Conheça o Bulldog Ingles


História da Raça

Um dos cães que a gente reconhece pela sua “cara” sem errar, seguramente, é o bulldog; uma raça que com sua simpatia tem conquistado os corações de muitos fiéis admiradores por todo mundo.

Era inevitável que o bulldog agradara, pela simples razão de que se trata de uma criatura que o homem veio modificando lentamente suas características com uma criteriosa seleção com o passar dos tempos: primeiro porque queria um bom cão de combate, e também porque desejava um afetuoso cão de companhia.

O bulldog, que tem descendência dos antigos molossos do Tibet (e vem se diferenciando cada vez mais destes com o passar dos tempos), era usado na Grã-Bretanha nas lutas contra os romanos quando, no ano de 55 A.C., tentaram invadir pela primeira vez as ilhas britânicas; contra o adeptos do cristianismo nas arenas, depois de terem sido importados para a capital do império pelos legionários romanos; contra os ursos, contra seus próprios semelhantes, mas sobretudo contra os touros. A palavra bulldog não significa cão-touro e sim cão para o touro.

Sua história é cada vez mais distante dos antigos molossos para aproximar-se com a morfologia dos exemplares de hoje em dia. Bull-baiting , termo que designa aqueles combates entre o cão e o touro que se espalharam na antiga Inglaterra, sobretudo entre os trabalhadores mineiros da região de Black Country.

O bull-baiting se espalhou rapidamente, sustentado também em parte, pela grande paixão dos ingleses em apostas. A moda chegou a tomar parte por todo continente europeu, ficando proibida em 1698 na Holanda, em 1834 na França, e um ano mais tarde também no Reino Unido.

Na época em que se celebravam estes combates, notava-se, nos bulldogs, algumas peculiaridades que na atualidade se caracterizam de maneira inconfundível nesses cães, por exemplo, é fato que eles devem ser dotados de extremidades curtas (para que o touro tenha dificuldades em “chifrá-los”, arremessando-os para o alto), a cana nasal curta e com a ponta do nariz recuada em direção aos olhos (para facilitar a respiração durante a mordedura) e a presença de rugas no focinho (para que o sangue do touro escorra com fluência e não entre em seus olhos).

A criação de exemplares que obtiveram êxito em combate se converteu, rapidamente, em uma atividade muito rentável. Para se conseguir uma raça própria foi necessário um longo caminho, e mesmo querendo, ainda hoje, é impossível encontrar dois bulldogs totalmente iguais.

O nome apareceu pela primeira vez – em forma de documento histórico – em uma carta enviada de San Sebastian, por um tal Prest-wick Eaton, ao londrinense George Willingham. Na carta era solicitado o envio de um casal de exemplares de boa tipicidade para ser presenteado, isso por volta de 1631 ou 1632. Em épocas anteriores, se usavam outros nomes, tais como bondogge, boldogge e bandogge. Durante este período a raça havia começado a difundir-se na Europa, onde encontrou uma aceitação crescente por parte do público e da crítica. Aumentava o interesse pela raça em determinados países, diminuindo em outros que antes, por diferentes motivos, tinha uma grande aceitação.

Durante um certo período, os criadores ingleses importaram de Aquitania – região que, desde os tempos remotos existiam os antepassados do atual dogo de Burdeaux, tal como descreve Marco Terencio Varrón em Rerum rusticarum – exemplares úteis para a melhora do bulldog inglês, não em vão, pois esses cães franceses eram muito apreciados por sua força e firmeza. Todavia o interesse desse país pelo bulldog foi diminuindo, igualmente pelos países da península ibérica, onde se conserva o primeiro documento conhecido que figura o nome do bulldog. Em contrapartida, a raça incrementava sua presença na Holanda, Alemanha e Suíça.

Na Itália, por exemplo, o bulldog aparece desde o início do século XX, na mesma época que na América, donde deram lugar à outra raça.

O bulldog americano está geneticamente um passo atrás na história do bulldog do ponto de vista morfológico. Por outro lado, representa um retorno à raça nos primórdios do século XIX.

Efetivamente, o bulldog inglês descende de exemplares bastante diferentes dos que atualmente representa a raça. Entre as cabeças de estirpe historicamente importantes de se destacar Crib y Rose , imortalizados por Abraham Cooper, um célebre desenho que data de 1817.

Estes exemplares, que então se consideravam ideais, tinham a cana nasal bastante larga do que se prevê no “estander” atual e eram muito mais altos. O bulldog americano, no que pese conservar as feições do inglês, é a reconstrução de um cão mais alto, mais funcional na sua movimentação e com menos complicações.

Convém recordar que os bulldogs ingleses, vez por outra, sofrem de monorquidia e criptorquidia (falta de testículo na bolsa escrotal), problemas cardíacos e respiratórios, dificuldades na monta (acasalamento) e nos partos. Os criadores contemporâneos estão cada vez mais trabalhando para eliminar as doenças que se transmitem de geração em geração, buscando um tipo muito especial, mas não é um trabalho fácil e nem pode ser realizado em curto prazo. Ao longo da história da criação dos bulldogs, a raça tem sido vítima, em várias ocasiões das decisões do homem. Isso ocorreu quando selecionaram os exemplares mais ferozes com vista a resultados nos combates, e também quando se exagerou sua morfologia para convertê-los em autênticos show-dogs (cães espetáculos), por conseqüência, houve o perigo de provocar o desaparecimento da raça. O cão foi modificado até o ponto de ser proposto a remodelação do bull-baiting, com seu fim, fazendo o bulldog recuperar as características de cão normal.

Este é o caminho – sem derramamento de sangue nas arenas – que está se perseguindo hoje em dia. Em muitos criatórios se valorizam as fêmeas que dão à luz filhotes sem cesárea, e reprodutores que cobrem as fêmeas naturalmente, sem dificuldades e que não sofrem e não transmitem patologias cardiovasculares.

Para finalizar, não podemos deixar de mencionar a influência que a história tem exercido no caráter da raça.

Se atualmente o bulldog é adorável e incomparável companheiro de jogos das crianças, não se pode duvidar que nos primeiros textos do “estander” o redator recomendava que os cães crescessem em restrito contato com os homens, dando-lhes cuidado e atenção, com o objetivo de quando adultos, experimentarem os arranques de frieza que havia feito deles tão impopulares em seu país de origem, até o ponto de estarem a um passo da extinção, uma vez declarados ilegais nos combates e com a conseguinte diminuição de sua criação.

Posse Responsável


Recebo muito e-mails de leitores com duvidas na horas de escolher onde adquirir seu animal de estimacao. E essa et uma preocupacao realmente importante pois hoje em dia existem “criadores” que visam somente lucro, nao se preocupando com o mais importante: a integridade dos animais.

Pensando nisso, comecei a pesquisar o assunto na internet e com a ajuda de outros blogueiros e profissionais da area, encontrei algumas informacoes que podem ajudar a quem esta passando por essa fase. E aproveito tambem para sempre deixar um alerta: pense na adocao! Existem milhares de caes e gatos procurando por um lar. Voce pode fazer a diferenca na vida desses animais.

Primeiro, converse com o criador e vá conhecer pessoalmente as instalações do canil. Não confie só nos sites e nunca compre um cachorro em uma loja online. As imagens podem ser falsas e o suposto bem estar pode ser só uma ilusão. Peça referências de outras pessoas que já lidaram com o criador e veja sua reputação no mercado.
Peça informações sobre a raça, pedigree e exames realizados durante a gravidez. O criador é um especialista na raça e deverá informá-lo de maneira precisa as características como origem, predisposições de saúde, padrão físico e comportamento.
Se possível, peça para ver os pais da cria e certifique-se que os filhotes já estão vermifugados, vacinados e com uma avaliação do veterinário garantindo que são saudáveis.
Pergunte sobre como é o processo de cruzamento, se há uma pausa entre cios e como o criador cuida dos cães idosos no canil. Peça para vê-los.
A partir daí você poderá analisar o conhecimento do criador, a história que ele tem com animais e o tratamento dado no canil.
É um processo bilateral, não só você precisa conhecer o criador como ele também precisa confiar que o cão estará indo para as mãos certas. Um criador não mandaria o cão sem antes conhecer mais sobre você e ter certeza que você pode oferecer tudo que o animal precisa.
É imprescindível que um contrato seja assinado, garantindo que caso a convivência não corra como planejada, o cão deverá ser devolvido para o criador.
O ideal é que mesmo depois do animal já estar adaptado, o criador continue checando o bem estar do mesmo e esteja disponível para tirar dúvidas.

Fonte: Samantha Kelly – Portal do Dog

Conheça mais sobre o Golden Retriever


golden retriever 199x300 Raça da semana: Golden Retriever

Conhecido por ser amigável e excelente companhia para famílias, o Golden Retriever teve sua origem na Grã- Bretanha nos anos de 1800 através do cruzamento de diversas raças, incluindo o Labrador, Flat Coated Retriever e o Bloodhound, com o objetivo de se criar um cão que poderia atravessar uma vegetação pesada, nadar em água gelada, e trazer de volta ao seu dono as aves aquáticas provenientes da caça, sem no entanto perfurar a pele dessas aves, sendo conhecidos por possuir uma “boca suave”. Hoje, mais do que um cão de companhia, os Goldens são utilizados também na assistência a pessoas com deficiência e como cães de faro e resgate.

Ficando em quarto lugar no ranking de inteligência para obediência de acordo com Stanley Coren em seu livro “A Inteligência dos Cães”, o Golden é um cão versátil, que adora participar das atividades da família, e se adapta bem em qualquer ambiente desde que tenha exercícios físicos e mentais. Ignorar a natureza ativa deles e a vontade de trabalhar pode levar a problemas comportamentais.

Quando filhote é cheio de energia e pode acabar se tornando destrutivo se não for educado corretamente. Sua pelagem enquanto jovem quase sempre é mais clara do que a que ele terá quando adulto, que poderá variar de dourado claro a escuro.

A sociabilização nessa fase é fundamental para que seu temperamento seja calmo, dócil e seguro. Aulas de adestramento também são muito importantes, pois quando adulto ele será um cão de grande porte que não vai poder pular nas pessoas, puxar a guia, e deverá saber se comportar em casa e na rua para evitar problemas. Durante os dois primeiros anos de idade é muito importante não forçar muito seu cão durante os exercícios, pois seus ossos estão em desenvolvimento.

Eles adoram buscar e carregar qualquer objeto, desde bolinhas e gravetos até o seu chinelo, adoram brincar com água em qualquer oportunidade e são ótimas companhias para seus exercícios diários, sempre dispostos a agradar os donos.

Não são cães que ficam fixos em uma pessoa só, eles se dão bem com a família inteira e são ótimos para crianças. No entanto, as interações entre eles devem ser sempre supervisionadas por adultos, pois devido ao seu alto nível de energia e seu tamanho, podem acidentalmente derrubar as crianças durante uma brincadeira.

Também não são bons cães de guarda, apesar de poderem latir ao ver alguém estranho no portão, e gostam de estar sempre próximos às pessoas, por isso não são cães para ficarem sozinhos por muito tempo. Qualquer cachorro isolado do convívio pode sentir tédio e estresse, levando-o a desenvolver problemas de comportamento como latidos excessivos, roer objetos indesejados e cavar buracos.

Os Goldens possuem predisposição para algumas doenças como a displasia coxofemoral, doença hereditária que acomete os membros posteriores, e por isso é muito importante procurar um bom criador. Além disso, a raça tem tendência a infecções de ouvido e obesidade, se sua higiene e alimentação não forem controladas.

Sua pelagem é de fácil manutenção, porém perdem bastante pelo. Possuem dupla pelagem para protegê-los da água, e escová-los duas a três vezes por semana permitirá que seu pelo fique sempre saudável, evitando o acúmulo deles pela casa. Duas vezes por ano eles fazem a troca dos pelos, e nessa época necessitam de uma escovação diária.

Resumindo: O Golden Retriever é o cão ideal para quem quer um companheiro para todas as horas, tem disposição para treiná-los quando filhotes e exercitá-los diariamente, não se importa com pelos, marcas de focinho e patas molhadas pela casa, e tem muito amor para dar e receber!

Por Equipe Cão Cidadão

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/dr-pet/2012/07/03/raca-da-semana-golden-retriever/

Vira Lata também é cachorro!


Eu e minha esposa “apadrinhamos” um casal de vira latas que moram numa rua próxima da nossa casa. Pretinha e Estopa (nomes que nós demos, mas que nem sempre eles atendem) vivem perambulando pelas ruas do nosso bairro, mas escolheram um lote ao lado de uma igreja para fixarem residência, pelo menos, durante a noite. Pretinha deve ter por volta de 1 ano e meio e Estopa já é um pouco mais velho, mas não imagino quanto.

O fato é que esses dois cães muito simpáticos vivem de um modo não muito bom, mas que é a realidade de muitos cães espalhados e/ou abandonados pelas ruas da cidade. O que fazemos por eles ainda é muito pouco, contribuindo sempre que passamos por lá com ração e água. Já nos acostumamos a andar com um saco de ração e uma pet com água para alimentá-los, geralmente à noite quando estamos voltando para casa. E o melhor de tudo é que eles já nos conhecem, sempre nos recebem com alegria e festa, mesmo vivendo dessa forma tão triste pelas ruas.

Além dessa história, gostaria de compartilhar uma reportagem que li hoje em outro blog, que retrata um pouco a vida dos cães de rua. Se cada um puder ajudar de alguma forma, com certeza poderemos minimizar o sofrimento de muitos cães. Fica aí a dica…

Os grandes astros de cinema, desta vez, são os cachorros sem dono, encontrados em qualquer esquina, Brasil afora. É que o publicitário Tiago Ferigoli está dirigindo o documentário Vira-latas – Os verdadeiros cães de raça. Depois de virar livro (publicado pela Ediouro) e site, o projeto chega ao cinema e mostra a difícil vida dos animais abandonados, que muitas vezes precisam, literalmente, tombar latas de lixo por aí para encontrar uma besteira que mate – ou, pelo menos, engane – sua fome.

“O projeto não apenas fala de cães de rua mas principalmente do homem, uma vez que o abandono é resultado de uma política mal estruturada, de preconceito, de educação, ou seja, de responsabilidade social, questões que em nada tem a ver com o cão em si, o qual por sinal não possui culpa alguma”, diz o diretor, no site oficial do filme, que também conta com depoimentos de celebridades que declaradamento adoram cachorros, como o humorista Danilo Gentili e o apresentador Ronnie Von.

O Bom e Velho Vira-Lata


Meu primeiro cão foi um vira-lata chamado Toy! Inclusive, foi assunto de um dos meus primeiros posts aqui no Blog. Desde então, o bom e velho vira-lata oscilou entre a preferência das pessoas, mas nunca perdeu algumas das suas principais características: vigor, fidelidade e uma cara de cão caído da mudança, capaz de conquistar qualquer um.

Hoje li uma reportagem no site UOL e achei muito interessante porque trás um pouco mais de detalhes a respeito dessa “raça” (apesar de não ter uma raça definida) e mostra que ele está voltando com força total.

Vira-latas são os cães preferidos dos paulistanos

FLÁVIA MANTOVANI
ROBERTO DE OLIVEIRA
DE SÃO PAULO

Eles não são puros e têm histórico de passagem pelas ruas. Seu nome é associado ao lixo e aparece no dicionário como sinônimo de “sem classe, sem vergonha”. Ainda assim, e talvez com a ajuda de uma abanadinha de rabo, os vira-latas conseguiram driblar a má fama: estão na moda e fazem companhia a milhares de moradores da cidade, de todas as classes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, é esse o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população de São Paulo com 16 anos ou mais.

Por ser fruto de uma mistura de raças, o vira-lata tem características muito mais variadas do que qualquer cachorro puro. Mas, na aparência física, é possível identificar um perfil médio: a maioria pesa de 10 kg a 20 kg, tem pelo curto e cor escura –é o pretinho básico, como chamam alguns protetores de animais.

Para o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, autor do livro “Adestramento Inteligente” (ed. Saraiva; 240 págs., R$ 31,40, 2009), o porte médio ajuda a sobreviver nas ruas. “Ele não é tão grande a ponto de demandar muito alimento nem tão pequeno a ponto de ser indefeso em brigas e perder na competição com outros machos para cruzar”, explica.

O comportamento também muda substancialmente de um vira-lata para o outro, mas aqueles que passaram pela rua costumam ser mais espertos do que os criados em casas ou apartamentos. “O animal que passou pela rua teve que se virar, ou não estaria vivo”, diz o veterinário Wilson Grassi, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e gerente-executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Segundo Alexandre Rossi, a mistura de raças costuma “produzir” um cão com competências mais equilibradas. Enquanto um animal puro pode ter mais aptidão para guarda e outro para companhia, por exemplo, o vira-lata teria uma média entre as habilidades –o que também o torna menos previsível, uma desvantagem na opinião de algumas pessoas.

A genética explica também por que os vira-latas, conhecidos como SRD (sem raça definida), são mais resistentes a doenças. Existem problemas de saúde determinados por genes recessivos, que devem estar presentes em dupla para que as complicações se manifestem.

Enquanto os animais mais puros têm mais tendência de portar os dois genes, estes acabam sendo “diluídos” com a mistura de raças.

Um problema que vem aumentando em cães de raça nos últimos cinco anos, por exemplo, é a alergia, segundo Roberto Monteleone, veterinário de pequenos animais há mais de 30 anos. “Há criadores que cruzam animais aparentados. Muitos nascem com imunodeficiência e pegam infecções com facilidade. No caso do vira-lata, há uma chance muito menor de que isso aconteça.”

Outra explicação é a própria seleção natural. Quando o cachorro é de raça, acaba procriando mesmo não sendo muito saudável, pois recebe mais cuidados. Já na rua só procriam os vira-latas mais fortes, que sobrevivem às condições adversas e, por isso, geram filhotes mais resistentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles precisem de menos cuidados do que um cão de raça. “Tem que vacinar, levar ao veterinário, dar boa alimentação. É um cão como outro qualquer”, alerta Cida Lellis, presidente da ONG Clube dos Vira-Latas.

  Johnny Duarte/-  
Revista sãopaulo - matéria sobre vira-latas
Carlota Joaquina, 1, moradora do Morumbi, foi adotada em uma feira de animais

São Paulo

Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo, há 2,5 milhões de cachorros domiciliados na cidade. O número vem crescendo, em média, 6% ao ano, e estima-se que, em 2020, atinja 4,5 milhões. Os dados são de uma pesquisa que vai virar livro, feita pela USP de 2007 a 2009 em parceria com o CCZ e com regionais de saúde. Foram visitados quase 12 mil domicílios.

O professor de veterinária Ricardo Dias, autor do estudo, diz que não surpreende saber que o SRD é o cão mais comum. “Vimos que só 26% dos cachorros foram comprados. O restante foi adotado”, diz.

A adoção dos sem raça, aliás, está virando moda entre paulistanos de classes mais altas, e agora eles dividem espaço com primos “ricos” como poodles, lhasas e labradores. “Os animais de rua não ficam mais só na periferia. Temos visto muito mais vira-latas nos parques, junto com os cães de raça”, afirma a veterinária Cíntia Tonelli, fundadora da ONG Vira-Lata É Dez.

Em 2003, quando foi criada, a entidade conseguia doar quatro cães por mês –hoje são cerca de 16. O problema é que eles também têm tido mais animais para recolher.

Desde 2008, não é mais permitido, no Estado de São Paulo, sacrificar animais apenas por estarem na rua -a eutanásia só pode ser feita em casos extremos, de doenças incuráveis ou infectocontagiosas. Os animais recolhidos pelo CCZ ficam disponíveis para adoção –são doados, em média, 50 por mês.

A ONG Clube dos Vira-Latas é outra que aumentou as doações: eram cerca de dez por mês há cinco anos e agora são entre 40 e 50. “As pessoas estão acordando para o problema dos animais abandonados na cidade e vendo que o bicho não precisa ser comprado e ter raça”, diz Cida Lellis.

Mas os adotantes ainda procuram perfis específicos: filhotes, de porte pequeno, peludinhos e que não sejam pretos, justo o contrário da maioria dos cães que estão nos abrigos. Casais jovens, com ou sem filhos, são os adotantes mais comuns na cidade de São Paulo.

Segredos do Pedigree – Animal Planet


Conversando com algumas pessoas durante um encontro de Goldens aqui de Belo Horizonte, fiquei sabendo de um documentário que foi exibido no Animal Planet, com o título de “Segredos do Pedigree” (título original: Pedigree Dogs Exposed).

Hoje tive um tempo e procurei por esse documentário. Realmente, o que é debatido e mostrado no vídeo é algo alarmante e preocupante. Por isso, deixo aqui o link para quem quiser assitir o vídeo.

Golden Retriever x Labrador: Uma escolha difícil…


Quando estou passeando com os meus Golden Retriever, sempre escuto a pergunta: “É um Labrador?”. Com muita paciência e já até com algum bom humor, respondo: “Não, é um Golden Retriever…” E o comentário do outro lado geralmente é algo do tipo: “Ahhhh, sei…”, que pode ser tranquilamente interpretado como: “Não faço a menor idéia que raça seja essa!”. Bom, seria cômico se não fosse triste perceber que a grande maioria das pessoas ainda não conhece essa maravilhosa raça que é o Golden. E para tentar ajudar a esclarecer as diferenças entre elas e as características de cada um, resolvi colocar aqui algumas informações que julgo importantes e interessantes.

 

De modo geral, são cães realmente muito parecidos. Costumo até brincar que são primos, o que não deixa de ter um certo fundo de verdade uma vez que são classificados dentro do mesmo grupo (8 – Retrievers, Levantadores e Cães d’agua). Também possuem semelhanças em relação ao porte físico, temperamento e cores.

Mas o que quero destacar aqui são as diferenças. E a primeira grande diferença, visualmente falando, está no tamanho dos pelos. O Golden Retriver possui um pelo comprido, geralmente liso, podendo variar entre dourado e creme. Já o Labrador possui o pelo curto, em três cores: Amarelo, Preto e Chocolate. Por essa única característica, muitos donos já se decidem por qual raça escolher, sendo que o Labrador leva vantagem por ter pelo curto e dessa forma, “dar menos trabalho e sujar menos a casa”. De certa forma, essa afirmativa é verdadeira. Quem tem Golden Retriever já se acostumou com o fato dos pelos serem parte constante das refeições, ser encontrado sempre nas roupas, por mais que elas fiquem trancadas dentro dos armários, varrer tufos pela casa que, na época da troca geral da pelagem, dariam para formar uma peruca, entre outras tantas situações. Além disso, por terem um pelo maior, estão sujeitos a dermatites úmidas e outras doenças de pele. Mas nenhum dono deveria se basear somente nesse quesito para escolher a raça de seu futuro companheiro, visto que isso é apenas um detalhe diante de tantas outras características muito mais importantes.

Outra diferença que podemos notar é em relação ao temperamento. O Golden Retriever normalmente é um cão mais tranquilo, não muito agitado, principalmente quando adulto. Já o Labrador é conhecido por sua energia inesgotável, principalmente quando filhote. Vale deixar bem claro aqui que filhotes em geral são sempre mais agitados, mas o Labrador se destaca nesse quesito. Na tabela abaixo podemos comparar outras características do Golden e do Labrador.

  

Golden 

Labrador 

 Empates 

  

  

Capacidade de Aprendizado

 5,0

5,0

Resistência durante a atividade física

 4,8

4,8

Obediência

 4,2

4,2

Estabilidade Emocional

 4,0

4,0

Potencial como cão de alarme

 3,8

3,8

Habilidade para resolver problema

 3,6

3,6

Sociabilidade com gatos e outros bichos

 3,2

3,2

Mais forte no Labrador 

Interação com crianças

 4,6

4,8

Sociabilidade com outros cães

 4,2

4,5

Grau de atividade fora de casa

 3,8

4,4

Grau de atividade dentro de casa

 3,4

3,6

Dominância com cães estranhos

 2,0

3,0

Territorialidade

 1,8

2,8

Dominância com as pessoas da família

 1,8

2,6

Potencial como cão de guarda

 2,0

2,4

Mais forte no Golden

Interação com o dono

 5,0

4,2

Sociabilidade com visitas estranhas

 5,0

4,0

Sociabilidade com a família

 4,6

4,2

Receptividade a pessoas estranhas

 4,6

4,4

Interação com outras pessoas da casa

 4,5

3,8

Características Físicas

 

 

Altura (FCI) Macho

 56 a 61 cm

56 a 57 cm

Altura (FCI) Fêmea

 51 a 56 cm

54 a 56 cm

Peso (estimativa)

 25 a 35 Kg

25 a 35 Kg

Cores (FCI)

 Dourado ou Creme

Amarelo, Preto ou Chocolate

Independente de qual seja a sua raça preferida, o importante é conhecer bem as características e necessidades de cada uma delas. Somente assim, você terá certeza de que a raça escolhida é a que mais combina com o seu perfil, suas condições atuais e local onde viverá. Portanto, pesquise bastante, converse com proprietários, troque idéias e visite os criadores. E se tiver alguma dúvida ou curiosidade que queira compartilhar, envie um email para mundogolden@hotmail.com e terei o prazer em ajudar.