Por que os cães perseguem o próprio rabo?


O melhor amigo do homem pode nos proporcionar muita diversão e risos apenas por ser um cão, mas, talvez, nada é mais divertido do que quando o seu cachorro de repente começa a ficar obcecado sobre o seu próprio rabo e começa a girar em círculos, tentando, em vão, pegá-lo.

Isto é algo que pode causar risos, mesmo ao mais sério das pessoas, mas por que exatamente isso acontece? Pode evoluir para algo mais sério? Por que os cães perseguem suas caudas tão de repente e obsessivamente?

Aqui estão algumas razões pelas quais os cães perseguem suas caudas.

Tédio  Muitas vezes, os cães vão perseguir suas caudas porque eles estão um pouco entediados. É uma maneira para que eles se divirtam e gastem um pouco de energia. Isto é especialmente verdadeiro para os filhotes, que não podem nem mesmo perceber que a sua cauda é na verdade uma parte do seu corpo, mas o vem como um brinquedo. Geralmente, com os cães adultos, isso tende a acabar.

Atenção  Você assiste e ri quando seu cão começa a perseguir o rabo? Se ele está recebendo atenção positiva de você, por prática do ato, pode levá-lo a fazê-lo sempre que ele quiser sua atenção.

Algo está errado  Se você observar que o seu cão realmente tenta muito ir atrás da própria cauda, mordê-la e até mesmo mastigá-la, você pode pensar em marcar uma visita ao veterinário. Às vezes os cães vão perseguir suas caudas porque eles estão sendo incomodado por vermes ou pulgas ou passando por algum outro tipo de problema veterinário.

Genética  Por razões que ainda não compreendemos totalmente, raças como pastores alemães e terriers tendem a se engajar no pega-a-cauda mais do que outras raças – mesmo à medida que envelhecem. Isso acontece ainda mais quando os cães ficam presos dentro de casa por muito tempo.

Compulsão  Alguns cães podem desenvolver um transtorno compulsivo que envolve perseguir sua próprio rabo. Esses tipos de problemas de comportamento pode acontecer por várias razões – confinamento, abuso físico, lesão ou trauma passado, ansiedade de separação, e assim por diante – e precisam ser abordados.

Se o seu cão persegue compulsivamente o rabo, ele pode causar sérios danos por morder e mastigar quando ele finalmente conseguir pegá-lo. Cães têm apresentado a perda de pelo em suas caudas devido a este tipo de comportamento e até mesmo lesões.

Resumindo, se você perceber que seu cão parece estar correndo atrás do rabo de uma maneira excessiva, a melhor coisa que você pode fazer por sua saúde é leva-lo ao veterinário. É bem possível que ele esteja perfeitamente bem, mas se não estiver, a melhor maneira de diagnosticar o problema é com a ajuda de um profissional médico.

Como evitar mordidas de cães


A maioria dos ataques e mordidas de cães ocorrem em casa. Muito provavelmente, o melhor amigo de quatro patas não pretendia machucar alguém, mas as vezes ele pode se deixar levar durante um momento e acidentalmente morder.

Outros cães, especialmente os de raças menores, podem morder para chamar a atenção. Ja os filhotes podem morder para aliviar o incomodo quando os dentes estão nascendo. Aqui estão algumas dicas para reduzir as chances de ser mordido.

  • Evite jogos agressivos.

Se você começar uma “luta”, como um cabo-de-guerra, ou mesmo um jogo particularmente enérgico de rolar, puxar e/ou apertar com o seu cão, você pode ser acidentalmente mordido. Lembre-se, seu cão usa a boca para prender coisas. Se você está lutando, isso pode significar o seu braço ou perna. Seu cão deve também aprender um comando como “larga”, o que é especialmente útil durante uma brincadeira com bolinhas e que você não precise arrancar a bola de dentro da boca dele – o que pode ser uma boa maneira de ferir um dedo.

  • Ensine comportamento submisso.

Seu cão deve ser treinado desde cedo para desistir de alimentos sem rosnar ou morder, deitar de costas e expor a barriga, e outros comportamentos submissos. Se o seu cão sabe que você é o líder da matilha, você vai ser capaz de parar todos os comportamentos indesejáveis ​​ou perigosos quando ocorrerem.

  • Castramento.

Não só isso é uma boa idéia para o controle da população, mas também reduz a agressividade em cães.

  • Vacine seu cão.

A coisa mais triste que pode acontecer é se o seu cão se tornar agressivo porque contraiu raiva. Visite o veterinário regularmente e certifique-se de que a vacinação do seu cão contra a raiva e outras doenças esta atualizada. Enquanto seu cão envelhece, ele também pode ser propenso a demência ou outras doenças degenerativas que podem causar um comportamento agressivo. O seu veterinário pode ajudá-lo com o seu diagnóstico e tratamento.

  • Não deixe seu cão sozinho com bebês ou crianças pequenas.

Deixar cães e bebês sozinhos pode ter consequências trágicas. Existem muitas histórias horríveis de crianças atacadas por um animal de estimação da família. O mais provável é que não foi um ataque, mas o cão tentando brincar com o bebê ou imitando algo que ele viu o pai fazer. Ou as vezes, se defendendo de um puxao no rabo ou em alguma outra parte que o incomode.

Nós vemos os cães carregarem seus filhotes pela nuca. Porem, com um bebê, isso pode ser fatal. Crianças também são propensas a morder ou bater nos cães, ou ainda tentar montá-los como um cavalo, o que também pode provocar uma mordida. Mesmo que você só saia da sala por um minuto ou dois, você estará proporcionando uma situação perigosa. Portanto, sempre fique por perto e observe a criança enquanto ela brinca com o cão.
Seu cão ja mordeu alguém? Ou você já foi a vítima de uma mordida de cão? O que aconteceu? Compartilhe a sua experiência com a gente nos comentários.

Os Pets e as Crianças


Apesar dos benefícios proporcionados pelos pets ao desenvolvimento infantil, apenas 33% dos casais com filhos pequenos possuem animais de companhia

Quem nunca pediu aos pais um cachorro ou gato, durante a infância, e ouviu não como resposta? É fato que os animais de companhia despertam interesse e fascínio nas crianças, entretanto, são poucos os adultos que cedem aos pedidos dos pequenos e atendem a essa vontade dos filhos.

Ao recusar este pedido, muitos o fazem por desconhecer os benefícios que os bichos de estimação podem trazer para o desenvolvimento cognitivo e social de uma criança, contribuindo desde a redução de ansiedade até o desenvolvimento da linguagem e das habilidades motoras, inclusive para fins terapêuticos.

Apesar disso, dados do Radar Pet 2009 – pesquisa inédita divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan), com representantes das classes econômicas A, B e C, identificou que, nos lares de casais com filhos até nove anos, apenas 33% possui um animal de estimação, cenário que comprova o desconhecimento dos pais em relação às contribuições dos pets para a infância.

De acordo com o veterinário e presidente da Comac, Luiz Luccas, isso se deve, em especial, a alguns mitos associados à saúde, higiene e segurança das crianças.

“É preciso investir na desmistificação desse conceito, uma vez que é possível e saudável a convivência entre crianças e animais de estimação. Inúmeras pesquisas indicam claramente o impacto positivo do animal no dia a dia e, também, na saúde e no comportamento das crianças”, justifica.

O Radar Pet identificou ainda que, com a chegada de um bebê na vida de um casal, a presença dos pets cai pela metade e muitos casais desistem de ter um pet, muitas vezes, por preconceitos, sem atentar aos enormes benefícios que os pets trazem as famílias.

Segundo a médica veterinária Ceres Berger Faraco, que também é Doutora em Psicologia e Presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVEBBEA), essa convivência auxilia em questões como hiperatividade, déficit de atenção, transtornos de ansiedade, alimentares e de humor, entre outras questões como conduta opositiva/desafiante, casos de abuso físico, sexual e emocional.

Entretanto, esses benefícios estendem-se para o desenvolvimento infantil como um todo. Estudos realizados nos EUA confirmam que crianças em idade pré-escolar, ao serem ensinadas a cuidar de um animal de estimação, desenvolveram uma maior habilidade social, além de um aumento na sua auto-estima, na cooperação em atividades e demonstraram-se mais compreensivas em relação aos sentimentos dos colegas.

Isso se deve, em especial, pelo fato das crianças terem que se colocar na posição do outro, passando a avaliar o sentimento dos pets como se estivesse em seu lugar, algo importante para a sua sociabilização.

A especialista ressalta ainda que, apesar dos avanços, alem dos pais, muitos profissionais que trabalham com desenvolvimento infantil desconhecem os benefícios desta interação.

“Ainda somos carentes de programas com objetivos terapêuticos que tenham o rigor científico para poder mensurar os resultados”, acrescenta. Inúmeros pesquisas demonstram que a cães trazem enormes benefícios para as crianças, entre eles o desenvolvimento cognitivo e convívio social.

Fonte: Altair Albuquerque

O Encantador de Cães!


Ainda não consegui assistir o Encantador de Cães, exibido pelo Animal Planet e que é considerando um grande sucesso, principalmente entre os donos e simpatizantes de cães. Mas sempre leio matérias a respeito do programa e encontrei uma que achei bem interessante, publicada na revista Veja, edição 2122, de 22 julho de 2009.

O mexicano Cesar Millan, de 39 anos, é um “psicólogo de cachorros”. No seu programa de TV, O Encantador de Cães (exibido no Brasil pelo canal pago Animal Planet), esse ex-imigrante ilegal convertido em celebridade nos Estados Unidos reeduca bichos com fobias, comportamentos destrutivos e distúrbios afins. Na entrevista a seguir, Millan explica por que a maioria dos problemas caninos tem origem nas atitudes humanas.

Cesar Millan

Quem precisa mais do outro: o cão do homem ou o homem do cão? Os cães dependem da comida que lhes damos. Nós, contudo, desenvolvemos uma dependência emocional em relação a eles. Mais que qualquer outro bicho, o cão é o elo que permite ao homem moderno manter uma conexão mínima com a natureza. Os problemas com que lido em meu programa poderiam ser resumidos assim: pessoas que aboliram a simplicidade de sua vida procuram, por meio de seus cães, reencontrá-la – mas precisam se reeducar para isso.

Qual a raiz dos problemas de relacionamento entre o homem e o cão? É a dificuldade humana de entender como os cães veem o mundo. Os cachorros não distinguem se seu dono é um mendigo ou o presidente dos Estados Unidos. Eles são programados para seguir um líder. Na relação conosco, o que vale são os sinais de afirmação ou vacilo de quem deveria exercer esse papel. Eles podem até parecer crianças, mas pensam como membros de uma matilha: na ausência de um humano que exerça a função de líder equilibrado e assertivo, os cães tentam se impor.

Os problemas dos cães são reflexos dos problemas de seus donos? A maioria sim. No ambiente natural, animais não desenvolvem problemas comportamentais. Não se veem elefantes neuróticos. Isso também se aplica aos lobos, aos cães selvagens das savanas africanas e até aos cachorros de rua: eles podem ser magros e sarnentos, mas não têm distúrbios psicológicos. Os cães tornaram-se problemáticos, porque seus donos, em geral, não suprem sua necessidade de disciplina, exercícios regulares e desafios mentais.

Quais as consequências dessa negligência? A pior delas é a agressividade fora de controle do cachorro. Mas há outras: a ansiedade da separação dos donos, os distúrbios alimentares, os ataques de pânico. Muita gente até acha graça nesses desvios, por imaginar que são traços da personalidade de seu cão. Mas eles existem e fazem os animais sofrer.

O que o comportamento de um cão pode revelar sobre a personalidade de seu dono? Tudo. O cão é um espelho do dono. Quando as pessoas procuram minha ajuda e lhes pergunto o que está acontecendo, elas começam a conversa por suas próprias aflições, e não pelas do bicho. Dizem coisas como “minha filha tem um problema” ou “perdi o controle da casa” – e nem sempre abrem toda a verdade. Percebo o que de fato está ocorrendo tão logo ouço o que o cão tem a dizer, por meio de sinais como tensão, ansiedade e excitação. É incrível como essas emoções são as mesmas que, aos poucos, as pessoas à sua volta deixam entrever. Os cães são brutalmente honestos ao expor seus sentimentos.

Qual seu maior conselho para alguém que deseja adotar um cão? O mesmo que dei ao presidente Obama e à sua família no processo de escolha do cão que viveria com eles na Casa Branca: opte por um animal cujo comportamento combine com o seu estilo de vida. Nunca leve para casa um bicho que tenha mais energia que você, pois a tendência será ele ditar as regras. Antes de acolher (o cão-d’água português) Bo, os Obama fizeram muita pesquisa em busca de uma raça adequada. Eles queriam um animal com pique para correr com as meninas e que não provocasse alergia na mais velha, Malia. Pelo que venho notando, porém, a família do presidente terá trabalho para colocá-lo nos eixos. No primeiro passeio, quem determinava o caminho era o cachorro – um péssimo sinal.

Golden Retriever e crianças, uma união perfeita!


Eu e minha esposa já planejamos filhos para daqui alguns anos, principalmente porque somos recém casados e ainda queremos concretizar algumas vontades antes de realizarmos o sonho da maternidade.

Mas como já pensamos em filhos, estamos pesquisando algumas coisas relacionadas ao convívio entre Goldens e crianças. Como eu já conheço relativamente bem as características dessa raça, sei que são ideais para famílias, uma vez que possuem temperamento calmo e equilibrado, além de uma paciência acima da média. Isso é muito importante pois as crianças costumam não ter noção das brincadeiras e puxões de rabos ou torções de orelhas são algo muito comum e, na cabeça delas, divertido de se fazer com um cão!

Mesmo assim, busquei mais informações na internet a respeito do assunto para ver se realmente condisem com o que eu disse acima.

Tenho alguns conceitos que concretizei em minha mente e costumo passar aos futuros proprietários de Golden. Um deles é o de que realmente não acredito que um Golden possa morder alguém, salvo em situação extrema. Costumo dizer que se mordeu, não é Golden puro.

Os cães são os melhores amigos do homem, mas nem todos são os melhores amigos das crianças. Fica aqui uma lista das melhores e piores opções de raças de cães para crianças. Mas lembre-se: cães e crianças só devem conviver com supervisão de um adulto.

O problema da compatibilidade entre cães e crianças reside em vários aspectos:

As crianças são “brutas”. Não tendo noção ainda de que podem estar a magoar o cão, as crianças puxam as orelhas e a cauda, apertam os animais, acariciam como quem bate, etc. Alguns cães não toleram abusos, podem rosnar ou até morder para que a criança pare.

As crianças não sabem interpretar os sinais dados pelos cães e são demasiado insistentes. Os cães mais independentes não gostam de demasiada atenção. As crianças são frágeis e os cães de maior porte podem ter brincadeiras mais brutas (podem machucar sem querer). Os cães menores são frágeis e neste caso será a criança que pode acabar por magoar o cão com brincadeiras brutas.

Requisitos para lidar com crianças

As raças mais adequadas a crianças devem ser extremamente pacientes. Devem ser capazes de “sofrer” sem reagir. Embora os cães não sejam santos, existem raças que por norma, são mais tolerantes. Ao contrário do que se possa pensar, são geralmente os cães de grande porte os mais dóceis e calmos com crianças, já que os mais pequenos tendem a ser nervosos e muito reativos. Alguns cães de grande porte passam contudo por um período, até aos 2 anos geralmente, em que são bastante trapalhões e pouco cuidadosos. Isto pode ser um problema se os donos permitirem brincadeiras bruscas, uma vez que o cão pode acabar por magoar a criança, apesar de não fazer propositadamente.

Com os abusos típicos das crianças, os cães pequenos podem também sair magoados ao serem apertados, puxados por uma pata, etc., por isso os cães demasiado frágeis não são indicados. Existem raças de cães que não são adequadas para crianças de 2 anos, mas que convivem pacificamente com uma de 10. Parte-se do princípio que a criança de 10 anos conheça já alguns limites no trato dos animais e que tem robustez física para aguentar as brincadeiras dos cães de maior porte.

As melhores Raças

Estas raças são as que melhor se adequam a crianças de todas idades:

American Staffordshire Terrier – Apesar da reputação que tem (considerado potencialmente perigoso), estes cães são apenas agressivos com outros cães, sendo muito leais com a família e extremamente tolerante e dóceis com crianças. Gostam de ser o único cão da família.

Antigo Cão de Pastor Inglês (Bobtail) – Conhecido por ser a ama das crianças, são muito tolerantes e calmos. Exigem escovagens diárias.

Beagle e outros cães de levante e corso (hounds), tais como o Bloodhound, o Harrier, Irish Wolfhound e o American Foxhound – São brincalhões e tolerantes, mas bastante enérgicos. Não são geralmente cães de apartamento.

Boxer – Um cão de guarda, que protege a família e lida muito bem com os mais novos.

Caniche Grande – Os caniches de porte mais pequeno são nervosos e reactivos, o que não acontece com a variedade grande. O Caniche Grande é uma ótima opção para famílias com crianças.

Cão de Água Português – Ativo e elegante, é um cão tolerante com as crianças. Ficou famoso recentemente por ser o cão escolhido pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

Collie de pêlo comprido ou curto e Bearded Collie – São bastante pacientes com crianças, mas exigem muita manutenção com o pêlo.

Golden Retriever, Retriever do Labrador – A docilidade destes cães precede-os. São tolerantes e pacientes. O Labrador Retriever é contudo bastante trapalhão e excitável enquanto não atingir a idade adulta e pode ser necessário mais algum cuidado na vigilância das brincadeiras.

Havanês – É um cão de colo, pequeno e de apartamento, mas aceita bem crianças na família.

Hovawart, Terra Nova e São Bernardo – São cães muito calmos e pachorrentos. Aturam as maiores travessuras, mas são bastante trapalhões enquanto pequenos e pode ser um desafio tentar fazer com que tenham cuidado com os movimentos.

Mastiff – Um poderoso guarda, mas um gentil gigante com a família. Necessita contudo de uma forte socialização e não deve ser cão para donos inexperientes.

Pug – Pequeno e cão de apartamento, o Pug foge ao estereótipo dos cães pequenos e nervosos. É paciente, mas pode ser demasiado frágil para as crianças mais brutas.

Algumas raças NÃO indicadas para crianças

Estes cães são óptimas companhias, mas não gostam de ser tratados de forma bruta ou de serem constantemente assediados pelas crianças. Como em todos os casos, existem excepções e a capacidade de uma criança e de um cão de uma destas raças conviverem depende muito da educação que tanto a criança como o cão recebem. São contudo cães mais indicados para adultos ou adolescentes e muitos estão entre as melhores opções para idosos.

  • Alaskan Malamute
  • Baixote
  • Caniche Médio, Anão ou Toy
  • Chihuahua
  • Chinese Crested Dog
  • Chow Chow
  • Epagneul Japonês
  • Epaneul do Tibete
  • Jack Russell Terrier
  • Llhasa Apso
  • Pequinês
  • Pinscher Miniatura
  • Saluki
  • Schnauzer Miniatura
  • Tibetan Terrier
  • Weimaraner
  • Yorkshire Terrier

Ao escolher o cão, tenha em atenção todas as outras necessidades. Apesar da convivência com uma criança ser muito importante, as outras características do cão também o são. Se escolher, por exemplo, um Labrador, tenha em atenção a sua necessidade de exercício, isto porque manter qualquer cão fechado no interior ou constantemente preso acaba por afetar o temperamento do mesmo, tornando-se frustrado e destrutivo, passando a ser um cão mais instável. Os pais devem ter também a noção de que crianças e cães não devem conviver sem supervisão, independentemente da raça. Por muito responsável que seja uma criança, criar um cão é uma tarefa de adultos, por isso cai sobre os pais e não sobre a criança a responsabilidade que ter um cão acarreta.

Então, se você acha que ter um cão pequeno é mais seguro para sua criança, engana-se redondamente. Cães pequenos mordem mesmo e machucam, pergunte a um banhista de petshop se ele prefere dar banho em um pitbul ou em um poodle, tenho certea que a resposta será a preferência ao pitbull.

Contudo, as crianças que crescem com cães vêm neles os melhores amigos, confidentes e um apoio emocional. Perceber que lidar com outros exige educação e limites, torna as crianças mais responsáveis, equilibradas e menos egocêntricas. Crescer com um amigo fiel é uma das melhores experiências que pode proporcionar a um filho.

Adestramento Inteligente, vale a pena investir seu tempo nisso.


Já escrevi aqui no Blog um pouco sobre como foi o início do convívio com meus cães e também como é a personalidade de cada um deles. E uma característica que eles têm em comum é a inteligência! Cada qual à sua maneira, mas são realmente muito inteligentes.

Por isso mesmo, ensinar algumas coisas básicas, mas muito importantes para um bom convívio ao longo do tempo, foi relativamente fácil. É claro que isso pode variar entre as diversas raças existentes. O Golden Retriever está classificado como o quarto cão mais inteligente e isso influencia diretamente na facilidade que a raça possui para aprender. Baseado na minha experiência prática e em informações que pesquisei ao longo desses anos, deixo aqui algumas dicas para quem quer ensinar aos seus cães algumas regras e comandos básicos.

1 – Paciência

Paciência é a chave para tudo, inclusive para se adestrar um cão. Não adianta gritar, bater ou ensinar algo apenas uma única vez. Os cães aprendem por repetição e portanto você terá que repetir o que deseja ensinar algumas vezes até que ele entenda o objetivo daquilo tudo. Além disso, são como crianças, que testam nosso limite e por isso seja persistente até que ele entenda que quem manda no pedaço é você. Já ouviu falar em “macho alfa”?! Pois é, isso é essencial se você quiser ser respeitado na “matilha”.

2 – Reforçamento Positivo

Pegando uma pequena carona na psicologia, um reforço pode ser qualquer evento que aumente a freqüência de uma reação precedente (Myers, 1999). Desta forma, o reforço pode abranger uma série de ações, como um elogio ou uma salva de palmas, por exemplo. Ou ser permitido a uma pessoa ter um momento de folga após a execução de uma tarefa maçante. Entretanto, existem dois tipos básicos de reforço, o positivo e o negativo. Agora que já temos uma idéia do que isso significa, podemos usá-lo a nosso favor para ensinar o que queremos aos nossos cães. Ou seja, toda vez que ele fizer algo da forma como você ordenou, faça festa, carinhos, elogie ou até mesmo dê um petisco (esses biscoitinhos para cães funcionam muito bem). Da mesma forma, quando não obedecer ou fizer algo errado, mostre a sua insatisfação ignorando-o por alguns minutos. Aqui vem algo muito importante: nunca bata, grite ou maltrate o seu cão (ou qualquer animal). Os resultados disso são sempre negativos, como por exemplo, desevolver uma agressividade no cão ou associar a presença do dono (agressor) a coisas desagradáveis.  Seguindo a idéia do reforçamento positivo, você começará a associar as ações corretas a coisas boas. Como o cão quer sempre agradar o seu dono e, claro, ser agradado também, ele passará a evitar as ações erradas.

3 – O que fazer e o que não fazer

  • Não use a palavra “não” a toda hora.
  • Evite dar “bronca” nos momentos em que o cão tiver dificuldades em relacioná-la ao comportamento errado que se quer coibir. Sem a certeza do motivo, o cão irá apenas se acostumar à “bronca”.
  • Muitas vezes, ao fazer algo errado, o cão está apenas querendo chamar a atenção. Cair nessa “armadilha” (por exemplo, correr atrás do animal para retirar um retirar um objeto de sua boca) reforçará esse comportamento.
  • Usar violência física como punição é um erro grave que levará o cão a desenvolver distúrbios comportamentais, como medo excessivo e/ou agressividade. Além disso, depois de estabelecida essa prática, tornam-se remotas as possibilidades de reversões futuras no quadro comportamental.
  • Se, no entanto, a punição for inevitável, é imprescindível escolher o momento exato em que deve ocorrer. A melhor ocasião será durante a “intenção”, antes de o comportamento errado acontecer; ou ainda quando o comportamento errado está acontecendo, sendo ideal torná-lo desagradável ou sem graça. Depois de o comportamento errado ter terminado, a punição fica sem sentido. A melhor estratégia será então tentar provocar a mesma situação novamente para, aí sim, aplicar a punição.
  • É importante integrar os comandos no convívio com o seu cão e exercitá-los ao longo do dia. Por exemplo, sempre que você for fazer carinho, peça para ele sentar, deitar, dar a pata etc. Se você reservar apenas 20 minutos do dia para praticar o adestramento, seu cão pode aprender a obedecer somente durante esse tempo.
  • Elogie seu cão.
  • Pense no petisco como algo além de um alimento. Assim como o brinquedo, a comida ou o passeio, o petisco é um prêmio por ele ter sido obediente. Elogie o cão ao dar o petisco e ao ato dele comer. Com o tempo ele saberá que receber o petisco marca uma aprovação de seus donos e assim a recompensa terá um valor cada vez maior.
  • Mantenha recompensas em locais estratégicos.
  • Petiscos e brinquedos devem estar sempre por perto, espalhados pela casa. Se você deixar essas recompensas apenas na área de serviço, por exemplo, o cão pode responder super bem nesse local e ignorar os comandos no restante da casa.
  • Mostre que você é o líder: Pode parecer estranho, mas o cão nos considera membro de sua matilha. Por isso, para ganhar respeito e confiança dele é fundamental que você assuma a liderança.
  • Procure andar sempre à frente do seu cachorro. Se você perceber que ele se adianta, mude de direção até que ele perceba que deve prestar atenção em você.
  • Seja sempre o primeiro a entrar em casa ou passar por portas e portões.
  • Se ele pedir algo (como comida, petisco, passeio) sempre peça para ele executar algum comando antes. Assim ficará claro que é ele que está obedecendo, e não você.
  • Não seja violento com ele. Os cães costumam imitar os seus líderes, portanto ele pode passar a usar a violência com você quando quiser reafirmar sua posição.

4 – Comandos Básicos

Senta

Coloque a mão com a recompensa (pode ser um biscoito, por exemplo) à frente e acima do focinho do cão e faça um movimento em direção à traseira. Ele terá de olhar muito para cima para ver a recompensa e acabará sentando para conseguir uma posição melhor. Nesse momento, clique e dê a recompensa a ele. Gradualmente, distancie o clicar do momento em que o cachorro sentou, mas exija que ele continue na mesma posição.

Deita

Antes de ensinar esse comando, é melhor que ele já tenha aprendido a sentar. Com o cão na posição sentada, faça com que ele siga sua mão com o focinho em direção ao chão. Se ele levantar a traseira do chão faça com que volte à posição sentada e então comece novamente. Senão, clique quando ele encostar os cotovelos no chão. Com alguns cães é necessário que se recompense algumas vezes apenas por ele ter abaixado um pouco, antes mesmo de conseguir fazer o movimento completo.

Fica

Ensinar o cão a ficar exige um pouco mais de tempo e paciência porque ele gosta de se movimentar e ficar próximo do dono. Para começar a praticar esse comando, coloque o cão na posição desejada (sentado ou deitado, de preferência) e comece a distanciar gradualmente o clique do momento em que ele sentou ou deitou. Com a mão espalmada faça o sinal enquanto repete a palavra “fica”. No começo, clique por alguns segundos parado. Gradualmente aumente o tempo e mude o seu posicionamento em relação ao cão. Inicialmente procure voltar para perto do animal antes de clicar, pois muitos cães ficam muito ansiosos para correr em direção ao dono.

Vem

O comando “vem” é extremamente importante pois é muito utilizado no dia-a-dia. Apesar de fácil de ser ensinado, a maioria das pessoas acaba utilizando esse comando em momentos errados. Falar “vem” para dar uma bronca ou para prender faz com que seu cão prefira se esconder ou correr quando ouve essa palavra. Se você costuma usar “vem” para dar broncas, procure escolher outra palavra como comando. Pode ser “aqui” ou mesmo o nome dele. Para ensinar esse comando, diga “vem” e em seguida mostre um petisco ou brinquedo. Logo que ele chegar até você, clique e dê a recompensa. Vá fazendo isso em diversas situações e quando ele estiver vindo prontamente, passe a mostrar a recompensa somente depois de clicar. O sinal para esse comando pode ser bater as duas mãos nas suas pernas ou levantar um braço e abaixá-lo apontando para o chão.

Essas são as principais informações para que você comece o adestramento do seu cão. Mesmo que no início pareça não surtir efeito e ele continue fazendo algo que você não queira, não desista. Como disse lá no início, paciência é a chave para o sucesso e rapidamente você estará colhendo os frutos disso. Agindo dessa forma, o relacionamento e o convívio com seu cão será sempre mais saudável.

Uma imagem vale mais do que mil palavras…


Pois é, o ditado acima já diz tudo… ou melhor, quase tudo! Quem ainda não teve o prazer de conhecer um Golden de perto e saber que o seu temperamento é algo beirando a perfeição, tem a chance de entender um pouco mais do que estou falando através das imagens abaixo. Aproveite!