Hoje é o Dia Mundial do Cão


Impossível não chorar com o filme “Marley e Eu”, além de tantos outros que tratam do relacionamento entre cão e homem. Quem nunca teve um melhor amigo que parecia “entender” tudo? Por isso, no dia 4 de outubro, celebra-se o Dia do Cão, data escolhida por coincidir com a época da morte de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais.

Mas você já parou para pensar o que se passa na cabeça de um cachorro? Alexandra Horowitz, autora de “A Cabeça do Cachorro” (Editora Best Seller), sim. Ela escreveu o livro que se tornou grande sucesso de crítica e vendas no mundo inteiro. Horowitz é doutora em ciência cognitiva pela University of California, nos Estados Unidos, e relata, em 420 páginas, como esses animais percebem o mundo ao seu redor, além do que os donos devem estimular ou punir, visando o bom relacionamento de ambos.

Em um dos capítulos, a autora faz uma comparação interessante de percepções sobre uma rosa. Nós, seres humanos, temos a flor como um ícone de beleza; consideramos sua cor, seu formato e perfume, além do que ela representa como carga emotiva. Já para o cachorro, a beleza não tem nada a ver com a rosa. A cor é quase inexistente em sua visão, o perfume é ignorado, a menos que seja misturado com um spray de urina recente. Mas, calma, essa comparação não quer necessariamente dizer que eles são ignorantes, apenas visa explicar alguns comportamentos repentinos que nossos amigos adotam de vez em quando.

Sabe-se que o convívio com esses animais traz mais benefícios à saúde humana do que se imagina. “Acariciar um cachorro eleva os níveis de imunoglobulina A, anticorpo importante que atua na prevenção de várias doenças. Essa produção só ocorre porque a troca de carinho entre dono e animal resulta no relaxamento”, ensina Carine Redígolo, coordenadora de uma pesquisa encomendada pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC) para o Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP).

Jorge Pereira, um experiente adestrador de animais, vai além: “O amor pelos animais de estimação – devido ao fato de serem companheiros leais dos donos – se traduz em um sentimento difícil de encontrar: o amor incondicional. Mas, em uma sociedade cada vez mais amedrontada pela falta de segurança, com cidadãos altamente estressados e carentes, a ligação exagerada pode se tornar até prejudicial. É necessário amar o cachorro, mas é primordial impor limites”, alerta o especialista.

Assim como lobos, os cães são altamente observadores e procuram aprender com o comportamento de quem está ao seu lado (como se estivesse em uma matilha). Horowitz afirma que o nível de percepção e aprendizado do cachorro vai muito além do que os humanos imaginam. Outra diferença apontada pela autora diz respeito ao tempo. “Podemos dizer que os cães veem o mundo mais rápido do que fazemos, mas o que eles realmente fazem é ver o mundo um pouco mais a cada segundo, porque enxergam entre nossas piscadas. Isso explica por que eles são sempre tão atentos e parecem estar, na maioria das vezes, em eterna prontidão”, afirma.

Outra curiosidade apontada no livro de Alexandra Horowitz: os fiéis amigos do homem ouvem barulhos a uma distância muito maior que a nossa, porém não conseguem identificar com precisão de onde vem o som. Assim é comum vermos os cachorros inquietos, cheirando e ouvindo para colher informações a fim de chegar a um veredicto sobre o local que propaga aquilo.

Para Pereira, a troca de carinho entre dono e animal é sentida por ambos os lados. “Eles percebem, sim, o quanto são amados e sabem de sua importância na família. Criam uma ligação de dependência, proteção e solidez com o dono, independentemente da raça do cachorro ou condição social do ser humano.”

Curiosidades sobre eles

O veterinário Youssif Said, do Petshop Cão & Tal, de São Paulo, responde a cinco perguntas engraçadas sobre nossos amigos:

1- Por que eles fazem xixi nos pneus dos carros?
Simplesmente para demarcar território. Qualquer objeto que tenha uma memória olfativa alta (como pneus) é um convite para que o cão urine e deixe sua assinatura para que outros da matilha possam saber que ele passou por ali. O objeto em si (o carro) torna-se então um ponto de referência para o animal.

2- Por que eles rodopiam tanto antes de deitar?
Na natureza os cães costumam fazer buracos na terra para se sentirem mais protegidos ao deitar para o descanso. Há também os cães esquimós que fazem um abrigo para descansarem. Esse rodopio serve para ajustar o local onde vão dormir ou repor as energias, como quando nós arrumamos nossa cama.

3- Por que eles colocam a cabeça para fora do carro?
Para eles colocar a cabeça para fora na janela do carro é como “surfar”, já que a explosão de odores e informações que ele consegue colher em um pequeno passeio é enorme.

4- Por que eles cheiram o bumbum um do outro?
O bumbum é como se fosse uma identificação entre eles e também informa que nível reprodutivo do outro cachorro. Podemos compará-lo ao nosso cartão de visitas, porque o cheiro para eles é repleto de informações.

5- Eles uivam quando estão tristes?
Não. Normalmente uivam quando estão felizes. É um meio de comunicação entre eles, equivale a cantar às vezes, mas é comum entre matilhas.

Coisas que só um cão faz por vc…


Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera

Cadela Shirley já evitou que a britânica Rebecca Farrar, de 6 anos, entrasse em colapso por queda do nível de açúcar no sangue.

BBC

A cadela Shirley e a menina Rebecca.A cadela Shirley e a menina Rebecca. (Foto: BBC)

Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

“Ela salva a minha vida”, diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. “Ela é minha melhor amiga.”

Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.

O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Dessa forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Rebecca e a cadela Shirley.Rebecca e a cadela Shirley. (Foto: BBC)

“Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta”, explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

“Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar”, conta Claire.

“Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga.”

A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.

“Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância”, conta Claire.

“Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema.”

Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

“O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar”, diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.

Verdadeira Amizade


Na Carolina do Sul, Estados Unidos, um instituto de preservação de espécies ameaçadas, o Institute of Greatly Endangered and Rare Species, está se tornando famoso por promover amizades inusitadas de orangotangos, desta vez é com o cão Roscoe.
Passeiam sobre elefante, descansam na grama, mergulham na piscina…Roscoe e a Suriya nos ensinam que a amizade, respeito e amor são independentes de espécie.

Os Animais sentem emoções?


Chegar em casa e ser recebido por um cão tão feliz que late e pula pelas paredes e um gato que ronrona sob o cobertor nos dá a forte sensação de sermos realmente a estrela do show e de que nossos bichinhos de estimação estão decididamente felizes em nos ver. Mas será que eles estão realmente expressando felicidade? E será que isso ali no canto da parede é realmente um sapato mastigado? O que será isso? O cachorro ficou bravo com a minha saída?

Discutir a emoção animal é realmente complicado, mas tudo nos leva a crer que eles realmente têm emoções, apesar de alguns cépticos acharem que não. O debate que cerca o assunto deriva de duas principais complicações: um potencial para o antropomorfismo (o ser humano projeta as suas próprias características nos animais) e a dificuldade inerente ao estudo das emoções em espécies não humanas.

Aqueles que crêem, no entanto, normalmente opinam que os animais são capazes de sentir uma gama de emoções, como felicidade, tristeza, empatia, sofrimento, curiosidade, raiva, ansiedade e medo. Desta maneira, um cão desobediente que corrói tudo o que vê pela frente provavelmente não está tentando punir a pessoa que o deixou sozinho. Mas ele pode estar se sentido só e ansioso, e não sabe se comportar quando fica sozinho por muito tempo.

As emoções podem ir além da necessidade social, ajudando os animais a se adaptarem a diferentes situações. Animais que vivem por conta própria não aprendem as sutilezas que existem ao estarem envolvidos com outros. Eles acabam interagindo muito mal quando são forçados a se socializarem mais tarde na vida.

Além disso, muitos dos que defendem os animais terem emoções dizem que ao se comparar as porções do cérebro utilizadas pelas pessoas quando experimentam emoções como a raiva, por exemplo, com as porções do cérebro de um animal que sente essa mesma emoção, é possível verificar pontos de conexão correspondentes. A amídala é um bom exemplo, e é muito antiga em se tratando de evolução. Desta maneira, uma vez que nossos cérebros conectam-se de maneira semelhante aos dos animais no que diz respeito às emoções, a teoria é a de que realmente faz sentido que eles sintam algo semelhante a nós [fontes: Bekoff, Tangley – em inglês].

Mas se os animais, de fato, sentem emoções, até que ponto eles as experimentam, e será que existe alguma maneira de escalonar quais animais estão sujeitos a quais emoções? Se até mesmo pequenos insetos como os mosquitos forem capazes de sofrer, a sua próxima visita ao camping pode fazer com que você se sinta bastante culpado. Os elefantes, assim como os leões marinhos, gansos, ursos, macacos e alces parecem sentir muito a morte de um ente querido. Por outro lado, golfinhos, chimpanzés e ratos estão entre os mamíferos que gostam de brincar, aparentando realmente estarem felizes quando o fazem.

A Linguagem Corporal dos Cães


Através dos séculos os lobos desenvolveram um complexo sistema para se comunicarem: a linguagem corporal. Com certas posturas, expressões faciais e vocalização, eles se comunicam e se entendem. Os cães domésticos herdaram esta prática de comunicação e, através dela, se comunicam e se entendem também. Não espere por causa disso um comportamento típico dos lobos nos seus cães. Isso apenas reforça a tese de que grande parte do comportamento canino é instintiva, e caçar está nas suas origens. Ao aprender esta linguagem, observando as posturas e expressões de seu amigo peludo, você estará a um passo de uma melhor comunicação com ele, melhorando ainda mais o seu relacionamento e mais próximo de descobrir e até solucionar problemas comportamentais. Por exemplo, a maioria das pessoas ignora o perigo que uma cauda balançando pode oferecer. Quantas vezes já ouvimos depois de um ataque: “Puxa, mas ele tava balançando o rabinho”. Uma cauda que balança nem sempre é convite para um agrado ou brincadeira. Deve-se tomar cuidado e observar a maneira como o animal está mexendo a cauda e principalmente o conjunto, ou seja, seu corpo todo. A seguir conheça algumas atitudes e posturas típicas mais detalhadas que surgem antes de cada manifestação e, através da compreensão, seja o melhor amigo do seu cão.

> SINAIS DE AGRESSIVIDADE
As orelhas ficam postas para trás, sempre próximas da cabeça. Os olhos podem estar semi-cerrados ou olhando fixamente nos olho de outro cachorro ou pessoa, chamando para um desafio. A boca fica com os lábios abertos, dentes expostos e um rosnado ameaçador. A mandíbula pode estremecer. O corpo fica tenso. Quando o cão quer parecer ameaçador, tenta parecer maior, e o faz com o corpo inteiro. O pêlo fica enrijecido no pescoço e ele toma uma posição altamente dominadora. A cauda fica aparente para cima ou em continuação ao corpo, nunca para baixo. Seu som se limita a rosnado e/ou latido alto.

 > ALERTA
As orelhas ficam para cima, em movimento para captar os sons. Os olhos abertos e observadores. A boca fica fechada ou ligeiramente aberta com os dentes cobertos (isso diminui o ruido da própria respiração e permite que o cão escute melhor). O corpo fica numa posição normal, porém menos relaxado, numa posição quase dominante. A cauda para cima. Às vezes em movimento (viu só? Cauda em movimento não significa sempre um convite à brincadeiras). Não emite som, porém pode dar latidos de alarme ou um ganido baixinho.

> ANSIEDADE

Orelhas parcialmente para trás. Olhos ligeiramente fechados. Boca fechada ou parcialmente fechada como se estivesse dando um sorriso. Corpo tenso, porém mais abaixado e apresentando uma postura submissa. A cauda fica entre reta e abaixada. Pode soltar ganidos baixinhos ou um latido parecido com um gemido.

> PRESTES A CAÇAR ALGUMA COISA
Obs: a caça em questão pode ser um brinquedo, uma comida ou seu chinelo favorito. As orelhas ficam em movimento, apontando para a frente. Os olhos ficam bem abertos, num alerta constante. A boca ligeiramente aberta e ofegante. Corpo tenso. Agachado numa posição predatória. Pernas curvadas, prontas para correr. Cauda reta ao longo do corpo ou um pouco mais acima. Não emite som.

> CURIOSO OU ANSIOSO
As orelhas ficam em movimento, apontando para frente. Os olhos ficam bem abertos. A boca fica aberta com os dentes cobertos pelos lábios, possivelmente com movimentos de palpitação. O corpo mantém a postura reta. Ele pode estar em movimento, parado em pé ou apenas se mexendo ou se sacudindo. A cauda fica para cima e em movimento. O latido é curto porém entusiasmado. Às vezes lamentoso.

> DOMINANTE
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o cão dominante não é necessariamente o cão fisicamente maior, mas sim o mais justo e que possuiu uma liderança nata. Aquele que briga na hora certa mas recompensa quando tudo anda bem. Não raro encontramos cães pequenos dominando os maiores da mesma casa. As orelhas ficam bem eretas ou apontam para a frente. A cabeça fica bem alta e, quando perto de outros cães, tenta colocar a sua cabeça sobre a cabeça dos outros. Usa também as patas, colocando-a sobre as costas dos outros cães. Os olhos ficam bem abertos com olhar penetrante. A boca fechada ou ligeiramente aberta. Dentes à mostra. O corpo fica o mais alto possível, com os pêlos eriçados. A cauda fica colocada o mais alto possível, abanando rigidamente (de novo a cauda balançando por uma causa não tão nobre). O som torna-se um rosnado agressivo ou um grunhido.

> MEDO
As orelhas ficam murchas, deitadas para trás coladas na cabeça. Com os olhos semi-cerrados, desviam o olhar. Os lábios deixam os dentes à mostra. O corpo fica tenso, agachado em posição submissa e trêmulo. Se a situação for assustadora demais para ele, prepare o seu nariz. As glândulas anais soltam uma secreção com um cheiro fortíssimo. A cauda fica abaixada e entre as patas. Emite um som baixinho, um ganido preocupado.

> PRESTES A CORRER
As orelhas ficam para trás. Olhos bem abertos e ligados. Boca ligeiramente aberta e a língua brincando. O corpo fica tenso e arrepiado. Abaixado e posicionado para correr. A cauda fica baixa ou entre as patas. Não emite som, porém pode dar uns ganidos.

> AMIGÁVEL
Orelhas relaxadas. Olhos bem abertos com olhar alerta, mas não penetrante. Faz contato visual sem desafiar. A boca fica relaxada, semi-aberta e às vezes dando um “sorriso”. O corpo fica na posição normal. Geralmente sacode o corpo todo da cabeça a cauda. A cauda fica visível para cima ou ao longo do corpo. Sim, ela balança nessa situação, porém percebe-se perfeitamente que o balançar amigável é gostoso, relaxado, e vai de um lado pro outro o mais aberto possível. O som pode ser um lamento ou um latido alto e curto.

 > CUIDANDO DE ALGUMA COISA, PESSOA OU LUGAR
Orelhas eretas e para a frente. Olhos alertas e bem abertos. Boca semi-aberta, dentes à mostra, podendo ranger ou dar mordidas. Corpo tenso e rígido. Pêlos eriçados e tentando aumentar sua estatura através de uma postura dominante. Cauda rígida para cima ou ao longo do corpo, mas sempre à mostra. Late muito alto e rosna.

> BRINCALHÃO E FELIZ
As orelhas ficam relaxadas. Os olhos bem abertos. Alegres e brilhantes. A boca fica relaxada e entreaberta, os dentes ficam cobertos pelos lábios e chega a ficar numa excitação ofegante. O corpo fica relaxado, a parte da frente do corpo fica abaixada e a parte de trás fica levantada, chamando para a brincadeira pulando de um lado pro outro. * Dá saltos excitados, gira em torno de si mesmo e corre bastante, indo e voltando numa outra maneira de chamar para brincar. A cauda balança vigorosamente ( note bem, vigorosamente, relaxada, não tensa ). Dá latidos excitados e solta uns grunhidos gostosos e não ameaçadores.

> SUBMISSO
As orelhas ficam abaixadas, quase coladas na cabeça. Os olhos ficam quase fechados e evitam o romântico “olhos nos olhos”. Os lábios ficam “colados” nos dentes, alguns cães chegam a sorrir. Lambem o rosto do animal líder ou das pessoas. O corpo fica deitado, aceitando a dominância de outros cães. As patas da frente podem dar soquinhos pedindo carinho e às vezes levanta a parte de trás para brincar. Pode deixar escapar a urina. A cauda fica baixa. Não emite som nenhum, mas às vezes pode soltar uns grunhidos baixos se tiver medo. Bem, o mais importante é conhecer bem o seu cachorro e, a partir destas dicas, comunicar-se com ele de uma maneira mais eficaz.

Lembre-se, é muito mais fácil nós aprendermos e usarmos a linguagem deles do que eles a nossa. Cada dia mais acho que vale a pena investir nesse relacionamento. Isso significa pagar micos no começo estranhos, mas depois compensadores.

Converse com seu cão, agradeça a cada comando respeitado, abra seu coração para ele. Pode até confessar algumas coisas, já que com certeza ele não vai contar para ninguém, afinal, ele é seu melhor amigo, não é?

Por que o nariz dos cães é gelado?


O focinho gelado do cão, segundo os especialistas, é sinal de saúde. E o que mantém o focinho do cachorro sempre frio e molhado é o fato de que esses animais regulam a sua temperatura corporal, ou seja, o grau ou perda de calor do corpo, por meio da respiração. Repare que os cães estão sempre respirando com a boca aberta e a língua para fora, muitas vezes, pingando saliva. Isso também colabora com a perda de calor.

Mas voltemos ao nariz do cachorro: se ele estiver quente, é bom ter cuidado. O animal pode estar com febre, um alerta do corpo para alguma doença. A febre pode, por exemplo, sinalizar uma gripe ou uma infecção causada por microorganismos, como as bactérias. Isso deixa o nariz de seu fiel amigo seco e com a temperatura alta. Aja depressa, levando-o ao veterinário.

Esteja atento ao nariz do seu cachorro porque é o olfato o sentido mais importante para ele. Por meio do seu faro apurado, o cão consegue identificar pessoas, perceber cheiros que estão bem distantes e até mapear os lugares e, assim, não se perder de casa. Tudo isso acontece porque dentro do nariz dele existem os receptores protéicos – células sensíveis aos odores, localizadas na mucosa nasal, que ao receberem os cheiros são responsáveis por identificá-los. Essas células também estão presentes em outros animais, como em nós, seres humanos, mas existem em maior quantidade no nariz do cachorro.

Como curiosidade, lembre-se de que alguns cães são usados para o benefício da sociedade. Os farejadores, por exemplo, são treinados e ajudam policiais a identificar drogas – substâncias proibidas e prejudiciais a saúde – em lugares difíceis de serem encontradas, como malas e armários fechados. O trabalho de cães como esses depende totalmente de um bom nariz… gelado!