Depressão em Animais


Os cães podem sofrer de distúrbios de humor associados à depressão, assim como os seres humanos. Mas por que isso acontece? Como diagnosticar? Qual é a solução?
Alterações no ambiente são uma das principais causas

A depressão nos cães geralmente é resultado de uma situação traumática. Mudanças repentinas podem levar a essa condição: a chegada de outro cão ou de um bebê, mudança de residência, alteração na rotina do dono, morte de outro animal de estimação ou de um membro da família, situações estressantes como uma briga com outro cachorro e até mesmo alterações no clima, como a chegada do inverno.
Além disso, a depressão também pode estar relacionada às decisões dos donos em relação aos animais de estimação, como a superproteção, a falta de estímulo à socialização com outros cães e à prática de exercícios. Esses comportamentos mostram a falta de um bom direcionamento por parte do dono e podem causar doenças mentais que levam ao o mau comportamento e à depressão.
Comportamentos que permitem identificar o problema
Assim como os seres humanos, os cães costumam mostrar sinais de depressão. Os sintomas, no entanto, nem sempre são fáceis de identificar e podem ser confundidos com cansaço ou tédio, desviando a atenção de um problema mais grave e profundo.
Entre os comportamentos que permitem identificar o problema, podemos mencionar:
Falta de interação com outros cães e inatividade em casa ou em locais públicos: animais deprimidos podem deixar de socializar com outros animais e se afastar sem dar atenção às insistentes provocações para brincar.
Isso pode estar associado a outro sintoma, a inatividade, já que os cães nesse estado costumam ter falta de interesse em atividades como correr ou passear. Além disso, podemos notar que seus movimentos são mais lentos que o habitual.
Mudança de apetite: o cão deprimido costuma exteriorizar o problema alterando seus hábitos alimentares. Ele pode deixar de comer ou comer demais, aumentando repentinamente de peso.
Alterações no sono: os cães deprimidos geralmente dormem mais. Outros ficam mais nervosos e inquietos, o que os impede de pegar no sono.
Comportamentos estranhos: o cão também pode apresentar comportamentos fora do normal, como gemer e choramingar com frequência, ficar nervoso, indo de um lado para o outro, apegar-se excessivamente ao dono ou ficar escondido durante horas. Em casos mais graves, pode apresentar comportamentos autodestrutivos, como bater contra a parede, automutilar-se ou parar de comer.

Fazer um charme é comigo mesmo...

Dicas para enfrentar a depressão

Quando o cão apresenta com frequência algum desses sintomas, o primeiro passo consiste em consultar um veterinário para identificar o problema. Os comportamentos mencionados podem ser consequência de algum problema físico e não estar necessariamente relacionados à depressão.
Se, após a consulta, as suspeitas recaírem sobre um distúrbio de humor, é importante identificar as causas do problema. Depois desse passo, é possível tomar algumas ações, dependendo do conflito que causou a depressão.
Dedicar mais tempo ao cão e mantê-lo ocupado. Se a causa do distúrbio é uma alteração no ambiente, como uma mudança de residência ou modificação nos horários do dono, a melhor saída é destinar um período do dia para passear com o cachorro. Isso ajuda na estimulação mental.
Durante esse processo, é fundamental manter o cão exercitado e ocupado. Por isso, uma boa estratégia é acompanhá-lo em suas brincadeiras ou atividades favoritas. Além de dedicar mais tempo ao cão, é possível incluir brinquedos interativos para as horas em que não houver ninguém em casa. Isso vai permitir que ele se distraia e brinque por conta própria.
Um aspecto muito importante é evitar estimular constantemente um cão deprimido com prêmios ou petiscos. Ele pode entender que está sendo recompensado por apresentar esse comportamento negativo.
Socializar com outros cães: quando a depressão ocorre pela perda de um companheiro canino, o ideal é levá-lo com frequência a um parque para que ele socialize com outros cães. Também deve-se considerar a possibilidade de ter mais um animal de estimação em casa. Isso deve ser feito com cuidado, já que o cão pode se sentir deslocado.
Medicamentos, sim ou não? Quando os métodos descritos não funcionarem, os medicamentos são uma solução possível, sobretudo se a depressão for causada por um desequilíbrio químico. O uso de medicamentos, no entanto, sempre deve ser considerado como última opção, prescrito e acompanhado por um profissional.
Por Paula Rizzi
Animal Planet

Como escolher um bom Pet Shop


Normalmente, eu já tenho definido o Pet Shop onde compro produtos para meus cães e também onde busco por alguns serviços tais como vacinação, banhos, tosa, entre outros. Porem, de tempos em tempos, acho importante dar uma olhada para ver como anda o mercado e o que tem surgindo como opção para os consumidores desses serviços. E foi nesse momento que fiquei decepcionado com o que encontrei na internet… Bom, para tentar ajudar os leitores do blog que já podem ter passado por isso ou que ainda poderão passar, vou colocar aqui algumas dicas.

O primeiro cuidado que devemos ter antes de levar o bichinho para realizar qualquer procedimento é procurar o registro daquele estabelecimento no Conselho Regional de Medicina Veterinária, pois todo Pet Shop deve possuir esse registro com a indicação de um veterinário responsável. Confesso que esse e um item ao qual eu nunca havia prestado atenção antes. Como sou de Belo Horizonte – MG, segue o link para quem desejar pesquisar no CRMV-MG.

Tendo em vista que esse é um local voltado à higienização do animal, também é preciso verificar as condições de limpeza do ambiente. Conferir como é feita a esterilização da gaiola onde o animal fica preso e até mesmo da escova e pentes utilizados. Basta pedir para conhecer o local onde o banho e a tosa são feitos e já sera possível avaliar se os profissionais que trabalham la são realmente cuidados, tanto no trato dos animais quanto em relação `a higiene geral do lugar.

Fique atento também aos seus direitos e cuidados com a saúde do animal que você confiou ao Pet Shop. Se for detectado que o animal pegou alguma doença de pele, ou mesmo algum parasita, os custos com medicação e demais tratamentos necessários para resolver o problema são de responsabilidade do Pet Shop. Se caso o Pet Shop se recuse a arcar com isso, você pode fazer um B.O e registar o máximo possível as provas do que ocorreu (fotos, testemunhas, laudos com especialistas, etc).

Qualquer dano ao animal, como um corte no momento da tosa, por exemplo, ele deve ser imediatamente reparado e os custos com gaze, remédios, pontos e anestesia devem ser suportados, exclusivamente, pelo estabelecimento.

Procure por referencias do Pet Shop na internet (forums, facebook, etc). E importante conversar com outras pessoas para saber se recomendam aquele local ou se já tiveram algum problema antes.

Banho e Tosa


Banhos

Recomendo não dar banho em filhotes, antes da vacinação completa, a não ser em casos de extrema necessidade. Filhotes que vieram da rua, que apresentem doenças no pelo ou que por qualquer motivo estejam imundos, não tem jeito, tem de dar banho; mas se não for o caso, contorne a situação com lencinhos higiênicos, gel para banho eco ou aquelas famosas misturinhas de álcool e vinagre.

Já os adultos e jovens vacinados podem tomar banho conforme a necessidade. Cães que moram dentro de casa podem tomar, no máximo, um banho por semana, mais que isso é exagero e pode fazer mal.

Cães grandes e de quintal, podem passar bem com banhos a cada 15 ou 20 dias.

Use sempre água morna e produtos neutros ou específicos para animais. Coloque um chumacinho de algodão para não entrar água na orelha e lembre-se de retirar o algodão depois, e muito cuidado para não deixar cair sabão nos olhos dele.

Os cães gostam de ser massageados e curtem um banho, até pelo carinho e atenção que recebem. Já os gatos, em geral lutam como se fugissem da forca. Muita gente desiste, dependendo do gato, de banhar o felino após a primeira experiência e os muitos arranhões. Pelo menos tentaram!

Tanto para cães quanto para gatos, o grande problema não é exatamente o banho, mas sim a hora de secar. Secar um poodle tosadinho é moleza, já secar um cocker peludo ou um gato persa é tarefa para profissional com paciência.

Deixar um bicho peludo secar ao natural, ou só usar uma toalhinha, não adianta. Favorece problemas respiratórios, articulares e dermatites. Se você for usar toalhas, use várias, tantas quantas forem necessárias até deixar o animal o mais perto possível de estar seco. Se você puder usar um secador, melhor, mas se seu bicho tem pelo longo, tem de segurar o secador com uma mão e ir escovando com uma escova adequada na outra mão.  Peça a ele para ficar parado e quieto em cima da mesa, se ele não te atender, consiga um ajudante com disposição.

Alguns animais têm de ser levados ao Pet Shop para receber serviço de profissional. Fique junto da primeira vez e se certifique que a pessoa que vai lidar com ele tem jeito, experiência, gosta de cachorro e é profissional mesmo e não apenas curioso. Prefira sempre os pets que têm um veterinário responsável e presente.

Tosa

Animal peludo é originário de país frio, e o Brasil é um país tropical, ou seja, quente. Aqui não é lugar de bicho peludo, pois eles sofrem muito com o calor. Isso não é natural! Passar calor é angustiante, você sabe disso, e sempre que está quente, as pessoas vestem roupas leves.

Pois bem, um pelo longo é como uma roupa de frio. Toda vez que um cachorro está com a língua de fora, ofegante, está com calor. Portanto, recomendo tosar frequentemente todo animal de pelo longo. Poodles, cockers, persas, lhasas etc.

Fora à questão do calor, tem também a questão da higiene. Pelos curtos ou tosados juntam menos sujeira, são mais fáceis de lavar e secar e não demandam seu tempo com as escovações, que devem ser diárias nos peludos.

Tosa é procedimento que necessita de aparelhagem específica. Máquinas de cortar cabelo de gente não têm força suficiente, e também tosar não é tarefa para qualquer um. A pessoa precisa ser caprichosa, paciente e profissional. Melhor você não inventar de fazer em casa. Procure um lugar de confiança.

Pequenas, mas perigosas: como eliminar as pulgas do ambiente doméstico


Quem tem animal em casa sabe: os cuidados com a higiene do pet e do ambiente devem levar em conta o surgimento de uma ameaça tão comum e antiga quanto o próprio homem: as famigeradas pulgas. Esses minúsculos insetos pertencem à ordem Siphonaptera, que engloba diversos gêneros (existem cerca de 1.900 espécies conhecidas de pulgas no mundo) e parasitam as mais diversas classes de animais, como mamíferos, aves, etc..

O controle de pulgas é fundamental ao bichinho e para a casa. Fique atento aos sinais de infestação

 

As pulgas mais comuns no ambiente urbano são as dos gatos (Ctenocephalides felis), que também podem infestar cães; as dos cachorros (Ctenocephalis canis) que também podem infestar felinos; e a Pulex irritans – o nome já diz tudo – que tem como hospedeiro preferencial os humanos. Todas podem transmitir doenças sejam leves como reações alérgicas ou graves como a peste bubônica (vetorizada pela espécie Xenopsylla cheopis que parasita roedores).

De acordo com o farmacêutico bioquímico especialista em entomologia urbana e ex-chefe do serviço de desinfestação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Eduardo Joseph Sayegh, as pulgas desenvolvem-se por meio de metamorfose completa, que compreende ovo, larva, pupa e inseto adulto e, por isso, dispõem de vantagens evolutivas que as tornam difíceis de combater. Uma delas é o desenvolvimento condicionado à oferta de alimento, o que lhes confere grande competitividade biológica. “São insetos com muitas ferramentas que permitem a sobrevivência em épocas hostis até que suja um hospedeiro em potencial”, explica Sayegh.

E é ai que mora o perigo: quando se pensa que as pulgas do animal acabaram, ocorre um novo surto. “O controle dos focos é bem complexo e requer uma abordagem coordenada”, recomenda Rosangela Ribeiro, gerente de programas veterinários da WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal. De acordo com Ribeiro, quando ocorre uma infestação por pulgas, somente 5% dos insetos se encontra no animal, os outros 95% ainda estão na forma de larva, pupa ou ovo no ambiente, onde podem permanecer por meses.  “Tentar controlar a praga somente com o uso de antipulgas não é a melhor estratégia”, completa.

Conheça e combine duas formas de eliminar as pulgas de vez
Combate, etapa 1: ambiente

A eliminação das pulgas deve englobar ações no ambiente, peça chave na erradicação de 95% da infestação. E, acredite, um dos melhores produtos para o controle desses insetos na casa é o aspirador de pó. “Mas atente-se, o eletrodoméstico deve ser de alta potencia e ter no mínimo 1.000 watts”, orienta Eduardo Joseph Sayegh, farmacêutico bioquímico especialista em entomologia urbana .

A pulga adulta coloca muitos ovos por dia que caem em todas as partes da casa, pois não se prendem aos pelos e o aspirador é a maneira mais eficiente de recolhê-los. “Aspire sofás, pisos, a cama do animal, rodapés e frestas, tacos, tapetes, enfim, todos os locais onde o inseto em suas diferentes fases possa estar escondido”, completa o farmacêutico bioquímico.

Ainda de acordo com Sayegh, uma boa prática é a aspersão de inseticida aerossol no saco do aspirador, após o serviço, de maneira a eliminar as pulgas adultas. “Importante é não esquecer de descartar o saco após esse processo”, enfatiza. Quanto aos cobertores e panos usados pelo animal, é recomendável fervê-los por cerca de 10 minutos logo após a lavagem corriqueira.

Em infestações ambientais severas deve-se realizar a dedetização do ambiente com empresas especializadas em controle de pragas urbanas, além de associar controle ambiental e o tratamento simultâneo de todos os animais da casa. A prevenção, no entanto, é simples: observe constantemente o comportamento dos bichinhos e faça uso regular de antipulgas para que o ciclo não recomece. Mantenha o ambiente o mais limpo possível e faça do uso do aspirador de pó um hábito, de duas a três vezes por semana.

Combate, etapa 2: animais

Se você tem mais de um bichinho em casa, trate-os da mesma maneira, mesmo que acredite que apenas um tenha sido infestado. O combate junto aos animais deve ser feito com a utilização de antipulgas com efeito residual (medicamentos aplicados combatem apenas as pulgas adultas), de maneira sistemática e constante. “O primordial é a prevenção, ou seja, aplicar esses produtos todos os meses, já que muitos animais são alérgicos à saliva do inseto”, explica a veterinária Rita Carmona, mestre em dermatologia veterinária pela Universidade de São Paulo.

De fato, existe uma alergia conhecida como DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga), que pode fazer o animal sofrer com coceiras intensas e lesões dermatológicas. “Administre medicamentos antialérgicos para eliminar os sintomas, mas não deixe de combater a causa da alergia, acabando com as pulgas o mais rápido possível”, enfatiza Rosangela Ribeiro, gerente de programas veterinários da WSPA.
As profissionais recomendam a utilização combinada de produtos que matam pulgas adultas com inibidores de crescimentos desses insetos, contidos numa grande parte de preventivos para pulgas disponíveis no mercado. Nos animais, aplique produtos consagrados e de marcas reconhecidas – tipo sprays ou spot on (produto tópico de pingar) – a cada 30 dias. Porém, evite o uso de sabonetes e xampus antipulgas, pois além de ineficazes, não apresentam efeito residual e podem ser tóxicos para filhotes e animais idosos ou debilitados.

Também não é recomendável o uso de talcos antipulgas, pois a ingestão do produto pode causar intoxicação. Nesse quesito, Ribeiro faz um alerta: “nunca use qualquer outro produto que não seja de uso veterinário e jamais aplique nos animais inseticidas para controle ambiental de insetos, como formigas e baratas.” O ideal é sempre consultar um veterinário.

Dicas para evitar mordidas de cães


Tenho dois Golden Retriever e os conheço muito bem. Nesses anos de convívio aprendi a respeitar suas características, além de entender as reações de cada um e saber que mesmo sendo muito dóceis, é importante evitar algumas ações e interagir de forma adequada.

Quando saio com eles na rua, percebo que muitas pessoas se aproximam sem tomar o mínimo de cuidado ao ter um primeiro contato com um cão desconhecido. O Ja Rule, que é o mais novo, não me preocupa porque sei que ele nunca irá reagir de forma tempestiva e/ou agressiva com pessoas. O Oliver, por ser um cão muito desconfiado (que é bem diferente de agressivo), precisa de um tempo maior para se sentir mais à vontade com estranhos e também de uma aproximação adequada, para evitar reações de defesa por parte dele.

Hoje li uma reportagem muito interessante e que acredito ser importante para todos que gostam de cães e se aproximam deles de alguma maneira. Espero que gostem…

Por Alexandre Rossi

latidos 1024x980 Dicas para evitar mordidas de cães

Mordidas de cães podem ser muito perigosas e, na maioria das vezes, é possível evitá-las. Para isso, primeiro é preciso entender os motivos que levam um cachorro a reagir assim diante de algumas situações.

Morder, por que?

Geralmente, os cães mordem quando se sentem ameaçados ou com medo. Ou ainda para proteger seu território, os filhotes, a comida e até os brinquedos! Quando estão com dor ou irritados, também podem morder. Por isso, tanto observar o animal quanto policiar as próprias ações ajudam a prevenir ataques.

Ação e reação

Algumas atitudes que parecem inocentes pra nós, podem representar uma baita ameaça para os cachorros. Olhar o cachorro fixamente nos olhos é um ótimo exemplo disso. Pra você pode não ser nada, mas ele talvez se veja num confronto. Encurralar o animal num canto ou se curvar sobre ele são duas situações que têm grandes chances de acabar mal. O melhor mesmo é ficar de lado para o cão, para que ele não se sinta ameaçado.

Abraço apertado… demais!

Sabe aquele abraço super carinhoso que a gente adora dar nos cachorros? Pois é… nunca faça isso se você não tiver certeza absoluta de que o cão é extremamente dócil.

Procure também sempre manter seu rosto a uma distância razoável do cachorro. A maior incidência de mordidas ocorre justamente nesta parte do corpo.

Te conheço?

É muito comum a gente ver um cão passeando na rua e querer passar a mão, fazer carinho… É quase que automático, principalmente para os apaixonados por cachorro.

Mas é muito importante tomar alguns cuidados. Sempre pergunte ao proprietário se o cão é dócil e se você pode fazer carinho nele. Normalmente, quando percebem que o dono está relaxado e agindo de forma natural diante do estranho, os cães se sentem mais confiantes.

Antes de qualquer interação, deixe o cachorro cheirar você. A aproximação deve ser feita pelo proprietário, e se quiser chegar perto do cão, mexa-se devagar e com movimentos leves. Converse com o dono, como se não estivesse nem aí pro animal. Só então estenda a mão para o cachorro cheirá-la. Mantenha o braço relaxado e o punho cerrado, evitando assim mordidas nos dedos.

Quando perceber que o cachorro está se sentindo seguro e tranqüilo, acaricie seu peito e embaixo do seu pescoço com a mesma mão que ele estava cheirando. Os cães se sentem menos ameaçados nessas partes do corpo do que quando recebem carinho na cabeça, por exemplo.

Nesse momento, a maioria dos cachorros já está agindo como se você fosse um velho conhecido. Mesmo assim, seja prudente: quando decidir parar de fazer carinho, tire a mão devagar, sem movimentos bruscos.

Texto: Alexandre Rossi

Como escolher um hotel para o seu cão


Nessa época do ano, com a chegada das férias, muitas vezes, surge a necessidade de deixar o peludo em hoteizinhos especializados enquanto a família sai para viajar.

Neste momento, é preciso, em primeiro lugar, escolher um local com boas referências, profissionais qualificados e, especialmente, onde se tenha certeza que os animais de estimação não ficarão presos em gaiolas o tempo todo.

Além disso, o hotel deve dispor de espaço suficiente para que os pets corram e brinquem, além de locais apropriados para dormirem.

É importante observar se os funcionários tomam cuidados para evitar brigas, separando em ambientes diferentes cães de porte muito antagônicos (mesmo que tenham bom comportamento, não seria seguro deixar um Dogue Alemão correndo solto com um Yorkshire!).

A preparação do cão – antes da hospedagem

Se o peludo tiver uma ligação muito forte com o dono ou caso nunca tenham se separado, é importante treiná-lo a ser mais confiante e independente algumas semanas antes da data marcada para ser deixado no hotel, para que este período não seja um tormento.

Se for necessário trocar a alimentação, esta providência deve ocorrer gradualmente e pelo menos quatro dias antes da viagem. E caso o amigo tenha problemas de apetite, a dificuldade pode piorar durante a mudança de ambiente. Assim, alguns dias antes, o ideal é tentar tornar a comida mais palatável e orientar o hotel a continuar oferecendo a mesma comida preparada.

Além disso, exercícios e suplementação alimentar ajudam a combater a depressão que pode atingir o cachorro. Estas providências devem ser tomadas pelo menos 7 dias antes da viagem, para surtam os efeitos esperados durante o período da hospedagem.

Finalmente, seria bem interessante que o cão já conheça o local e as pessoas que ali trabalham antes do período de hospedagem. A maioria dos hotéis disponibiliza seus serviços por apenas um ou dois dias. Assim, será muito mais tranquilo para o cão estar ali novamente e por um período mais longo.

A preparação do cão – chegou o dia!

Finalmente, chegou o dia de levar o cão para o hotel durante as férias…

É importante deixar lá seus brinquedos favoritos, potes de água e comida, caminha e a comida com a qual está acostumado. Assim, apesar de estar num local diferente e sem a companhia dos membros da família, o animalzinho terá seus objetos por perto, o que ajudará muito na boa adaptação no local novo.

Além disso, uma dica é deixar também alguma peça de roupa com o cheiro das pessoas queridas para o cão, para que este se sinta mais tranquilo quando estiver no novo ambiente. Este objeto pode ser deixado na caminha do peludo.

Caso a hospedagem se torne algo periódico, o ideal é que o pet seja deixado no mesmo hotelzinho nas outras vezes, pois já estará ambientado com as pessoas e com o local.

Tomando-se estes cuidados simples, garante-se tranquilidade para as férias da família e do peludo!

Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Cândido

Como transportar seu animal durante a viagem


Saiba quais são os cuidados que se deve tomar para evitar problemas e reduzir o sofrimento dos pets

 

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Carsale – Quem possui animal em casa, tem sempre uma preocupação a mais quando sai de férias: com quem ou onde deixar o bichinho? Por conta disso, geralmente as pessoas acabam preferindo levar o cachorro ou gato juntos para compartilhar a viagem. Pegar uma estrada na companhia de pets exige alguns cuidados especiais. Aproveitando o período de fim de ano e de recesso escolar, vão aqui algumas recomendações para melhorar a segurança e o conforto do animal dentro do carro.

Durante a viagem é comum ver o animal no colo das pessoas, ou com a cabeça para fora da janela, ou solto dentro da cabine. Manter bichos, pequenos ou grandes, perambulando pelo interior do veículo pode ser muito arriscado: numa freada ou colisão, eles podem ser arremessados para longe, provocando ferimentos. Os mais agitados também costumam pular o banco dianteiro ou passar para o compartimento da frente, atrapalhando perigosamente o motorista.

Para segurança dos passageiros e dos pets, o correto é que o animal vá em uma cadeirinha especial, fixada no cinto de segurança do banco traseiro. A outra opção, é transportá-los em casinhas portáteis de plástico, que devem ser acomodadas sobre o banco traseiro ou no porta-malas do veículo (nos que têm compartimento de bagagem integrado à cabine), sempre presas por uma cinta para não se deslocarem nas freadas ou nas curvas.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é proibido levar os bichos soltos em caçambas de veículos, como em picapes – dá multa grave, de cinco pontos, no valor de R$ 127,69. Transportar o animal no colo, com a cabeça para fora ou no lado esquerdo do motorista, como é comum se ver nas cidades, rende multa média, de quatro pontos, de R$ 85,13.

Antes de sair de casa, dê pouca comida ao bicho. Com o estômago cheio, o balanço do carro pode fazer com que passe mal e acabe sujando o estofamento do veículo. Alguns veterinários recomendam dar remédio anti-enjoo para amenizar o desconforto do animal. Se a viagem for longa, pare em intervalos de duas a três horas para que ele possa fazer as suas necessidades, tomar água, se refrescar e descansar do estresse do trajeto.

Outra dica é forrar o banco traseiro com uma capa impermeável (existem vários tipos à venda nos pet shops) para não sujar o revestimento. Como ficam muito ansiosos em viagens, o cachorros se mostram ofegantes e salivam muito, molhando todo o interior.

Como os postos de combustíveis costumam ficar lotados de veículos nessa época do ano, ao sair do carro mantenha o animal sempre preso à coleira por causa do risco de um eventual atropelamento. No verão, durante as paradas, evite caminhar com o bicho sobre calçadas de cimento ou asfalto, que costumam aquecer muito com o sol e provocar queimaduras nas almofadas das patas. Prefira os locais com sombra e gramados.

Evite também deixar o animal viajar com a cabeça para fora da janela. Os cachorros adoram sentir odores diferentes e tomar vento no focinho, mas se isso for feito com muita freqüência, ou por longo tempo, pode ressecar nariz e olhos, afetando, dois de seus principais sentidos.

E um alerta importante: nunca deixe os vidros das portas totalmente abertos com o carro em movimento para evitar que o animal pule para a pista. Mantenha sempre uma pequena fresta livre para garantir a ventilação interna. E atenção: não feche totalmente os vidros ao deixar o veículo estacionado com o animal dentro.