Como Limpar os Dentes do seu Cao


A boa notícia para os cães é que eles não são tão propensos a cáries como os seres humanos são. Mas, apesar da velha sabedoria convencional de que a boca de um cão é mais limpa do que os seres humanos, os cães ainda podem desenvolver problemas como o acúmulo de tártaro e placa bacteriana e gengivite. Mas não é só o mau hálito e dentes amarelos que você tem que se preocupar. Tal como acontece com os seres humanos, estes problemas dentais caninos podem realmente levar a infecções e problemas de risco de morte, incluindo o coração, o fígado e doença renal. Veja como praticar uma boa higiene oral e como isso irá prolongar a vida do seu cão:

Como escovar os dentes do seu cão

Precisaremos de duas coisas para iniciarmos a limpeza dos dentes de nossos cães: uma escova de dentes para cães e um pouco de estratégia. A melhor escova para uso é de duas pontas com as escovas em um ângulo de 45 graus para limpar abaixo da linha da gengiva. Veja aqui um exemplo de um modelo importado: Petosan .

Seu cão pode não se dar muito bem com a limpeza dos dentes num primeiro momento, mas depende de você tornar isso numa experiência razoavelmente agradável para ambos. Tente escolher um momento em que seu cão teve uma boa quantidade de exercícios pois ele está mais inclinado a sentar-se para o procedimento. Não exagere nas primeiras vezes. Comece devagar e pare imediatamente se o seu cão ficar muito agitado, mesmo que você não tenha escovado toda a boca. Você pode aumentar o tempo da escovação a medida que ele for se acostumando com isso. Além disso, certifique-se de falar suavemente e agradavelmente durante a escovação e recompensar o seu cão com um petisco depois.

Comece cedo, criando o habito desde filhote

Cães adultos podem se acostumar com a limpeza dos dentes, mas facilite as coisas para vocês dois criando o habito desde de filhote.

Como escolher a pasta de dente certa para seu cão

Isto é muito importante. Não use creme dental humano normal para seu cão. A maioria dos cremes dentais humanos incluem flúor, que é extremamente venenoso para os cães. Você pode encontrar creme dental formulado para cães na maioria das boas lojas de animais.

O alimento seco é melhor do que o alimento macio

Se a escovação termina em sangue, suor ou lágrimas, ainda há escolhas que você pode fazer para ajudar a melhorar a saúde bucal do seu cão. Ração seca é melhor para os dentes do seu cão do que alimentos moles, uma vez que o alimento macio é mais propensos a ficar entre os dentes e provocar cáries.

Ossos mastigaveis e brinquedos para limpar os dentes

Há muitos ossos sintéticos e mastigáveis, alem de brinquedos que são especialmente concebidos para fortalecer as gengivas e os dentes do seu cão. Apenas certifique-se que você está fornecendo objetos seguros para seu cão poder mastigar. Objetos muito duros podem quebrar os dentes do cão.

Dar ao seu cão um bom osso para roer pode ajudar na limpeza e a manter os dentes fortes, mas imagine um ser humano que só mastiga chiclete e usa enxaguante bucal. Isso não é um meio eficaz de garantir uma boa higiene oral e saúde em geral. O mesmo é verdadeiro para o seu cão.

Quando consultar um veterinário

Ao realizar a escovação (ou mesmo que não consiga, mas pelo menos verifique) você deve uma inspeção visual a cada duas semanas, mais ou menos. Se você identificar algum destes sinais, podem ser um problema dentário, ou algo mais grave, e que merece uma visita imediata ao veterinário:

  • Mau hálito
  • Mudança na alimentação (deixar de comer ou nao conseguir comer alimentos mais duros, por exemplo)
  • Arranhando e/ou tentando cocar o rosto ou a boca
  • Depressão
  • Salivação excessiva
  • Dentes desalinhados ou ausentes
  • Dentes escurecidos, quebrados ou tortos
  • Gengivas vermelhas, inchadas, doloridas ou sangramento
  • Tártaro (crosta marrom-amarelada) ao longo da linha da gengiva
  • Aftas ou feridas dentro da boca

Quantas vezes, ao ver um veterinário?

Mesmo com dentes saudáveis, assim como você, seu cão deve ter seus dentes examinados por um profissional a cada seis ou doze meses. Seu veterinário deve incluir um exame dentário com um check-up normal.

Atendimento odontológico pode ser um incômodo para os seres humanos e cães, mas a manutenção adequada pode ser uma poupança de dinheiro no longo prazo e até mesmo um salva-vidas. Muitos cães precisam de anestesia para ter seus dentes e gengivas limpas, se o acúmulo é grande o suficiente. Por isso, mantenha a boca do seu cão limpa e vocês terão muitos motivos para sorrir!

Posse Responsável


Recebo muito e-mails de leitores com duvidas na horas de escolher onde adquirir seu animal de estimacao. E essa et uma preocupacao realmente importante pois hoje em dia existem “criadores” que visam somente lucro, nao se preocupando com o mais importante: a integridade dos animais.

Pensando nisso, comecei a pesquisar o assunto na internet e com a ajuda de outros blogueiros e profissionais da area, encontrei algumas informacoes que podem ajudar a quem esta passando por essa fase. E aproveito tambem para sempre deixar um alerta: pense na adocao! Existem milhares de caes e gatos procurando por um lar. Voce pode fazer a diferenca na vida desses animais.

Primeiro, converse com o criador e vá conhecer pessoalmente as instalações do canil. Não confie só nos sites e nunca compre um cachorro em uma loja online. As imagens podem ser falsas e o suposto bem estar pode ser só uma ilusão. Peça referências de outras pessoas que já lidaram com o criador e veja sua reputação no mercado.
Peça informações sobre a raça, pedigree e exames realizados durante a gravidez. O criador é um especialista na raça e deverá informá-lo de maneira precisa as características como origem, predisposições de saúde, padrão físico e comportamento.
Se possível, peça para ver os pais da cria e certifique-se que os filhotes já estão vermifugados, vacinados e com uma avaliação do veterinário garantindo que são saudáveis.
Pergunte sobre como é o processo de cruzamento, se há uma pausa entre cios e como o criador cuida dos cães idosos no canil. Peça para vê-los.
A partir daí você poderá analisar o conhecimento do criador, a história que ele tem com animais e o tratamento dado no canil.
É um processo bilateral, não só você precisa conhecer o criador como ele também precisa confiar que o cão estará indo para as mãos certas. Um criador não mandaria o cão sem antes conhecer mais sobre você e ter certeza que você pode oferecer tudo que o animal precisa.
É imprescindível que um contrato seja assinado, garantindo que caso a convivência não corra como planejada, o cão deverá ser devolvido para o criador.
O ideal é que mesmo depois do animal já estar adaptado, o criador continue checando o bem estar do mesmo e esteja disponível para tirar dúvidas.

Fonte: Samantha Kelly – Portal do Dog

Cinoterapia


 

Na Apae de Sabará, em Minas Gerais, a técnica já é utilizada com sucesso (Cristina Horta/EM/D.A Press )
Na Apae de Sabará, em Minas Gerais, a técnica já é utilizada com sucesso

O serviço de terapia ocupacional do Hospital Barão de Lucena (HBL) ganha hoje o Projeto Cães Doutores. A iniciativa pretende incentivar o método da Cinoterapia como reforço para o tratamento de crianças com dificuldades motoras e cognitivas.

O lançamento acontece na manhã desta terça-feira, com uma sessão especial de Cinoterapia no pátio externo do hospital e contará com animais de das raças Fox Paulistinha, Dachshund, Golden Retriever e Border Collie. A atividade também faz parte da comemoração da Semana das Crianças. O projeto acontece em parceria com o Kennel Club do Estado de Pernambuco, que está cedendo adestradores voluntários e os animais treinados.

De acordo com a terapeuta ocupacional do HBL e cinoterapeuta Andréa Souza, na Cinoterapia, o cachorro atua como mediador do tratamento, buscando-se desenvolver, com o cachorro e a criança, brincadeiras que possam trabalhar a necessidade do paciente, como coordenação, movimento ou concentração.

A expectativa é que o projeto beneficie os pacientes da pediatria, sobretudo as crianças com problemas neurológicos e algumas síndromes progressivas. Para participarem da terapia, os cães precisam passar por uma série de trabalhos e testes que avaliam a socialização dos animais. A reação do cachorro em situações inusitadas e o comportamento diante de uma grande quantidade de pessoas também são testados pelos adestradores e terapeutas.

Conheça mais sobre o Golden Retriever


golden retriever 199x300 Raça da semana: Golden Retriever

Conhecido por ser amigável e excelente companhia para famílias, o Golden Retriever teve sua origem na Grã- Bretanha nos anos de 1800 através do cruzamento de diversas raças, incluindo o Labrador, Flat Coated Retriever e o Bloodhound, com o objetivo de se criar um cão que poderia atravessar uma vegetação pesada, nadar em água gelada, e trazer de volta ao seu dono as aves aquáticas provenientes da caça, sem no entanto perfurar a pele dessas aves, sendo conhecidos por possuir uma “boca suave”. Hoje, mais do que um cão de companhia, os Goldens são utilizados também na assistência a pessoas com deficiência e como cães de faro e resgate.

Ficando em quarto lugar no ranking de inteligência para obediência de acordo com Stanley Coren em seu livro “A Inteligência dos Cães”, o Golden é um cão versátil, que adora participar das atividades da família, e se adapta bem em qualquer ambiente desde que tenha exercícios físicos e mentais. Ignorar a natureza ativa deles e a vontade de trabalhar pode levar a problemas comportamentais.

Quando filhote é cheio de energia e pode acabar se tornando destrutivo se não for educado corretamente. Sua pelagem enquanto jovem quase sempre é mais clara do que a que ele terá quando adulto, que poderá variar de dourado claro a escuro.

A sociabilização nessa fase é fundamental para que seu temperamento seja calmo, dócil e seguro. Aulas de adestramento também são muito importantes, pois quando adulto ele será um cão de grande porte que não vai poder pular nas pessoas, puxar a guia, e deverá saber se comportar em casa e na rua para evitar problemas. Durante os dois primeiros anos de idade é muito importante não forçar muito seu cão durante os exercícios, pois seus ossos estão em desenvolvimento.

Eles adoram buscar e carregar qualquer objeto, desde bolinhas e gravetos até o seu chinelo, adoram brincar com água em qualquer oportunidade e são ótimas companhias para seus exercícios diários, sempre dispostos a agradar os donos.

Não são cães que ficam fixos em uma pessoa só, eles se dão bem com a família inteira e são ótimos para crianças. No entanto, as interações entre eles devem ser sempre supervisionadas por adultos, pois devido ao seu alto nível de energia e seu tamanho, podem acidentalmente derrubar as crianças durante uma brincadeira.

Também não são bons cães de guarda, apesar de poderem latir ao ver alguém estranho no portão, e gostam de estar sempre próximos às pessoas, por isso não são cães para ficarem sozinhos por muito tempo. Qualquer cachorro isolado do convívio pode sentir tédio e estresse, levando-o a desenvolver problemas de comportamento como latidos excessivos, roer objetos indesejados e cavar buracos.

Os Goldens possuem predisposição para algumas doenças como a displasia coxofemoral, doença hereditária que acomete os membros posteriores, e por isso é muito importante procurar um bom criador. Além disso, a raça tem tendência a infecções de ouvido e obesidade, se sua higiene e alimentação não forem controladas.

Sua pelagem é de fácil manutenção, porém perdem bastante pelo. Possuem dupla pelagem para protegê-los da água, e escová-los duas a três vezes por semana permitirá que seu pelo fique sempre saudável, evitando o acúmulo deles pela casa. Duas vezes por ano eles fazem a troca dos pelos, e nessa época necessitam de uma escovação diária.

Resumindo: O Golden Retriever é o cão ideal para quem quer um companheiro para todas as horas, tem disposição para treiná-los quando filhotes e exercitá-los diariamente, não se importa com pelos, marcas de focinho e patas molhadas pela casa, e tem muito amor para dar e receber!

Por Equipe Cão Cidadão

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/dr-pet/2012/07/03/raca-da-semana-golden-retriever/

Obesidade em cães e gatos


Da mesma forma que em seres humanos, a obesidade em cães e gatos é um importante transtorno alimentar, que deve ser cuidadosamente acompanhado, não por questões estéticas, mas sim por predispor a algumas doenças, entre elas complicações cardiorrespiratórias, articulares e metabólicas nestes animais. Além destas consequências, a obesidade pode ser um importante complicador de procedimentos cirúrgicos e anestésicos.

Estima-se que cerca de 30% dos cães e gatos brasileiros podem estar acima do peso ideal, contra 40% dos americanos.

Uma forma de aferir se seu amigo está ou não com sobrepeso, é passar as mãos sobre suas costelas. Normalmente os ossos devem ser percebidos com facilidade nos animais não obesos. Já os fofinhos geralmente terão uma camada de gordura que esconde estes ossos.

Excluindo os animais que têm uma carga genética que favorece a obesidade, como os labradores e cockers spaniel, os gordinhos em geral ou estão comendo demais, ou se alimentando de forma errada, com excesso de gorduras e carboidratos. O problema também pode estar na outra ponta da questão, com diminuição dos gastos energéticos, ocasionados pelo sedentarismo, principalmente nos animais mais velhos.

É interessante a correlação que alguns estudos fazem entre a má alimentação de cães e gatos e a má alimentação de seus donos, sendo mais provável a ocorrência de bichos fofinhos em famílias de pessoas também fofinhas.

Neste caso, os vilões podem ser os petiscos, que devem ser dados com parcimônia, pois um bifinho canino pode chegar a ofertar 30% das necessidades calóricas diárias, dependendo do tamanho do animal.

A castração aumenta a probabilidade de obesidade em cães e gatos, seja por aumento do apetite ou por diminuição das atividades físicas. Apesar deste fato, este procedimento ainda é recomendado, pois os benefícios como prevenção de tumores de mama e testículos se sobrepõe aos efeitos colaterais do sobrepeso.

Em animais não castrados, a origem da obesidade deve ser investigada para exclusão de causas hormonais, como hipotiroidismo ou hiperadrenocorticismo.

Ao se considerar um programa de redução de peso, é valido saber que a necessidade diária calórica dos animais varia muito conforme a fase da vida, mas para que haja perda de peso o aporte calórico precisa ser menor que o consumo, o que não é simples de conseguir.

Em primeiro lugar é imprescindível o acompanhamento de um veterinário, que deverá solicitar uma avaliação laboratorial completa, com realização de hemograma, dosagem de proteínas, urinálise, glicemia, perfil hepático e renal, ecocardiograma, eletrocardiograma e dosagens hormonais. Os exames são imprescindíveis para avaliar a condição inicial do organismo do animal e posteriormente acompanhar eventuais desequilíbrios relativos a restrições alimentares.

Nenhuma redução de peso deve ser radical, com perda de peso rápida ou superior a 10% do peso corporal em curto espaço de tempo, devendo ser gradual e com o mínimo de desconforto para o animal.

Exercícios leves e adequados a fase da vida são bem vindos.

FONTE: Veterinário Wilson Grassi

Cuidado com a Leptospirose


Essa doença é grave.

Muitos cães a contraem, alguns morrem, alguns sobrevivem. Muitos homens também a contraem. O reservatório da leptospirose é o rato. Durante a noite, quando todos dormem, inclusive os cães, os ratos saem para conseguir comida. Comem, bebem e urinam nas vasilhas de água e comida dos cães. No dia seguinte, o cachorro bebe a água e se contamina. Dias depois começa a ficar triste e amarelo. Os gatos não contraem a lepto, deve ser coisa da seleção natural das espécies, por isso podem caçar os ratos.

Os cães eliminam as leptospiras pela urina, por isso devemos ter muito cuidado ao lidar com a urina de cães doentes. Use sempre luvas e não ande descalço pelo quintal onde tem ratos ou cachorro com suspeita de “doença do rato”. Lave tudo com cloro. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, os casos de seres humanos com lepto se devem sempre ao contato com urina de ratos, principalmente nas enchentes, e não ao contato com os cães.

Ficou preocupado? Não é para menos, mas a prevenção nos cães é muito, muito fácil. Já sabe, não é? Vacinação. Embora teoricamente existam dezenas de tipos de leptospirose, e as vacinas protejam contra dois ou quatro tipos apenas, em mais de 15 anos de profissão, eu nunca vi um cachorro corretamente vacinado contrair essa doença; portanto, vacine e fique tranquilo quanto à saúde de seu amigo.

Já quanto aos ratos, realmente, ninguém quer os ratos por perto. Um dos recursos usados contra os roedores é o terrível chumbinho. O chumbinho é um produto químico usado na agricultura e que é improvisado como veneno contra ratos. Isso é legal? Não! Não é legal por vários motivos: primeiro porque é proibido o comércio de chumbinho nas cidades, como veneno contra rato. Portanto, quem vende chumbinho está contra a Lei. Fora isso, o chumbinho é extremamente perigoso para crianças e animais domésticos. É muito comum no meu consultório, às vezes, até diariamente, atendermos cães e gatos envenenados acidentalmente por chumbinho. Alguns salvamos, outros perdemos. Do mesmo jeito que o chumbinho mata os animais, pode matar uma criança que por inocência pode colocá-lo na boca. Ou seja, o chumbinho pode ser fatal para cães, gatos e crianças, mas não é realmente efetivo contra os ratos, pois estes percebem quando um rato morre envenenado, e os outros do grupo não caem na mesma armadilha. Para se livrar da companhia indesejável dos ratos, saiba que eles precisam de quatro “As”: Abrigo, Acesso, Alimento e Água. Antes de usar veneno, veja se você não está deixando disponível no seu quintal o que o rato quer. Retire o alimento e a água dos cães durante a noite. Guarde o lixo em lugares apropriados e não acessíveis aos ratos. Não deixe acumular entulhos ou objetos que sirvam de esconderijo aos roedores. Prime pela limpeza do seu quintal. Vede ou dificulte os caminhos por onde eles possam passear.

Fazendo tudo isso e orientando seus vizinhos a fazerem o mesmo, você pode ter bons resultados, sem colocar ninguém em risco nem ir contra a Lei.

FONTE: Veterinário Wilson Grassi

Apartamento x Cães


Animais em apartamentos

 

Legislação não trata expressamente da questão, que exige bom senso nos regulamentos internos

Texto: Daphnis Citti de Lauro

Antes de discutir a questão sobre a proibição de animais em apartamentos, é preciso deixar bem claro que a Lei 4.591/1964 não regula mais os condomínios em edificações, mas tão-somente as incorporações imobiliárias. Isto porque o novo Código Civil (Lei 10.406/02) passou a tratar inteiramente da matéria. E, embora não tenha revogado expressamente a mencionada lei, ela está revogada com relação aos condomínios, de acordo com o disposto no artigo 2º da Lei de Introdução ao Código Civil, que considera uma das causas de revogação da lei posterior quando a lei nova regula inteiramente a matéria de que tratava a anterior. Assim, a norma que regula os condomínios em edificações é o novo Código Civil, que entrou em vigor em 2003 e trata os condomínios nos artigos 1.331 a 1.358, sob o título “Do Condomínio Edilício”.

Neste contexto, outra questão importante é que nem a Lei 4.591/1964, que regulava o condomínio, nem o atual Código Civil tratava ou tratam especificamente de cães ou qualquer outro animal de estimação. São, eventualmente, as convenções condominiais que disciplinam o tema, permitindo ou proibindo os animais.

O artigo 19 da Lei 4.591/1964 dizia que o condômino tinha “o direito de usar e fruir, com exclusividade, de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionados, umas e outros, às normas de boa vizinhança, e poderá usar as partes e coisas comuns, de maneira a não causar dano ou incômodo aos demais condôminos ou moradores, nem obstáculo ou embaraço ao bom uso das mesmas partes por todos”.

Portanto, o que a lei anterior previa é que um condômino não tem o direito de incomodar ou causar prejuízo ao outro. A atual diz, no artigo 1.336, inciso IV, que o condômino não deve alterar o destino de sua unidade, bem como não a utilizar de maneira prejudicial ao sossego, à salubridade e à segurança dos demais.

Desta forma, podemos concluir é que o morador (condômino ou não) não pode ter vários animais nas unidades, o que atinge a questão da salubridade, bem como cães que latem muito. Mas, segundo nosso entendimento, independentemente do tamanho.

Sobrepeso
As convenções que permitem cães nos apartamentos até determinado peso certamente não prevalecerão perante o Judiciário, porque é um grande absurdo. Imaginemos um cão que engorda. Os donos terão que se desfazer dele? Vejamos o aspecto prático: primeiramente, o condomínio terá que adquirir uma balança especial, como as que existem nas clínicas veterinárias. Em seguida, terá que prever quem fará a medição do peso. O zelador? O porteiro? De quanto em quanto tempo? E se o cão engordou, ele já sai da balança diretamente para fora do prédio, sem poder retornar ao apartamento?

Com relação à proibição de animais de estimação em apartamentos, principalmente os cães, o atual Código Civil, sequer cita a questão na parte que regula os condomínios. É o entendimento jurisprudencial que permite mesmo nos casos em que a convenção proíbe.

A convenção só pode – e deve – regular o assunto, como proibir raças tidas como ferozes, exigir o uso de coleira e guia, requisitar a condução do animal somente pelo elevador de serviço etc.

Já nos deparamos com casos em que os cães só podiam ser carregados no colo. Uma condômina tinha um labrador, que apesar de ser um cão de médio porte, mas geralmente muito dócil, pesava cerca de 35 quilos. Sendo assim, a moradora só conseguia passar pelas áreas comuns para sair do prédio com o animal caminhando pelo chão.

Como sempre, deve prevalecer o bom senso e uma dose de tolerância.

 

Daphnis Citti de Lauro 
Advogado, é autor do livro “Condomínio: Conheça seus Problemas” e sócio da Advocacia Daphnis Citti de Lauro e da Citti Assessoria Imobiliária – www.ocondominio.wordpress.com.brwww.dclauro.com.br