Conheça o Bulldog Ingles


História da Raça

Um dos cães que a gente reconhece pela sua “cara” sem errar, seguramente, é o bulldog; uma raça que com sua simpatia tem conquistado os corações de muitos fiéis admiradores por todo mundo.

Era inevitável que o bulldog agradara, pela simples razão de que se trata de uma criatura que o homem veio modificando lentamente suas características com uma criteriosa seleção com o passar dos tempos: primeiro porque queria um bom cão de combate, e também porque desejava um afetuoso cão de companhia.

O bulldog, que tem descendência dos antigos molossos do Tibet (e vem se diferenciando cada vez mais destes com o passar dos tempos), era usado na Grã-Bretanha nas lutas contra os romanos quando, no ano de 55 A.C., tentaram invadir pela primeira vez as ilhas britânicas; contra o adeptos do cristianismo nas arenas, depois de terem sido importados para a capital do império pelos legionários romanos; contra os ursos, contra seus próprios semelhantes, mas sobretudo contra os touros. A palavra bulldog não significa cão-touro e sim cão para o touro.

Sua história é cada vez mais distante dos antigos molossos para aproximar-se com a morfologia dos exemplares de hoje em dia. Bull-baiting , termo que designa aqueles combates entre o cão e o touro que se espalharam na antiga Inglaterra, sobretudo entre os trabalhadores mineiros da região de Black Country.

O bull-baiting se espalhou rapidamente, sustentado também em parte, pela grande paixão dos ingleses em apostas. A moda chegou a tomar parte por todo continente europeu, ficando proibida em 1698 na Holanda, em 1834 na França, e um ano mais tarde também no Reino Unido.

Na época em que se celebravam estes combates, notava-se, nos bulldogs, algumas peculiaridades que na atualidade se caracterizam de maneira inconfundível nesses cães, por exemplo, é fato que eles devem ser dotados de extremidades curtas (para que o touro tenha dificuldades em “chifrá-los”, arremessando-os para o alto), a cana nasal curta e com a ponta do nariz recuada em direção aos olhos (para facilitar a respiração durante a mordedura) e a presença de rugas no focinho (para que o sangue do touro escorra com fluência e não entre em seus olhos).

A criação de exemplares que obtiveram êxito em combate se converteu, rapidamente, em uma atividade muito rentável. Para se conseguir uma raça própria foi necessário um longo caminho, e mesmo querendo, ainda hoje, é impossível encontrar dois bulldogs totalmente iguais.

O nome apareceu pela primeira vez – em forma de documento histórico – em uma carta enviada de San Sebastian, por um tal Prest-wick Eaton, ao londrinense George Willingham. Na carta era solicitado o envio de um casal de exemplares de boa tipicidade para ser presenteado, isso por volta de 1631 ou 1632. Em épocas anteriores, se usavam outros nomes, tais como bondogge, boldogge e bandogge. Durante este período a raça havia começado a difundir-se na Europa, onde encontrou uma aceitação crescente por parte do público e da crítica. Aumentava o interesse pela raça em determinados países, diminuindo em outros que antes, por diferentes motivos, tinha uma grande aceitação.

Durante um certo período, os criadores ingleses importaram de Aquitania – região que, desde os tempos remotos existiam os antepassados do atual dogo de Burdeaux, tal como descreve Marco Terencio Varrón em Rerum rusticarum – exemplares úteis para a melhora do bulldog inglês, não em vão, pois esses cães franceses eram muito apreciados por sua força e firmeza. Todavia o interesse desse país pelo bulldog foi diminuindo, igualmente pelos países da península ibérica, onde se conserva o primeiro documento conhecido que figura o nome do bulldog. Em contrapartida, a raça incrementava sua presença na Holanda, Alemanha e Suíça.

Na Itália, por exemplo, o bulldog aparece desde o início do século XX, na mesma época que na América, donde deram lugar à outra raça.

O bulldog americano está geneticamente um passo atrás na história do bulldog do ponto de vista morfológico. Por outro lado, representa um retorno à raça nos primórdios do século XIX.

Efetivamente, o bulldog inglês descende de exemplares bastante diferentes dos que atualmente representa a raça. Entre as cabeças de estirpe historicamente importantes de se destacar Crib y Rose , imortalizados por Abraham Cooper, um célebre desenho que data de 1817.

Estes exemplares, que então se consideravam ideais, tinham a cana nasal bastante larga do que se prevê no “estander” atual e eram muito mais altos. O bulldog americano, no que pese conservar as feições do inglês, é a reconstrução de um cão mais alto, mais funcional na sua movimentação e com menos complicações.

Convém recordar que os bulldogs ingleses, vez por outra, sofrem de monorquidia e criptorquidia (falta de testículo na bolsa escrotal), problemas cardíacos e respiratórios, dificuldades na monta (acasalamento) e nos partos. Os criadores contemporâneos estão cada vez mais trabalhando para eliminar as doenças que se transmitem de geração em geração, buscando um tipo muito especial, mas não é um trabalho fácil e nem pode ser realizado em curto prazo. Ao longo da história da criação dos bulldogs, a raça tem sido vítima, em várias ocasiões das decisões do homem. Isso ocorreu quando selecionaram os exemplares mais ferozes com vista a resultados nos combates, e também quando se exagerou sua morfologia para convertê-los em autênticos show-dogs (cães espetáculos), por conseqüência, houve o perigo de provocar o desaparecimento da raça. O cão foi modificado até o ponto de ser proposto a remodelação do bull-baiting, com seu fim, fazendo o bulldog recuperar as características de cão normal.

Este é o caminho – sem derramamento de sangue nas arenas – que está se perseguindo hoje em dia. Em muitos criatórios se valorizam as fêmeas que dão à luz filhotes sem cesárea, e reprodutores que cobrem as fêmeas naturalmente, sem dificuldades e que não sofrem e não transmitem patologias cardiovasculares.

Para finalizar, não podemos deixar de mencionar a influência que a história tem exercido no caráter da raça.

Se atualmente o bulldog é adorável e incomparável companheiro de jogos das crianças, não se pode duvidar que nos primeiros textos do “estander” o redator recomendava que os cães crescessem em restrito contato com os homens, dando-lhes cuidado e atenção, com o objetivo de quando adultos, experimentarem os arranques de frieza que havia feito deles tão impopulares em seu país de origem, até o ponto de estarem a um passo da extinção, uma vez declarados ilegais nos combates e com a conseguinte diminuição de sua criação.

Conheça mais sobre o Golden Retriever


golden retriever 199x300 Raça da semana: Golden Retriever

Conhecido por ser amigável e excelente companhia para famílias, o Golden Retriever teve sua origem na Grã- Bretanha nos anos de 1800 através do cruzamento de diversas raças, incluindo o Labrador, Flat Coated Retriever e o Bloodhound, com o objetivo de se criar um cão que poderia atravessar uma vegetação pesada, nadar em água gelada, e trazer de volta ao seu dono as aves aquáticas provenientes da caça, sem no entanto perfurar a pele dessas aves, sendo conhecidos por possuir uma “boca suave”. Hoje, mais do que um cão de companhia, os Goldens são utilizados também na assistência a pessoas com deficiência e como cães de faro e resgate.

Ficando em quarto lugar no ranking de inteligência para obediência de acordo com Stanley Coren em seu livro “A Inteligência dos Cães”, o Golden é um cão versátil, que adora participar das atividades da família, e se adapta bem em qualquer ambiente desde que tenha exercícios físicos e mentais. Ignorar a natureza ativa deles e a vontade de trabalhar pode levar a problemas comportamentais.

Quando filhote é cheio de energia e pode acabar se tornando destrutivo se não for educado corretamente. Sua pelagem enquanto jovem quase sempre é mais clara do que a que ele terá quando adulto, que poderá variar de dourado claro a escuro.

A sociabilização nessa fase é fundamental para que seu temperamento seja calmo, dócil e seguro. Aulas de adestramento também são muito importantes, pois quando adulto ele será um cão de grande porte que não vai poder pular nas pessoas, puxar a guia, e deverá saber se comportar em casa e na rua para evitar problemas. Durante os dois primeiros anos de idade é muito importante não forçar muito seu cão durante os exercícios, pois seus ossos estão em desenvolvimento.

Eles adoram buscar e carregar qualquer objeto, desde bolinhas e gravetos até o seu chinelo, adoram brincar com água em qualquer oportunidade e são ótimas companhias para seus exercícios diários, sempre dispostos a agradar os donos.

Não são cães que ficam fixos em uma pessoa só, eles se dão bem com a família inteira e são ótimos para crianças. No entanto, as interações entre eles devem ser sempre supervisionadas por adultos, pois devido ao seu alto nível de energia e seu tamanho, podem acidentalmente derrubar as crianças durante uma brincadeira.

Também não são bons cães de guarda, apesar de poderem latir ao ver alguém estranho no portão, e gostam de estar sempre próximos às pessoas, por isso não são cães para ficarem sozinhos por muito tempo. Qualquer cachorro isolado do convívio pode sentir tédio e estresse, levando-o a desenvolver problemas de comportamento como latidos excessivos, roer objetos indesejados e cavar buracos.

Os Goldens possuem predisposição para algumas doenças como a displasia coxofemoral, doença hereditária que acomete os membros posteriores, e por isso é muito importante procurar um bom criador. Além disso, a raça tem tendência a infecções de ouvido e obesidade, se sua higiene e alimentação não forem controladas.

Sua pelagem é de fácil manutenção, porém perdem bastante pelo. Possuem dupla pelagem para protegê-los da água, e escová-los duas a três vezes por semana permitirá que seu pelo fique sempre saudável, evitando o acúmulo deles pela casa. Duas vezes por ano eles fazem a troca dos pelos, e nessa época necessitam de uma escovação diária.

Resumindo: O Golden Retriever é o cão ideal para quem quer um companheiro para todas as horas, tem disposição para treiná-los quando filhotes e exercitá-los diariamente, não se importa com pelos, marcas de focinho e patas molhadas pela casa, e tem muito amor para dar e receber!

Por Equipe Cão Cidadão

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/dr-pet/2012/07/03/raca-da-semana-golden-retriever/

O que a raça do seu cão diz sobre você?


De um Chihuahua a um bulldog, os cães veem em todos os tipos de formas e tamanhos e apresentam uma série de personalidades. Estudos sugerem que a raça que você escolher pode dizer muito sobre sua personalidade. A seguir estão algumas generalizações sobre o que possuir uma determinada raça diz sobre sua personalidade.

Leia e pense se há mesmo alguma semelhança entre o seu cão e você.

Bulldogs

Bulldogs são determinados, persistentes e não desistem facilmente. As pessoas que possuem bulldogs são alegres e adoram rir, mas podem ser vistas como teimosas, às vezes. Eles são extremamente eficientes e metódicos na conclusão das tarefas. Apesar de intimidarem no início, bulldogs são membros gentis e amorosos da família.

Terriers

Terriers são enérgicos, amorosos, divertidos e companheiros lúdicos. As pessoas que possuem terriers são flexíveis e capazes de se concentrar na tarefa que estão executando. Assim como os cães, os proprietários são muitas vezes corajosos e competitivos. Eles são extremamente comunicativos e teem bom senso de humor.

Labradores e Golden Retrievers

Labs e golden retrievers são simpáticos, bem-humorados e animais de estimação maravilhosos para a família. Proprietários destas raças colocam suas famílias em primeiro lugar. Labs e Goldens são conhecidos por terem um estilo de vida ativo e amar o ar livre. As pessoas que possuem essas raças são sociáveis, honestos e amáveis.

Beagles

Beagles são curiosos, leais e dispostos a aprender coisas novas. Os proprietários de Beagles tendem a ser abertos a novas experiências, curiosos e intencionais. Proprietários de Beagle fazem grandes amigos e trazem risos e alegrias a vida de todos. Eles também podem ter um lado pernicioso.

Poodles, Chihuahuas e Toys

Proprietários destas raças são sinceros, divertidos, amorosos e leais. Proprietários dessa raça amam viajar uma vez que os cães pequenos são excelentes parceiros e podem ser facilmente colocados em uma caixa transportadora. Os proprietários desses cães tem orgulho na sua aparência, são muito limpos e mantem a casa bem organizada. Eles são muito versáteis e podem desfrutar de noites com uma garrafa de vinho ou uma noite de festas na cidade.

Boxers

Boxers são cães ocupados que exalam quantidades elevadas de energia. Proprietários dessa raça são ditas próprias de viver a vida ao máximo e são conhecidos por serem extremamente brincalhões. Estão sempre ocupados, amam a vida e, rapidamente se relacionam como novos amigos. Boxers conseguem banir o stress com seu comportamento bobo e brincalhão e seus proprietários são geralmente pessoas felizes.

Cocker Spaniel

São doces, respeitosos e gentis. Proprietários desta raça são encantadores, confiáveis e afetuosos. Seus donos gostam de levar uma vida movimentada, mas colocam passar o tempo com sua família em primeiro lugar. Eles mantêm um grupo de amigos íntimos ao longo da vida.

Pastores Alemães

Os pastores alemães são algumas vezes tímidos com estranhos mas demonstram interesse em conhecê-los. Donos de pastores alemães fariam qualquer coisa por seus amigos e são companheiros extremamente leais, sempre protegendo aqueles que amam.

Rottweiler

Rottweilers são determinados e muitas vezes descritos como intensos. Esta raça comanda uma certa quantidade de respeito e é considerada como sendo uma raça valente. As pessoas que têm rottweilers são confiantes e são leais e dedicados aos seus amigos e entes queridos.

Pugs

Pugs são muitas vezes vistos como os “palhaços de classe” da espécie canina. As pessoas que vivem com pugs são alegres e têm um sabor de viver a vida ao máximo. Assim como pugs que farão qualquer coisa para ganharem uma coçada na barriga, seus proprietários desfrutam de massagens freqüentes e dias de mimos no spa.

O Bom e Velho Vira-Lata


Meu primeiro cão foi um vira-lata chamado Toy! Inclusive, foi assunto de um dos meus primeiros posts aqui no Blog. Desde então, o bom e velho vira-lata oscilou entre a preferência das pessoas, mas nunca perdeu algumas das suas principais características: vigor, fidelidade e uma cara de cão caído da mudança, capaz de conquistar qualquer um.

Hoje li uma reportagem no site UOL e achei muito interessante porque trás um pouco mais de detalhes a respeito dessa “raça” (apesar de não ter uma raça definida) e mostra que ele está voltando com força total.

Vira-latas são os cães preferidos dos paulistanos

FLÁVIA MANTOVANI
ROBERTO DE OLIVEIRA
DE SÃO PAULO

Eles não são puros e têm histórico de passagem pelas ruas. Seu nome é associado ao lixo e aparece no dicionário como sinônimo de “sem classe, sem vergonha”. Ainda assim, e talvez com a ajuda de uma abanadinha de rabo, os vira-latas conseguiram driblar a má fama: estão na moda e fazem companhia a milhares de moradores da cidade, de todas as classes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, é esse o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população de São Paulo com 16 anos ou mais.

Por ser fruto de uma mistura de raças, o vira-lata tem características muito mais variadas do que qualquer cachorro puro. Mas, na aparência física, é possível identificar um perfil médio: a maioria pesa de 10 kg a 20 kg, tem pelo curto e cor escura –é o pretinho básico, como chamam alguns protetores de animais.

Para o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, autor do livro “Adestramento Inteligente” (ed. Saraiva; 240 págs., R$ 31,40, 2009), o porte médio ajuda a sobreviver nas ruas. “Ele não é tão grande a ponto de demandar muito alimento nem tão pequeno a ponto de ser indefeso em brigas e perder na competição com outros machos para cruzar”, explica.

O comportamento também muda substancialmente de um vira-lata para o outro, mas aqueles que passaram pela rua costumam ser mais espertos do que os criados em casas ou apartamentos. “O animal que passou pela rua teve que se virar, ou não estaria vivo”, diz o veterinário Wilson Grassi, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e gerente-executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Segundo Alexandre Rossi, a mistura de raças costuma “produzir” um cão com competências mais equilibradas. Enquanto um animal puro pode ter mais aptidão para guarda e outro para companhia, por exemplo, o vira-lata teria uma média entre as habilidades –o que também o torna menos previsível, uma desvantagem na opinião de algumas pessoas.

A genética explica também por que os vira-latas, conhecidos como SRD (sem raça definida), são mais resistentes a doenças. Existem problemas de saúde determinados por genes recessivos, que devem estar presentes em dupla para que as complicações se manifestem.

Enquanto os animais mais puros têm mais tendência de portar os dois genes, estes acabam sendo “diluídos” com a mistura de raças.

Um problema que vem aumentando em cães de raça nos últimos cinco anos, por exemplo, é a alergia, segundo Roberto Monteleone, veterinário de pequenos animais há mais de 30 anos. “Há criadores que cruzam animais aparentados. Muitos nascem com imunodeficiência e pegam infecções com facilidade. No caso do vira-lata, há uma chance muito menor de que isso aconteça.”

Outra explicação é a própria seleção natural. Quando o cachorro é de raça, acaba procriando mesmo não sendo muito saudável, pois recebe mais cuidados. Já na rua só procriam os vira-latas mais fortes, que sobrevivem às condições adversas e, por isso, geram filhotes mais resistentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles precisem de menos cuidados do que um cão de raça. “Tem que vacinar, levar ao veterinário, dar boa alimentação. É um cão como outro qualquer”, alerta Cida Lellis, presidente da ONG Clube dos Vira-Latas.

  Johnny Duarte/-  
Revista sãopaulo - matéria sobre vira-latas
Carlota Joaquina, 1, moradora do Morumbi, foi adotada em uma feira de animais

São Paulo

Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo, há 2,5 milhões de cachorros domiciliados na cidade. O número vem crescendo, em média, 6% ao ano, e estima-se que, em 2020, atinja 4,5 milhões. Os dados são de uma pesquisa que vai virar livro, feita pela USP de 2007 a 2009 em parceria com o CCZ e com regionais de saúde. Foram visitados quase 12 mil domicílios.

O professor de veterinária Ricardo Dias, autor do estudo, diz que não surpreende saber que o SRD é o cão mais comum. “Vimos que só 26% dos cachorros foram comprados. O restante foi adotado”, diz.

A adoção dos sem raça, aliás, está virando moda entre paulistanos de classes mais altas, e agora eles dividem espaço com primos “ricos” como poodles, lhasas e labradores. “Os animais de rua não ficam mais só na periferia. Temos visto muito mais vira-latas nos parques, junto com os cães de raça”, afirma a veterinária Cíntia Tonelli, fundadora da ONG Vira-Lata É Dez.

Em 2003, quando foi criada, a entidade conseguia doar quatro cães por mês –hoje são cerca de 16. O problema é que eles também têm tido mais animais para recolher.

Desde 2008, não é mais permitido, no Estado de São Paulo, sacrificar animais apenas por estarem na rua -a eutanásia só pode ser feita em casos extremos, de doenças incuráveis ou infectocontagiosas. Os animais recolhidos pelo CCZ ficam disponíveis para adoção –são doados, em média, 50 por mês.

A ONG Clube dos Vira-Latas é outra que aumentou as doações: eram cerca de dez por mês há cinco anos e agora são entre 40 e 50. “As pessoas estão acordando para o problema dos animais abandonados na cidade e vendo que o bicho não precisa ser comprado e ter raça”, diz Cida Lellis.

Mas os adotantes ainda procuram perfis específicos: filhotes, de porte pequeno, peludinhos e que não sejam pretos, justo o contrário da maioria dos cães que estão nos abrigos. Casais jovens, com ou sem filhos, são os adotantes mais comuns na cidade de São Paulo.

O Cão Shar Pei


Vendo algumas estatísticas de acesso ao blog e termos mais procurados, encontrei um grande volume de buscas por “shar pei”. Por isso, hoje vou falar um pouco mais a respeito dessa raça. Confesso que não é uma das minhas preferidas, mas também não há como negar que seja um cão que desperte muita simpatia e curiosidade pode onde passe.

Filhotes de Shar Pei

Não tem quem resista ao charme de suas rugas salientes e macias. O Shar Pei é um cão inteligente, alerta, e… carrancudo. Mas, é só a aparência!

O Shar Pei é extremamente devotado à sua família, independente e reservado. De estatura mediana, ele não está entre as raças mais comuns de serem vistas desfilando pelas ruas.

Vive bem em lugares grandes ou pequenos, se adaptando com facilidade. Não é de grandes agitos, mas gosta de crianças. Late pouquíssimo.

Outro atrativo é a língua azul, semelhante a do Chow-Chow. Quanto à pelagem, possui pêlo curto, arrepiado e rígido ao toque. A cor pode ser preto, acaju, marrom escuro, bege e creme.

O Shar Pei quando filhote é um mar de rugas. Na fase adulta, ao contrário do que se pensa, não tem que ser tão pelancudo.

Atualmente, o padrão de altura para esta raça varia de 48 a 58,5 cm. Já o peso está limitado entre 18 e 29 Kg.

Mas, cuidar das rugas deste cão exige atenção especial. Entre as dobras podem se acumular sujeira e umidade, ocasionando seborréia, dermatite e micose.

Para que isto não ocorra, o Shar Pei deve estar sempre bem seco. Depois de enxugá-lo, leve-o ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade.

As rugas da cabeça são muitas vezes as vilãs de problemas de vista. Quando caem na frente dos olhos, forçam as pálpebras e cílios a entrar nos olhos.

Um Shar Pei já adulto

Origem e História

O Shar Pei provavelmente é originário de uma pequena Vila da província de Tai-Li em Kwantung e existe há séculos nas províncias do sudoeste da China, aparentemente desde a Dinastia Han, 200 antes de Cristo.

Um manuscrito chinês do século XIII foi traduzido e fazia referência a um cão cheio de pregas que lembrava muito o Shar Pei.

A história do Shar Pei nos tempos modernos é incompleta. A população de cães dessa raça foi praticamente extinta e nenhum podia ser visto nas cidades e poucos restavam nas áreas rurais.

Depois de 1968, tanto a Associação do Kennel de Hong Kong como a de Kow-loon estabeleceram um padrão e começaram a registrar os Shar Peis. Esta organização ainda é a responsável pelos registros e vários clubes e associações foram criados em Taiwan, Japão, Korea, Canadá, Grã-bretanha e em alguns outros países da Europa.

Golden Retriever x Labrador: Uma escolha difícil…


Quando estou passeando com os meus Golden Retriever, sempre escuto a pergunta: “É um Labrador?”. Com muita paciência e já até com algum bom humor, respondo: “Não, é um Golden Retriever…” E o comentário do outro lado geralmente é algo do tipo: “Ahhhh, sei…”, que pode ser tranquilamente interpretado como: “Não faço a menor idéia que raça seja essa!”. Bom, seria cômico se não fosse triste perceber que a grande maioria das pessoas ainda não conhece essa maravilhosa raça que é o Golden. E para tentar ajudar a esclarecer as diferenças entre elas e as características de cada um, resolvi colocar aqui algumas informações que julgo importantes e interessantes.

 

De modo geral, são cães realmente muito parecidos. Costumo até brincar que são primos, o que não deixa de ter um certo fundo de verdade uma vez que são classificados dentro do mesmo grupo (8 – Retrievers, Levantadores e Cães d’agua). Também possuem semelhanças em relação ao porte físico, temperamento e cores.

Mas o que quero destacar aqui são as diferenças. E a primeira grande diferença, visualmente falando, está no tamanho dos pelos. O Golden Retriver possui um pelo comprido, geralmente liso, podendo variar entre dourado e creme. Já o Labrador possui o pelo curto, em três cores: Amarelo, Preto e Chocolate. Por essa única característica, muitos donos já se decidem por qual raça escolher, sendo que o Labrador leva vantagem por ter pelo curto e dessa forma, “dar menos trabalho e sujar menos a casa”. De certa forma, essa afirmativa é verdadeira. Quem tem Golden Retriever já se acostumou com o fato dos pelos serem parte constante das refeições, ser encontrado sempre nas roupas, por mais que elas fiquem trancadas dentro dos armários, varrer tufos pela casa que, na época da troca geral da pelagem, dariam para formar uma peruca, entre outras tantas situações. Além disso, por terem um pelo maior, estão sujeitos a dermatites úmidas e outras doenças de pele. Mas nenhum dono deveria se basear somente nesse quesito para escolher a raça de seu futuro companheiro, visto que isso é apenas um detalhe diante de tantas outras características muito mais importantes.

Outra diferença que podemos notar é em relação ao temperamento. O Golden Retriever normalmente é um cão mais tranquilo, não muito agitado, principalmente quando adulto. Já o Labrador é conhecido por sua energia inesgotável, principalmente quando filhote. Vale deixar bem claro aqui que filhotes em geral são sempre mais agitados, mas o Labrador se destaca nesse quesito. Na tabela abaixo podemos comparar outras características do Golden e do Labrador.

  

Golden 

Labrador 

 Empates 

  

  

Capacidade de Aprendizado

 5,0

5,0

Resistência durante a atividade física

 4,8

4,8

Obediência

 4,2

4,2

Estabilidade Emocional

 4,0

4,0

Potencial como cão de alarme

 3,8

3,8

Habilidade para resolver problema

 3,6

3,6

Sociabilidade com gatos e outros bichos

 3,2

3,2

Mais forte no Labrador 

Interação com crianças

 4,6

4,8

Sociabilidade com outros cães

 4,2

4,5

Grau de atividade fora de casa

 3,8

4,4

Grau de atividade dentro de casa

 3,4

3,6

Dominância com cães estranhos

 2,0

3,0

Territorialidade

 1,8

2,8

Dominância com as pessoas da família

 1,8

2,6

Potencial como cão de guarda

 2,0

2,4

Mais forte no Golden

Interação com o dono

 5,0

4,2

Sociabilidade com visitas estranhas

 5,0

4,0

Sociabilidade com a família

 4,6

4,2

Receptividade a pessoas estranhas

 4,6

4,4

Interação com outras pessoas da casa

 4,5

3,8

Características Físicas

 

 

Altura (FCI) Macho

 56 a 61 cm

56 a 57 cm

Altura (FCI) Fêmea

 51 a 56 cm

54 a 56 cm

Peso (estimativa)

 25 a 35 Kg

25 a 35 Kg

Cores (FCI)

 Dourado ou Creme

Amarelo, Preto ou Chocolate

Independente de qual seja a sua raça preferida, o importante é conhecer bem as características e necessidades de cada uma delas. Somente assim, você terá certeza de que a raça escolhida é a que mais combina com o seu perfil, suas condições atuais e local onde viverá. Portanto, pesquise bastante, converse com proprietários, troque idéias e visite os criadores. E se tiver alguma dúvida ou curiosidade que queira compartilhar, envie um email para mundogolden@hotmail.com e terei o prazer em ajudar.

Labrador


Quero falar aqui um pouco a respeito de uma raça cada vez mais popular pelo mundo todo, o Retriever do Labrador, ou simplesmente, Labrador. Essa raça é muito popular por ser considerado um cão dócil, inteligente e de fácil convívio com pessoas e crianças. Nos últimos anos, ganhou ainda mais força depois do sucesso do livro Marley e Eu (de John Grogan) e que, posteriormente, virou um filme com o mesmo nome. Porém, apesar de todo esse sucesso, e como qualquer outra raça, possui algumas características que precisam ser bem avaliadas e entendidas antes de se decidir a ter um.

Filhotes de Labrador
Filhotes de Labrador

Existem muitas teorias que tentam explicar a origem da raça Retriever do Labrador, dentre elas a de que a raça teria se originado na península do Labrador, e a segunda que é mais provável, se originado na ilha de Terranova.

A historia da raça começa no Século XV, numa região fria e pouco habitada da ilha de Terranova, descoberta por John Cabot, que logo percebeu o grande potencial de pesca que havia naquelas costas litorâneas e já antes mesmo do ano de 1500 muitos pesqueiros ingleses por ali trabalhavam. Apesar da proibição inicial de que os pescadores se estabelecessem ali na costa, pois os donos dos barcos temiam a concorrência, o que de fato ocorreu, e que em alguns anos muitos pescadores provenientes de Dorset e Devon ali chegaram, esses homens, apesar de terem pouca cultura, eram bastante corajosos e perseverantes, e tinham grande habilidade para a pesca e para a caça. Provavelmente em sua terra natal estes ingleses já caçavam com o auxilio de cães, e neste novo território notaram a necessidade deste companheiro canino para que pudessem caçar com mais produtividade; e aqui surge a maior dúvida em relação à raça, pois eles teriam trazido estes cães da Inglaterra, ou teriam de fato encontrado no novo território um cão que fosse treinável e que pudesse auxiliá-los nestas tarefas? Esse extraordinário cão tinha como função rudimentar ir buscar coisas perdidas pelos barcos e desenganchar redes de pesca. Por ser um extraordinário Retriever, o Labrador adorava esse serviço e desenvolvia esta função em águas das mais geladas às mornas. Há registros que indicam que esses pescadores pescavam com embarcações nas costas litorâneas da Ilha de Terranova e Labrador, e que levavam consigo sempre um cão a bordo. As escritas descrevem este cão como “menor do que um terranova” de pelagem mais curta, mais densa e eles de fato adoravam mergulhar no mar para recolher os peixes que escapavam das redes. No fim do trabalho esses cães eram içados do mar pela pele da nuca. Lá pelo inicio do Século XIX, dois tipos de cães bastante parecidos em suas aptidões esportivas e temperamento, porém de tamanho bastante diferenciado, um maior que era usado como puxador de redes de pesca e cão de carga, que mais adiante seria chamado de Terranova, e outro menor com pelagem densa porém mais curta, que era usado como recolhedor de caça em terra e na água, que a época era chamado de cão de St. John, e seria nosso atual Labrador. Vindo da Inglaterra ou não, é certo que esses pescadores que também caçavam em terra, se prevaleciam destes cães em terra ou no mar para lhes auxiliarem na sua incessante busca por alimentos, e também que em algum momento este cão teve sua reputação de incrível recolhedor espalhada pela Inglaterra. Nesta época, os aristocratas Ingleses viviam em imponentes casas dentro de propriedades rurais e tinham por hábito o passatempo da caça. O Lorde Malmesbury e o Coronel Peter Hawker possuíam propriedades bastante próximas ao porto de Dorset, principal porto de entrada dos pescados vindos de Terranova (Canada), e entusiasmados com a fama destes cães, compraram dos pescadores vários cães, sendo o Coronel Hawker que em 1812 nomeou os cães como sendo o maior de Terranova e o menor de Labrador, em 1814 o entusiasmando Cel. Hawker escreveu um livro – “Instruções para jovens esportistas”, no qual descrevia o Labrador como sendo o melhor cão para qualquer tipo de caça com armas de fogo. Não demorou muito para que a reputação de excelente cão de trabalho do Labrador se espalhasse pela Europa, e já em 1904 tínhamos um lab concorrendo em provas de campo. Seu nome era Munden Single. Neste mesmo ano, o Kennel Club reconheceu a raça labrador, que teve como sua primeira ninhada registrada do Canil Munden e era composta por sete exemplares. O Labrador antigamente era reconhecido apenas na cor preta. Amarelo e chocolate eram considerados cães sem raça definida, e às vezes até executados pelos criadores, pois achavam que era uma maldição imposta à cadela. Depois de muitos anos verificou-se que poderiam nascer essas cores normalmente do cruzamento de dois pretos, e daí em diante eles passaram a ser aceitos no padrão da raça.

Exemplar de cor marrom

Exemplar de cor marrom

Uma das principais características da raça, ponto de honra para os criadores sérios, é o bom temperamento, índole gentil, com muita vontade de agradar, olhar equilibrado, sem traços de timidez ou agressividade. Um labrador com o temperamento correto sempre olha para o dono diretamente nos olhos (eye contact), é confiante, de natureza bondosa inclusive a desconhecidos.

Em realação aos problemas de saúde podemos destacar a tendência à obesidade e a displasia coxofemural, que é uma doença ortopédica heriditária muito comum em cães dessa raça. Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxofemural, ou seja, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. Os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido a dificuldade para andar, o cão pode não mexer o membro e o músculo pode atrofiar. A displasia coxofemural é geneticamente recessiva, por isso tanto o macho quanto a fêmea precisam ter a doença, ou pelo menos o gen para que os filhotes também tenham. Mesmo assim, essa deficiência se tornou mais comum, a partir do momento em que os proprietários cruzaram animais afetados sem se preocupar com a transmissão. Portanto, é de extrema importância que você procure criadores sérios e que possuam controle de displasia de seus cães.

Haja energia...

Haja energia...

Outro fator muito importante a ser considerado antes da escolha de um Labrador é se você terá tempo, disposição e espaço suficientes para cuidar dele. Os Labradores são muito ativos (muito mesmo, acredite em mim!), principalmente quando filhotes, possuem uma inteligência acima da média e precisam de muita atividade física para crescerem saudáveis (tanto físico, como mentalmente). Portanto, se você não é do tipo que curte caminhadas e brincadeiras ao ar livre, não costuma ter muita paciência ou não possui um bom espaço para que o seu cão se desenvolva, pense bem. Ele pode se tornar um grande problema, passando a apresentar um temperamento mais agressivo e destruidor. Não que isso seja exclusividade do Labrador… qualquer cão precisa de cuidados e condições adequadas para seu correto desenvolvimento. Mas no caso do Labrador, essas condições são fundamentais para que ele creça saudável e com um ótimo temperamento, ou, caso contrário, você terá uma enorme dor de cabeça com o seu companheiro.

Espero que essas informações ajudem a quem estiver pensando em ter um Labrador como fiel amigo. Com certeza, não irá se arrepender nunca dessa decisão. Só esteja atento às necessidades e cuidados que a raça exige e procure sempre por criadores sérios. Dessa forma, terá um companheiro ideal e saudável por muitos anos.

(Nota: partes dos textos acima foram retiradas dos sites www.blacklab.com.br/Padrão%20Comentado%20-%20Portugues%20versão%204.1.pdf e http://www.saudeanimal.com.br)