, mas se não estiver, a melhor maneira de diagnosticar o problema é com a ajuda de um profissional médico.

Como escolher a melhor alimentação para seu cão


Existem muitos sites com diferentes informações a respeito de qual a melhor alimentação para os cães, a favor e contra dietas naturais, rações industriais ou alimentação caseira. Alguns sites dizem que você deve as raçoes comerciais pois são feitas com ingredientes que podem causar alergias ao cães, tais como milho, trigo e soja. Ja outros sites alertam que uma alimentação caseira pode causar intoxicação por salmonela e infecções bacterianas.

Ja Rule e a cenoura

A decisão sobre como alimentar nossos cães é realmente complexa. As empresas de alimentos para animais dizem que se você não der uma ração industrializada você não ama o seu cão e pode lhe trazer problemas de saúde. Outros querem convencê-lo de que qualquer coisa industrializada sera prejudicial ao cão. Existem alimentos que são “all-natural” e alimentos com saborosos pedaços de “carne” para convencer o seu cão a comer. Da mesma forma como acontece com a nossa alimentação, é muito difícil separar a verdade do marketing.

Priorize as necessidades nutricionais. Podemos todos concordar que a escolha do alimento certo pode ser um dos maiores fatores para a longevidade e qualidade de vida. Nós também temos que perceber que, assim como a alimentação humana, a comida com o melhor sabor muitas vezes não é a mais nutritiva. Geralmente os alimentos com “saborosos pedaços” são vendidos para satisfazer as necessidades emocionais do ser humano mais do que as necessidades nutricionais do cão e são muitas vezes a causa da obesidade nos cães.

Procure o conselho de um profissional. Para realmente escolher o melhor alimento faça uma pesquisa ou converse com alguém experiente no assunto. Geralmente, essa pessoa não sera o vendedor na loja de animais que só foi orientado pelos representantes das empresas de alimentos, e não deve ser apenas algum site que faz sentido para você. Normalmente, o seu veterinário ou um nutricionista treinado (que muitas vezes pode ser encontrado e contatado em sites de veterinárias) são as melhores fontes de informação para te orientar.

Desmascarando a comida crua. Um tipo de comida defendida por alguns é comida crua biologicamente disponível (BARF, em inglês). A ideia dessa abordagem é que o alimento cru é o mais perto do que um cachorro comeria na natureza. A partir de pesquisas cientificas, não há nenhuma evidência real de que existem quaisquer benefícios para a saúde do cão ao comer carne crua. Se, no entanto, você quiser experimentá-lo, certifique-se de fazer sua pesquisa e fazê-la da maneira certa. Mesmo os defensores desse tipo de dieta irão dizer-lhe que há riscos, se você não a fizer corretamente. Além de encontrar fontes de alimentos orgânicos, você deve equilibrar a alimentação com vegetais e outras fontes de micronutrientes para atender todas as necessidades nutricionais do seu cão.

Escolha cuidadosamente a ração industrializada. Uma vez que a maioria de nós não tem tempo para procurar e preparar adequadamente frango orgânico e outros alimentos naturais, é mais sensato encontrar uma ração comercial que atenda todas as necessidades nutricionais. Esses alimentos são formuladas por nutricionistas especializados para serem o melhor possível para o cão e ajuda-lo a viver mais, com mais saúde. Uma outra vantagem da ração comercial de boa qualidade e evitar os riscos de parasitismo, intoxicação alimentar e problemas de pele, uma vez que são feitas com ingredientes selecionados e passam por um processo de qualidade e inspeção sanitária.

Considere a alergia alimentar. Alergia alimentar é algo muito comum e que pode causar coceiras na pele dos cães. Galinha, boi, carneiro, milho, soja, trigo, ovos e produtos lácteos são ingredientes comuns que induzem essas alergias, e independente se eles são crus ou cozidos, o sistema imunológico olha para eles da mesma forma. A chave para escolher um alimento que evite problemas de pele é escolher uma alimentacao que não inclua qualquer um destes ingredientes, mas que seja suplementada com vitaminas e ácidos graxos (óleos de peixe). A maioria das grandes empresas de alimentos têm suas próprias versões dessas raçoes.

Recomendação: com a riqueza de rações industriais que estão disponíveis para ajudar a diversas condições e a falta de evidência de que alimentos crus fornecem quaisquer vantagens, alem dos riscos potenciais de alimentos crus, minha recomendação nesse momento e que seja adota uma ração industrial de alta qualidade (premium ou superpremium). Pesquise muito antes de escolher a ração, converse com o veterinário do seu cão, com outros donos de animais de estimação e troque informações.

Como você cuida da alimentação do seu cão? Qual a ração que ele come atualmente? Ja teve problemas com alguma em especifico? Conte-nos nos comentários.

Read more: http://www.cesarsway.com/dog-care/dog-nutrition/choosing-the-right-dog-food#ixzz3GneOSGtw

Como Limpar os Dentes do seu Cao


A boa notícia para os cães é que eles não são tão propensos a cáries como os seres humanos são. Mas, apesar da velha sabedoria convencional de que a boca de um cão é mais limpa do que os seres humanos, os cães ainda podem desenvolver problemas como o acúmulo de tártaro e placa bacteriana e gengivite. Mas não é só o mau hálito e dentes amarelos que você tem que se preocupar. Tal como acontece com os seres humanos, estes problemas dentais caninos podem realmente levar a infecções e problemas de risco de morte, incluindo o coração, o fígado e doença renal. Veja como praticar uma boa higiene oral e como isso irá prolongar a vida do seu cão:

Como escovar os dentes do seu cão

Precisaremos de duas coisas para iniciarmos a limpeza dos dentes de nossos cães: uma escova de dentes para cães e um pouco de estratégia. A melhor escova para uso é de duas pontas com as escovas em um ângulo de 45 graus para limpar abaixo da linha da gengiva. Veja aqui um exemplo de um modelo importado: Petosan .

Seu cão pode não se dar muito bem com a limpeza dos dentes num primeiro momento, mas depende de você tornar isso numa experiência razoavelmente agradável para ambos. Tente escolher um momento em que seu cão teve uma boa quantidade de exercícios pois ele está mais inclinado a sentar-se para o procedimento. Não exagere nas primeiras vezes. Comece devagar e pare imediatamente se o seu cão ficar muito agitado, mesmo que você não tenha escovado toda a boca. Você pode aumentar o tempo da escovação a medida que ele for se acostumando com isso. Além disso, certifique-se de falar suavemente e agradavelmente durante a escovação e recompensar o seu cão com um petisco depois.

Comece cedo, criando o habito desde filhote

Cães adultos podem se acostumar com a limpeza dos dentes, mas facilite as coisas para vocês dois criando o habito desde de filhote.

Como escolher a pasta de dente certa para seu cão

Isto é muito importante. Não use creme dental humano normal para seu cão. A maioria dos cremes dentais humanos incluem flúor, que é extremamente venenoso para os cães. Você pode encontrar creme dental formulado para cães na maioria das boas lojas de animais.

O alimento seco é melhor do que o alimento macio

Se a escovação termina em sangue, suor ou lágrimas, ainda há escolhas que você pode fazer para ajudar a melhorar a saúde bucal do seu cão. Ração seca é melhor para os dentes do seu cão do que alimentos moles, uma vez que o alimento macio é mais propensos a ficar entre os dentes e provocar cáries.

Ossos mastigaveis e brinquedos para limpar os dentes

Há muitos ossos sintéticos e mastigáveis, alem de brinquedos que são especialmente concebidos para fortalecer as gengivas e os dentes do seu cão. Apenas certifique-se que você está fornecendo objetos seguros para seu cão poder mastigar. Objetos muito duros podem quebrar os dentes do cão.

Dar ao seu cão um bom osso para roer pode ajudar na limpeza e a manter os dentes fortes, mas imagine um ser humano que só mastiga chiclete e usa enxaguante bucal. Isso não é um meio eficaz de garantir uma boa higiene oral e saúde em geral. O mesmo é verdadeiro para o seu cão.

Quando consultar um veterinário

Ao realizar a escovação (ou mesmo que não consiga, mas pelo menos verifique) você deve uma inspeção visual a cada duas semanas, mais ou menos. Se você identificar algum destes sinais, podem ser um problema dentário, ou algo mais grave, e que merece uma visita imediata ao veterinário:

  • Mau hálito
  • Mudança na alimentação (deixar de comer ou nao conseguir comer alimentos mais duros, por exemplo)
  • Arranhando e/ou tentando cocar o rosto ou a boca
  • Depressão
  • Salivação excessiva
  • Dentes desalinhados ou ausentes
  • Dentes escurecidos, quebrados ou tortos
  • Gengivas vermelhas, inchadas, doloridas ou sangramento
  • Tártaro (crosta marrom-amarelada) ao longo da linha da gengiva
  • Aftas ou feridas dentro da boca

Quantas vezes, ao ver um veterinário?

Mesmo com dentes saudáveis, assim como você, seu cão deve ter seus dentes examinados por um profissional a cada seis ou doze meses. Seu veterinário deve incluir um exame dentário com um check-up normal.

Atendimento odontológico pode ser um incômodo para os seres humanos e cães, mas a manutenção adequada pode ser uma poupança de dinheiro no longo prazo e até mesmo um salva-vidas. Muitos cães precisam de anestesia para ter seus dentes e gengivas limpas, se o acúmulo é grande o suficiente. Por isso, mantenha a boca do seu cão limpa e vocês terão muitos motivos para sorrir!

Conheça o Bulldog Ingles


História da Raça

Um dos cães que a gente reconhece pela sua “cara” sem errar, seguramente, é o bulldog; uma raça que com sua simpatia tem conquistado os corações de muitos fiéis admiradores por todo mundo.

Era inevitável que o bulldog agradara, pela simples razão de que se trata de uma criatura que o homem veio modificando lentamente suas características com uma criteriosa seleção com o passar dos tempos: primeiro porque queria um bom cão de combate, e também porque desejava um afetuoso cão de companhia.

O bulldog, que tem descendência dos antigos molossos do Tibet (e vem se diferenciando cada vez mais destes com o passar dos tempos), era usado na Grã-Bretanha nas lutas contra os romanos quando, no ano de 55 A.C., tentaram invadir pela primeira vez as ilhas britânicas; contra o adeptos do cristianismo nas arenas, depois de terem sido importados para a capital do império pelos legionários romanos; contra os ursos, contra seus próprios semelhantes, mas sobretudo contra os touros. A palavra bulldog não significa cão-touro e sim cão para o touro.

Sua história é cada vez mais distante dos antigos molossos para aproximar-se com a morfologia dos exemplares de hoje em dia. Bull-baiting , termo que designa aqueles combates entre o cão e o touro que se espalharam na antiga Inglaterra, sobretudo entre os trabalhadores mineiros da região de Black Country.

O bull-baiting se espalhou rapidamente, sustentado também em parte, pela grande paixão dos ingleses em apostas. A moda chegou a tomar parte por todo continente europeu, ficando proibida em 1698 na Holanda, em 1834 na França, e um ano mais tarde também no Reino Unido.

Na época em que se celebravam estes combates, notava-se, nos bulldogs, algumas peculiaridades que na atualidade se caracterizam de maneira inconfundível nesses cães, por exemplo, é fato que eles devem ser dotados de extremidades curtas (para que o touro tenha dificuldades em “chifrá-los”, arremessando-os para o alto), a cana nasal curta e com a ponta do nariz recuada em direção aos olhos (para facilitar a respiração durante a mordedura) e a presença de rugas no focinho (para que o sangue do touro escorra com fluência e não entre em seus olhos).

A criação de exemplares que obtiveram êxito em combate se converteu, rapidamente, em uma atividade muito rentável. Para se conseguir uma raça própria foi necessário um longo caminho, e mesmo querendo, ainda hoje, é impossível encontrar dois bulldogs totalmente iguais.

O nome apareceu pela primeira vez – em forma de documento histórico – em uma carta enviada de San Sebastian, por um tal Prest-wick Eaton, ao londrinense George Willingham. Na carta era solicitado o envio de um casal de exemplares de boa tipicidade para ser presenteado, isso por volta de 1631 ou 1632. Em épocas anteriores, se usavam outros nomes, tais como bondogge, boldogge e bandogge. Durante este período a raça havia começado a difundir-se na Europa, onde encontrou uma aceitação crescente por parte do público e da crítica. Aumentava o interesse pela raça em determinados países, diminuindo em outros que antes, por diferentes motivos, tinha uma grande aceitação.

Durante um certo período, os criadores ingleses importaram de Aquitania – região que, desde os tempos remotos existiam os antepassados do atual dogo de Burdeaux, tal como descreve Marco Terencio Varrón em Rerum rusticarum – exemplares úteis para a melhora do bulldog inglês, não em vão, pois esses cães franceses eram muito apreciados por sua força e firmeza. Todavia o interesse desse país pelo bulldog foi diminuindo, igualmente pelos países da península ibérica, onde se conserva o primeiro documento conhecido que figura o nome do bulldog. Em contrapartida, a raça incrementava sua presença na Holanda, Alemanha e Suíça.

Na Itália, por exemplo, o bulldog aparece desde o início do século XX, na mesma época que na América, donde deram lugar à outra raça.

O bulldog americano está geneticamente um passo atrás na história do bulldog do ponto de vista morfológico. Por outro lado, representa um retorno à raça nos primórdios do século XIX.

Efetivamente, o bulldog inglês descende de exemplares bastante diferentes dos que atualmente representa a raça. Entre as cabeças de estirpe historicamente importantes de se destacar Crib y Rose , imortalizados por Abraham Cooper, um célebre desenho que data de 1817.

Estes exemplares, que então se consideravam ideais, tinham a cana nasal bastante larga do que se prevê no “estander” atual e eram muito mais altos. O bulldog americano, no que pese conservar as feições do inglês, é a reconstrução de um cão mais alto, mais funcional na sua movimentação e com menos complicações.

Convém recordar que os bulldogs ingleses, vez por outra, sofrem de monorquidia e criptorquidia (falta de testículo na bolsa escrotal), problemas cardíacos e respiratórios, dificuldades na monta (acasalamento) e nos partos. Os criadores contemporâneos estão cada vez mais trabalhando para eliminar as doenças que se transmitem de geração em geração, buscando um tipo muito especial, mas não é um trabalho fácil e nem pode ser realizado em curto prazo. Ao longo da história da criação dos bulldogs, a raça tem sido vítima, em várias ocasiões das decisões do homem. Isso ocorreu quando selecionaram os exemplares mais ferozes com vista a resultados nos combates, e também quando se exagerou sua morfologia para convertê-los em autênticos show-dogs (cães espetáculos), por conseqüência, houve o perigo de provocar o desaparecimento da raça. O cão foi modificado até o ponto de ser proposto a remodelação do bull-baiting, com seu fim, fazendo o bulldog recuperar as características de cão normal.

Este é o caminho – sem derramamento de sangue nas arenas – que está se perseguindo hoje em dia. Em muitos criatórios se valorizam as fêmeas que dão à luz filhotes sem cesárea, e reprodutores que cobrem as fêmeas naturalmente, sem dificuldades e que não sofrem e não transmitem patologias cardiovasculares.

Para finalizar, não podemos deixar de mencionar a influência que a história tem exercido no caráter da raça.

Se atualmente o bulldog é adorável e incomparável companheiro de jogos das crianças, não se pode duvidar que nos primeiros textos do “estander” o redator recomendava que os cães crescessem em restrito contato com os homens, dando-lhes cuidado e atenção, com o objetivo de quando adultos, experimentarem os arranques de frieza que havia feito deles tão impopulares em seu país de origem, até o ponto de estarem a um passo da extinção, uma vez declarados ilegais nos combates e com a conseguinte diminuição de sua criação.

Hoje é o Dia Mundial do Cão


Impossível não chorar com o filme “Marley e Eu”, além de tantos outros que tratam do relacionamento entre cão e homem. Quem nunca teve um melhor amigo que parecia “entender” tudo? Por isso, no dia 4 de outubro, celebra-se o Dia do Cão, data escolhida por coincidir com a época da morte de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais.

Mas você já parou para pensar o que se passa na cabeça de um cachorro? Alexandra Horowitz, autora de “A Cabeça do Cachorro” (Editora Best Seller), sim. Ela escreveu o livro que se tornou grande sucesso de crítica e vendas no mundo inteiro. Horowitz é doutora em ciência cognitiva pela University of California, nos Estados Unidos, e relata, em 420 páginas, como esses animais percebem o mundo ao seu redor, além do que os donos devem estimular ou punir, visando o bom relacionamento de ambos.

Em um dos capítulos, a autora faz uma comparação interessante de percepções sobre uma rosa. Nós, seres humanos, temos a flor como um ícone de beleza; consideramos sua cor, seu formato e perfume, além do que ela representa como carga emotiva. Já para o cachorro, a beleza não tem nada a ver com a rosa. A cor é quase inexistente em sua visão, o perfume é ignorado, a menos que seja misturado com um spray de urina recente. Mas, calma, essa comparação não quer necessariamente dizer que eles são ignorantes, apenas visa explicar alguns comportamentos repentinos que nossos amigos adotam de vez em quando.

Sabe-se que o convívio com esses animais traz mais benefícios à saúde humana do que se imagina. “Acariciar um cachorro eleva os níveis de imunoglobulina A, anticorpo importante que atua na prevenção de várias doenças. Essa produção só ocorre porque a troca de carinho entre dono e animal resulta no relaxamento”, ensina Carine Redígolo, coordenadora de uma pesquisa encomendada pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC) para o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP).

Jorge Pereira, um experiente adestrador de animais, vai além: “O amor pelos animais de estimação – devido ao fato de serem companheiros leais dos donos – se traduz em um sentimento difícil de encontrar: o amor incondicional. Mas, em uma sociedade cada vez mais amedrontada pela falta de segurança, com cidadãos altamente estressados e carentes, a ligação exagerada pode se tornar até prejudicial. É necessário amar o cachorro, mas é primordial impor limites”, alerta o especialista.

Assim como lobos, os cães são altamente observadores e procuram aprender com o comportamento de quem está ao seu lado (como se estivesse em uma matilha). Horowitz afirma que o nível de percepção e aprendizado do cachorro vai muito além do que os humanos imaginam. Outra diferença apontada pela autora diz respeito ao tempo. “Podemos dizer que os cães veem o mundo mais rápido do que fazemos, mas o que eles realmente fazem é ver o mundo um pouco mais a cada segundo, porque enxergam entre nossas piscadas. Isso explica por que eles são sempre tão atentos e parecem estar, na maioria das vezes, em eterna prontidão”, afirma.

Outra curiosidade apontada no livro de Alexandra Horowitz: os fiéis amigos do homem ouvem barulhos a uma distância muito maior que a nossa, porém não conseguem identificar com precisão de onde vem o som. Assim é comum vermos os cachorros inquietos, cheirando e ouvindo para colher informações a fim de chegar a um veredicto sobre o local que propaga aquilo.

Para Pereira, a troca de carinho entre dono e animal é sentida por ambos os lados. “Eles percebem, sim, o quanto são amados e sabem de sua importância na família. Criam uma ligação de dependência, proteção e solidez com o dono, independentemente da raça do cachorro ou condição social do ser humano.”

Curiosidades sobre eles

O veterinário Youssif Said, do Petshop Cão & Tal, de São Paulo, responde a cinco perguntas engraçadas sobre nossos amigos:

1- Por que eles fazem xixi nos pneus dos carros?
Simplesmente para demarcar território. Qualquer objeto que tenha uma memória olfativa alta (como pneus) é um convite para que o cão urine e deixe sua assinatura para que outros da matilha possam saber que ele passou por ali. O objeto em si (o carro) torna-se então um ponto de referência para o animal.

2- Por que eles rodopiam tanto antes de deitar?
Na natureza os cães costumam fazer buracos na terra para se sentirem mais protegidos ao deitar para o descanso. Há também os cães esquimós que fazem um abrigo para descansarem. Esse rodopio serve para ajustar o local onde vão dormir ou repor as energias, como quando nós arrumamos nossa cama.

3- Por que eles colocam a cabeça para fora do carro?
Para eles colocar a cabeça para fora na janela do carro é como “surfar”, já que a explosão de odores e informações que ele consegue colher em um pequeno passeio é enorme.

4- Por que eles cheiram o bumbum um do outro?
O bumbum é como se fosse uma identificação entre eles e também informa que nível reprodutivo do outro cachorro. Podemos compará-lo ao nosso cartão de visitas, porque o cheiro para eles é repleto de informações.

5- Eles uivam quando estão tristes?
Não. Normalmente uivam quando estão felizes. É um meio de comunicação entre eles, equivale a cantar às vezes, mas é comum entre matilhas.

Cão cego que nada e recolhe objetos na água ganha prêmio


Labrador de dez anos venceu prêmio nacional britânico na categoria esportes aquáticos

Um labrador foi premiado na Grã-Bretanha por sua habilidades de nadar e buscar objetos embaixo d’água. Detalhe: o cão é cego e, mesmo assim, demonstra agilidade e atrai atenção por sua destreza.

Jack, que está sendo chamado de ‘Michael Phelps de quatro patas’, tem dez anos e ganhou o prêmio Pet Champion na categoria esportes aquáticos, deixando para trás centenas de outros cachorros de todo o país.

Margaret Simpson, dona do cão, disse que as 200 libras (cerca de R$ 650) recebidas serão usadas para suas despesas com veterinário, além de uma nova coleira e brinquedos.

O labrador ficou cego há três anos, mas isso não o impediu de aprender novas habilidades.

“Quando nós o trouxemos para casa ele estava perdendo a visão”, conta Margaret. Ela diz que a família, natural de Coventry, logo se deu conta do talento de Jack e passou a estimulá-lo jogando objetos para que ele buscasse dentro d’água.

“Ele começou a entrar em lagos e canais usando somente seu faro, colocando sua cabeça embaixo d’água e trazendo grandes pedras de volta. Aí, passamos a atirar um brinquedo de borracha, que era melhor para seus dentes, e ele simplesmente mergulhava. Foi assim que percebemos como ele era talentoso”.

Jack passou a sofrer de atrofia retinal progressiva, uma doença genética comum, quando tinha seis anos, e, em menos de um ano, já estava cego.

Como agir numa emergência veterinária?


A ação rápida e correta no caso de uma emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu cão.

Nesse artigo (autor desconhecido) estão apresentadas as ações a serem tomadas em casos de emergências envolvendo o seu animal.

Caso o seu cão esteja poli-traumatizado (sofreu atropelamento com fraturas) é preferível (se possível) transportá-lo deitado numa tábua ou suporte rígido. É possível também que ele seja deitado de lado (chamado decúbito-lateral) sobre uma manta, toalha, ou pano. Nesse caso o transporte será feito segurando-se pelas quatro pontas, com objetivo de evitar inúteis e até perigosas trações dos membros.

Caso o o animal tenha sofrido traumatismos múltiplos e/ou estiver com convulsões, deve-se colocá-lo numa manta e segurá-la pelas quatro pontas. Esta forma de transporte evita reações inúteis no primeiro caso, bem como movimentos desordenados no segundo.

Caso haja uma hemorragia externa, deve-se colocar-lhe uma atadura fria. Além disso, no caso de uma insolação ou de um edema facial-conjuntival, pode-se aplicar-lhe uma compressa fria, para moderar a hipertermia.

No caso de parada cardíaca, tenta-se reanimar o animal puxando-lhe a língua, estimula e visa a desobstrução das vias respiratórias. E importante colocar-lhe, primeiro, uma mão sobre o tórax, para certificar se é uma síncope cardíaca e não respiratória. Em caso de parada respiratória, colocam-se as duas mãos abertas, uma sobre outra, sobre o tórax do cão, pressionando-o ligeiramente por duas vezes e, depois, retirando-as; deve-se, então, recomeçar, verificando se ele recupera a respiração.

No caso de convulsões, e a fim de prevenir qualquer traumatismo secundário, é prudente colocar o cão numa manta, como indicado acima, para lhe evitar os movimentos desordenados e facilitar o seu transporte. Deve-se evitar luzes fluorescentes e excesso de barulho.

Reações urticariformes: São reações de hipersensibilidade (alérgicas) generalizadas, menos severas que o choque anafilático (anafilaxia). Aparecem na pele e são bem visíveis na face onde se verifica o edema facial-conjuntival. Ocorre um aumento de volume das pálpebras, dos lábios e do focinho, conferindo ao cão um aspecto característico (cara inchada). Geralmente é desencadeada por picadas de insetos, medicamentos e certos alimentos, podendo aparecer dificuldades respiratórias. O tratamento é feito com antihistamínicos ou corticosteroides.

Traumatismo Ocular: Geralmente de origem vascular, por descolamento da retina ou por hipertensão intra-ocular, constitui uma emergência, pois a conservação da visão depende da rapidez do tratamento. Em todo o caso, e apesar de todos os progressos da medicina veterinária neste campo, o descolamento da retina, devido a um acidente simples, como por exemplo, a batida de uma bola de futebol contra a cabeça do cão, ainda não tem um tratamento que permita uma recuperação funcional satisfatória.

Prognóstico do Politraumatismo: O dono do cão que acaba de sofrer um acidente pode estranhar que o veterinário lhe diga que ainda é cedo demais para adiantar um prognóstico, mas uma resposta diferente, nesta situação, seria arriscada. O cão politraumatizado precisa ser colocado em observação, para verificar se todas as suas funções vitais se mantêm como devem.

Além das funções cardíacas e respiratórias, que se podem avaliar relativamente depressa, deve-se confirmar a integridade das vias intestinais e urinárias, bem como as funções esfincterianas. Nas patologias neurológicas, a recuperação funcional pode necessitar de certo tempo, o correspondente à reabsorção dos edemas cerebrais. Por isso, a complexidade do exame do cão politraumatizado exige toda a atenção do médico e toda a paciência do dono.

FONTE: Totem American Bulldogs (http://www.terra2.com/j/artigos/94-como-agir-numa-emergencia-veterinaria)