Dermatites e Outros Problemas de Pele


O que são dermatites e como podemos detectá-las?
Uma dermatite é uma condição que envolve uma área de pele que se tornou inflamada e infectada. A pele afetada muitas vezes aparece como um inchaço, área úmida, avermelhada e que é dolorosa e causa muita coceira para o cão. A perda de pelos também pode ser vista. Geralmente, o cão ira lamber e coçar continuamente a área afetada, fazendo com que surjam feridas e sangramentos na pele.

O que fazer e como prevenir?
Tudo o que provoca comichão na pele pode conduzir ao desenvolvimento de dermatites nos cães. Alguns gatilhos comuns são atopia (alergias a coisas no ambiente, tais como gramíneas, árvores, ervas daninhas, ácaros, etc), alergias alimentares, pulgas, ácaros, picadas de insetos e feridas na pele. A infecção bacteriana da pele (tipicamente causada por estafilococos) pode se desenvolver também, tirando partido da pele inflamada e danificada. A infecção é frequentemente profunda na pele do cão e causa, além do aspecto  de ferida úmida, um odor forte característico presente.

Como são tratadas as dermatites?
O objetivo do tratamento é eliminar a infecção bacteriana, aliviar a coceira e a dor, além de identificar e remover os gatilhos subjacentes, se possível. Os pelos em torno da dermatite do cão geralmente são cortados para permitir a limpeza inicial da área e a aplicação de medicações tópicas. O tratamento tópico com sprays, cremes ou pomadas para matar as bactérias e ajudar com a dor e a inflamação são frequentemente utilizados. Os antibióticos orais são geralmente prescritos para um curso de três a quatro semanas e às vezes mais. Muitas vezes, um curso curto de corticosteróides (ou seja, prednisona) é dado para aliviar a coceira e dor devido à inflamação. Os anti-histamínicos, também pode ser usado para ajudar com comichão.

Lembre-se de procurar ajuda veterinária logo que identificar alguma feriada ou coceira no seu animal de estimação. Quanto antes iniciar um tratamento, mais rápido seu cão ira melhorar, evitando sofrimento e problemas mais graves.

Como Limpar os Dentes do seu Cao


A boa notícia para os cães é que eles não são tão propensos a cáries como os seres humanos são. Mas, apesar da velha sabedoria convencional de que a boca de um cão é mais limpa do que os seres humanos, os cães ainda podem desenvolver problemas como o acúmulo de tártaro e placa bacteriana e gengivite. Mas não é só o mau hálito e dentes amarelos que você tem que se preocupar. Tal como acontece com os seres humanos, estes problemas dentais caninos podem realmente levar a infecções e problemas de risco de morte, incluindo o coração, o fígado e doença renal. Veja como praticar uma boa higiene oral e como isso irá prolongar a vida do seu cão:

Como escovar os dentes do seu cão

Precisaremos de duas coisas para iniciarmos a limpeza dos dentes de nossos cães: uma escova de dentes para cães e um pouco de estratégia. A melhor escova para uso é de duas pontas com as escovas em um ângulo de 45 graus para limpar abaixo da linha da gengiva. Veja aqui um exemplo de um modelo importado: Petosan .

Seu cão pode não se dar muito bem com a limpeza dos dentes num primeiro momento, mas depende de você tornar isso numa experiência razoavelmente agradável para ambos. Tente escolher um momento em que seu cão teve uma boa quantidade de exercícios pois ele está mais inclinado a sentar-se para o procedimento. Não exagere nas primeiras vezes. Comece devagar e pare imediatamente se o seu cão ficar muito agitado, mesmo que você não tenha escovado toda a boca. Você pode aumentar o tempo da escovação a medida que ele for se acostumando com isso. Além disso, certifique-se de falar suavemente e agradavelmente durante a escovação e recompensar o seu cão com um petisco depois.

Comece cedo, criando o habito desde filhote

Cães adultos podem se acostumar com a limpeza dos dentes, mas facilite as coisas para vocês dois criando o habito desde de filhote.

Como escolher a pasta de dente certa para seu cão

Isto é muito importante. Não use creme dental humano normal para seu cão. A maioria dos cremes dentais humanos incluem flúor, que é extremamente venenoso para os cães. Você pode encontrar creme dental formulado para cães na maioria das boas lojas de animais.

O alimento seco é melhor do que o alimento macio

Se a escovação termina em sangue, suor ou lágrimas, ainda há escolhas que você pode fazer para ajudar a melhorar a saúde bucal do seu cão. Ração seca é melhor para os dentes do seu cão do que alimentos moles, uma vez que o alimento macio é mais propensos a ficar entre os dentes e provocar cáries.

Ossos mastigaveis e brinquedos para limpar os dentes

Há muitos ossos sintéticos e mastigáveis, alem de brinquedos que são especialmente concebidos para fortalecer as gengivas e os dentes do seu cão. Apenas certifique-se que você está fornecendo objetos seguros para seu cão poder mastigar. Objetos muito duros podem quebrar os dentes do cão.

Dar ao seu cão um bom osso para roer pode ajudar na limpeza e a manter os dentes fortes, mas imagine um ser humano que só mastiga chiclete e usa enxaguante bucal. Isso não é um meio eficaz de garantir uma boa higiene oral e saúde em geral. O mesmo é verdadeiro para o seu cão.

Quando consultar um veterinário

Ao realizar a escovação (ou mesmo que não consiga, mas pelo menos verifique) você deve uma inspeção visual a cada duas semanas, mais ou menos. Se você identificar algum destes sinais, podem ser um problema dentário, ou algo mais grave, e que merece uma visita imediata ao veterinário:

  • Mau hálito
  • Mudança na alimentação (deixar de comer ou nao conseguir comer alimentos mais duros, por exemplo)
  • Arranhando e/ou tentando cocar o rosto ou a boca
  • Depressão
  • Salivação excessiva
  • Dentes desalinhados ou ausentes
  • Dentes escurecidos, quebrados ou tortos
  • Gengivas vermelhas, inchadas, doloridas ou sangramento
  • Tártaro (crosta marrom-amarelada) ao longo da linha da gengiva
  • Aftas ou feridas dentro da boca

Quantas vezes, ao ver um veterinário?

Mesmo com dentes saudáveis, assim como você, seu cão deve ter seus dentes examinados por um profissional a cada seis ou doze meses. Seu veterinário deve incluir um exame dentário com um check-up normal.

Atendimento odontológico pode ser um incômodo para os seres humanos e cães, mas a manutenção adequada pode ser uma poupança de dinheiro no longo prazo e até mesmo um salva-vidas. Muitos cães precisam de anestesia para ter seus dentes e gengivas limpas, se o acúmulo é grande o suficiente. Por isso, mantenha a boca do seu cão limpa e vocês terão muitos motivos para sorrir!

Como agir numa emergência veterinária?


A ação rápida e correta no caso de uma emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu cão.

Nesse artigo (autor desconhecido) estão apresentadas as ações a serem tomadas em casos de emergências envolvendo o seu animal.

Caso o seu cão esteja poli-traumatizado (sofreu atropelamento com fraturas) é preferível (se possível) transportá-lo deitado numa tábua ou suporte rígido. É possível também que ele seja deitado de lado (chamado decúbito-lateral) sobre uma manta, toalha, ou pano. Nesse caso o transporte será feito segurando-se pelas quatro pontas, com objetivo de evitar inúteis e até perigosas trações dos membros.

Caso o o animal tenha sofrido traumatismos múltiplos e/ou estiver com convulsões, deve-se colocá-lo numa manta e segurá-la pelas quatro pontas. Esta forma de transporte evita reações inúteis no primeiro caso, bem como movimentos desordenados no segundo.

Caso haja uma hemorragia externa, deve-se colocar-lhe uma atadura fria. Além disso, no caso de uma insolação ou de um edema facial-conjuntival, pode-se aplicar-lhe uma compressa fria, para moderar a hipertermia.

No caso de parada cardíaca, tenta-se reanimar o animal puxando-lhe a língua, estimula e visa a desobstrução das vias respiratórias. E importante colocar-lhe, primeiro, uma mão sobre o tórax, para certificar se é uma síncope cardíaca e não respiratória. Em caso de parada respiratória, colocam-se as duas mãos abertas, uma sobre outra, sobre o tórax do cão, pressionando-o ligeiramente por duas vezes e, depois, retirando-as; deve-se, então, recomeçar, verificando se ele recupera a respiração.

No caso de convulsões, e a fim de prevenir qualquer traumatismo secundário, é prudente colocar o cão numa manta, como indicado acima, para lhe evitar os movimentos desordenados e facilitar o seu transporte. Deve-se evitar luzes fluorescentes e excesso de barulho.

Reações urticariformes: São reações de hipersensibilidade (alérgicas) generalizadas, menos severas que o choque anafilático (anafilaxia). Aparecem na pele e são bem visíveis na face onde se verifica o edema facial-conjuntival. Ocorre um aumento de volume das pálpebras, dos lábios e do focinho, conferindo ao cão um aspecto característico (cara inchada). Geralmente é desencadeada por picadas de insetos, medicamentos e certos alimentos, podendo aparecer dificuldades respiratórias. O tratamento é feito com antihistamínicos ou corticosteroides.

Traumatismo Ocular: Geralmente de origem vascular, por descolamento da retina ou por hipertensão intra-ocular, constitui uma emergência, pois a conservação da visão depende da rapidez do tratamento. Em todo o caso, e apesar de todos os progressos da medicina veterinária neste campo, o descolamento da retina, devido a um acidente simples, como por exemplo, a batida de uma bola de futebol contra a cabeça do cão, ainda não tem um tratamento que permita uma recuperação funcional satisfatória.

Prognóstico do Politraumatismo: O dono do cão que acaba de sofrer um acidente pode estranhar que o veterinário lhe diga que ainda é cedo demais para adiantar um prognóstico, mas uma resposta diferente, nesta situação, seria arriscada. O cão politraumatizado precisa ser colocado em observação, para verificar se todas as suas funções vitais se mantêm como devem.

Além das funções cardíacas e respiratórias, que se podem avaliar relativamente depressa, deve-se confirmar a integridade das vias intestinais e urinárias, bem como as funções esfincterianas. Nas patologias neurológicas, a recuperação funcional pode necessitar de certo tempo, o correspondente à reabsorção dos edemas cerebrais. Por isso, a complexidade do exame do cão politraumatizado exige toda a atenção do médico e toda a paciência do dono.

FONTE: Totem American Bulldogs (http://www.terra2.com/j/artigos/94-como-agir-numa-emergencia-veterinaria)

Exame para detectar Alzheimer em cães


Pesquisadores brasileiros desenvolveram teste clínico que identifica sinais de demência nos animais

Assim como os humanos, os cachorros também parecem sofrer de doenças neurodegenerativas. É o que sugere um estudo feito pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). A boa notícia é que pesquisadores desenvolveram um teste específico para detectar a patologia, o que pode permitir o inicio de terapias antes de estágios mais avançados do transtorno.

A disfunção cognitiva se caracteriza por intensa desorientação do cão, diminuição da atividade física, mudanças nos padrões do sono, na rotina, nos hábitos de higiene e na memória visual – alguns cachorros não reconhecem os donos. As alterações são muito intensas e agem no cérebro de forma semelhante ao Alzheimer, diminuindo sensivelmente a qualidade de vida do animal.

Com base em modelos de detecção da doença descritos na literatura, sobretudo por cientistas de universidades internacionais, o veterinário Rogério Martins Amorim e sua equipe adptaram um intrumento para a rotina de atendimento clínico e aplicável como forma de diagnóstico precoce do transtorno. O teste consiste em um aparelho de madeira que oferece um petisco ao animal sempre que escolher o objeto correto entre dois – pode ser uma cor ou um formato específico.

“ O próximo passo é validar cientificamente o modelo para que ele passe a ser usado no atendimento clínico do Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu”, ressalta Amorim. Se aceito, o teste poderá prever que cachorros que não consigam acertar o objeto a ser tocado entrem para o grupo suspeito de disfunção cognitiva canina e sejam encaminhados para ressonância magnética e outros exames complementares.

Segundo o veterinário, as formas de tratamento nesses casos também precisam ser ampliadas. Agora, sua equipe pesquisa o isolamento e cultivo de células-tronco neurais presentes no bulbo olfatório de cães. A expectativa é que, no futuro, as investigações possam levar a terapias mais eficazes para a demência dos cães idosos.

Convulsão Canina


Olá Pessoal.

Hoje resolvi colocar um post aqui no blog falando a respeito de convulsão canina porque, infelizmente, o Oliver, meu Golden Retriever, sofreu uma. Na verdade, hoje foi a segunda crise que ele teve, que durou em torno de 1 minuto (foi mais rápida que a primeira).

Para quem nunca tinha visto um cão sofrer uma convulsão, é algo realmente aterrorizante. As crises dele foram durante a madrugada e acordar com o cão se debatendo, de repente, com o quarto todo escuro, é algo que já assusta. Na primeira vez foi bem complicado porque eu não tinha idéia do que estava acontecendo. Imaginei que algum animal peçonhento poderia tê-lo picado ou que ele estivesse tendo um ataque do coração. É tudo muito rápido e intenso…

Bom, passado o susto, fui pesquisar e descobri que a convulsão em cães é mais comum do que imaginamos, infelizmente. Muitos cães sofrem com isso e as causas podem ser variadas, passando pode epilepsia até intoxicação por alimentos ou produtos químicos.

Portanto, quero compartilhar com vocês minha experiência, falando que o mais importante diante de uma situação dessas é manter a calma, observar o cão e tentar protegê-lo para não se machucar enquanto está se debatendo e trazer alguma informação útil e esclarecedora.

Convulsão em cachorros: como agir

 

“A convulsão pode acusar muitas doenças, e não só epilepsia, em seu cachorro. Nessa hora de tanto tremor, que não é brinquedo, veja como agir.”

Para alguns bichos, não precisa muito para o cérebro entrar em pane. Basta um susto provocado por rojões, trovões ou uma superagitação dentro de casa para que o animal sofra uma intensa descarga elétrica na massa cinzenta. Daí, começa a tremer, salivar e se comportar de maneira assustadora aos olhos do dono. Essa é a descrição de uma crise convulsiva.

Por trás da reação, há uma série de causas — um trauma na cabeça, uma intoxicação por produto químico, a falta de glicose no sangue, mais frequente em filhotes e cães diabéticos, ou ainda um tumor cerebral ou uma doença congênita como a epilepsia. “O pior é que não há jeito de prever uma crise, porque não há exames que detectam isso antecipadamente”, diz o veterinário Paulo Salzo, da Universidade Metodista, em São Paulo. Se acontecer na sua casa, a dica é: assim que o animal parar de convulsionar — e uma baita convulsão dura no máximo cinco minutos —, leve-o ao especialista para investigar o que causou o curto-circuito cerebral. Lembre-se de relatar se o bicho comeu algo diferente, se ingeriu algum produto químico, se levou um tombo… Toda informação é preciosa.

Raças como pastor alemão, poodle, labrador, pit bull e husk siberiano têm maior predisposição à epilepsia. Para ajudar no diagnóstico, vale tentar ver se os pais do seu cachorro não eram epiléticos, já que a doença é hereditária. Descartada essa hipótese específica, a crise pode alertar para outros males. E, aí, vários exames são necessários. Os de sangue, por exemplo, podem acusar uma hipoglicemia.

“Seja qual for a causa, o tratamento desse transtorno tem que começar pelo uso de anticonvulsivantes, remédios que irão normalizar as ondas cerebrais e que existem na forma de comprimidos, xaropes ou gotas. A escolha, no caso, dependerá da aceitação do animal”, explica o veterinário Marcelo Quinzani, do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo.

Se for constatada a epilepsia, o tratamento anticonvulsivante seguirá para o restante da vida. Se for descoberta a hipoglicemia, o remédio deverá ser associado a outro para manter as taxas de açúcar na circulação em ordem e evitar novas convulsões.

“De qualquer maneira, a supervisão de um profissional deverá ser intensificada”, alerta Salzo. Recomenda-se levar o cachorro que já convulsionou para uma consulta a cada seis meses. Em cada visita, o profissional irá reavaliar a dosagem do anticonvulsivante no caso da epilepsia, por exemplo. Sem contar que, com o passar dos anos, sujeito à medicação diária, o bicho pode ter efeitos colaterais como aumento de peso e problemas no fígado — e o veterinário estará de olho nisso.

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Saiba como cuidar do cachorro durante uma crise de convulsão

ANTES

Ansiedade e pupilas dilatadas podem acusar que uma crise convulsiva está chegando. Mudança repentina de comportamento, como dormir mais, comer muito ou deixar de ter apetite, também é um alerta. “Se o animal já convulsionou antes, sinais assim indicam para levá-lo ao veterinário depressa”, recomenda Quinzani. “A dose de medicamento, então, poderá ser ajustada.”

DURANTE

Quando o curto começa, o bicho sofre perda de consciência ou foca em um único ponto, correndo atrás do próprio rabo, por exemplo. Tremores, salivação, descontrole de urina e fezes e movimentos de perna são outros sinais. As crises duram de 20 segundos a um minuto, em média. Se não cessar em 5 minutos, encaminhe-o imediatamente ao pronto-socorro veterinário.

DEPOIS

O cão fica muito cansado por causa da intensidade do choque. Por isso é normal que permaneça um bom tempo quieto. Deixe-o em um local silencioso e confortável. Se ele quiser comer e beber, facilite o acesso.

Quadros de convulsões. Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães

Não entre em pânico se o cão tiver um ataque, pois a maioria das convulsões não é fatal. Evite-o apenas se estiver em uma área que exista hidrofobia (a famosa raiva) e você não sabe se ele foi vacinado.

1. Os cães raramente se asfixiam com a língua. Evite colocar os dedos perto da boca do cão a menos que seja absolutamente necessário. Raças com caras achatadas como os pugs e boston terries podem asfixiar-se com a língua, de modo que devem ser vigiados atentamente. Se o cão ficar inconsciente, puxe a língua para fora e, se necessário, faça respiração artificial.

2. Se o cão estiver tendo uma convulsão leve, chame a atenção dele; essa medida poderá evitar que um ataque completo se desenvolva.

3. Se o ataque for total, consiga um cobertor ou algumas almofadas. Afaste o cão de objetos nos quais possa se machucar e, se o ataque durar mais de 1 minuto, envolva o cão num cobertor ou cerque-o com almofadas a fim de protegê-lo. Descubra-o mais tarde, pois deixá-lo coberto poderá causar hipertermia (elevação da temperatura corporal – dependendo do caso, o cachorro poderá vir a óbito, fique esperto!).

4. Se o ataque parar dentro de 4 minutos, reduza o som (os barulhos alheios) e a luz e fale suave e tranquilizadoramente com o cão. Mantenha outros cães afastados.

5. Se o ataque perdurar por mais tempo, leve o cão imediatamente ao veterinário. Não o envolva firmemente em um cobertor durante o trajeto, pois essa medida poderá causar hipertermia.

6. Registre o tempo de duração do ataque e o que o cão fazia antes de ele acontecer, pois isso ajudará o diagnóstico no caso de ocorrerem outros ataques. (Se possível, é claro!)

Quadros de convulsões. Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães

Primeiros Socorros para Animais


Olá!

Vi uma reportagem bem interessante no site do UOL e acho que é muito importante divulgar esse tipo de informação.

Numa emergência, saber o que fazer pode significar a diferença entre a vida e a morte do seu animal de estimação. Portanto, espero que ninguém aqui precise passar por isso, mas conhecimento nunca é demais.

Veja os vídeos aqui.

 

Um abraço.

Primeiros Socorros – Parte II


Continuando a matéria a respeito do que fazer em caso de acidentes, escreve a segunda parte da matéria Primeiros Socorros. Mais uma vez, vale lembrar que são apenas informações que podem ajudar no primeiro atendimento e que se deve sempre buscar ajuda médica especializada o mais rápido possível.

Convulsões: animais, do mesmo modo que as pessoas podem ser epiléticos ou ter convulsão motivada por alguma doença. Diferente das pessoas, você não precisa se preocupar em não deixar enrolar a língua, pois isso não acontece, e se acontecer, não sufoca. Concentre-se mais em evitar escoriações. Coloque o animal em cima de um tapete ou colchão e faça carinho nele. Convulsões epiléticas duram alguns minutos e passam, mas podem ser freqüentes. Se for a primeira vez, vá ao seu veterinário de confiança. Se seu animal já estiver em tratamento, siga as orientações médicas.

Choques elétricos e desmaios: massageie o tórax. Se a respiração estiver muito fraca, abra boca de vá dando umas puxadas na língua. Faça isso dentro do carro, a caminho da clínica. Não perca tempo!

Picada de insetos: pálpebras, focinho e boca inchados. Pode ter marimbondo ou formiga em seu quintal. Precisa tomar injeção de antialérgico urgente. Já para a clínica!

Queimaduras: água gelada ou compressa com gelo. Perto do fogão não é lugar nem de criança, nem de bicho.

Engoliu um objeto: moedas, bolinhas de borracha, bolinhas de gúde, agulhas, linha de costura, etc. Calma, nem tudo está perdido e normalmente isso acaba bem. Por incrível que pareça, a pior coisa que um animal pode engolir destas todas é a linha. Faz um estrago muito pior que a agulha. Se você tiver em casa óleo mineral, pode dar algumas colheradas. Se não tiver, use azeite mesmo, que também lubrifica o trato gastro-intestinal.

Desnecessário dizer que tem que procurar um veterinário o quanto antes.

Atropelamentos: claro que isso pode variar de apenas alguns arranhões a sérias fraturas e hemorragias. O que é importante dizer aqui é que você deve primeiro colocar uma focinheira no animal atropelado. Como já disse antes, a dor leva a morder. Depois, para evitar movimentos bruscos, abra uma coberta no chão, coloque o paciente em cima dela, e com todo o cuidado, duas pessoas devem segurar a coberta pelas pontas, improvisando uma maca. Daí é direto para a clínica. Mesmo traumas aparentemente leves, devem ser examinados e medicados, pois alguns problemas como edemas e hemorragia interna, podem demorar a dar sinais.

Fonte: Veterinário Wilson Grassi.