Como escolher um bom Pet Shop


Normalmente, eu já tenho definido o Pet Shop onde compro produtos para meus cães e também onde busco por alguns serviços tais como vacinação, banhos, tosa, entre outros. Porem, de tempos em tempos, acho importante dar uma olhada para ver como anda o mercado e o que tem surgindo como opção para os consumidores desses serviços. E foi nesse momento que fiquei decepcionado com o que encontrei na internet… Bom, para tentar ajudar os leitores do blog que já podem ter passado por isso ou que ainda poderão passar, vou colocar aqui algumas dicas.

O primeiro cuidado que devemos ter antes de levar o bichinho para realizar qualquer procedimento é procurar o registro daquele estabelecimento no Conselho Regional de Medicina Veterinária, pois todo Pet Shop deve possuir esse registro com a indicação de um veterinário responsável. Confesso que esse e um item ao qual eu nunca havia prestado atenção antes. Como sou de Belo Horizonte – MG, segue o link para quem desejar pesquisar no CRMV-MG.

Tendo em vista que esse é um local voltado à higienização do animal, também é preciso verificar as condições de limpeza do ambiente. Conferir como é feita a esterilização da gaiola onde o animal fica preso e até mesmo da escova e pentes utilizados. Basta pedir para conhecer o local onde o banho e a tosa são feitos e já sera possível avaliar se os profissionais que trabalham la são realmente cuidados, tanto no trato dos animais quanto em relação `a higiene geral do lugar.

Fique atento também aos seus direitos e cuidados com a saúde do animal que você confiou ao Pet Shop. Se for detectado que o animal pegou alguma doença de pele, ou mesmo algum parasita, os custos com medicação e demais tratamentos necessários para resolver o problema são de responsabilidade do Pet Shop. Se caso o Pet Shop se recuse a arcar com isso, você pode fazer um B.O e registar o máximo possível as provas do que ocorreu (fotos, testemunhas, laudos com especialistas, etc).

Qualquer dano ao animal, como um corte no momento da tosa, por exemplo, ele deve ser imediatamente reparado e os custos com gaze, remédios, pontos e anestesia devem ser suportados, exclusivamente, pelo estabelecimento.

Procure por referencias do Pet Shop na internet (forums, facebook, etc). E importante conversar com outras pessoas para saber se recomendam aquele local ou se já tiveram algum problema antes.

Anúncios

Dermatite ou Sarna?


Já escrevi aqui um pouco a respeito das dermatites que acometem alguns cães. Os meus dois Golden sofrem desse mal de tempos em tempos e com a experiência que tive com eles, além de conversar com veterinários, aprendi algumas coisas. O mais importante é conhecer um pouco mais a respeito do assunto e tentar identificar o que seu cão pode ter para, dessa forma, direcionar melhor o tratamento. Porém, como sempre ressalto, é fundamental que o diagnóstico seja feito por um profissional da área, que irá identificar da forma correta e sugerir o melhor tratamento. Portanto, espero que esse texto te ajude de alguma forma, mas não deixe de levar seu animal de estimação ao veterinário.

É normal o cão ter coceiras esporádicas. Contudo, se elas se tornarem freqüentes, com queda de pêlos e feridas pelo corpo, podem causar grandes inquietudes, falta de apetite, perda de peso e infecção crônica de pele.

CAUSAS MAIS FREQÜENTES
Dermatites alérgicas

– Por picada de pulgas: Causa coceira intermitente com queda de pelos. Ocorre mais na base da cauda, nas pernas e na barriga, mas em casos crônicos pode atingir outras partes do corpo, como o dorso. É tratada com anti-pulgas e, se a alergia for forte, com anti-alérgicos corticóides ou não esteróides.

– Por inalantes: Conhecida como atopia, origina-se de poeira, ácaros, pólen, desinfetantes e outros produtos químicos aspirados pelo cão. A coceira aparece primeiro no abdômen e depois se espalha pelo corpo. Há também queda de pelo, feridas na pele com infecções, pelo seco ou engordurado e escurecimento da pele. Evite o contato do cão com a substância que lhe causa alergia. Os sintomas são combatidos com anti-alérgicos corticóides ou não esteróides, xampus medicamentosos e, havendo feridas infectadas, anti-bióticos.

– Medicamentosa: Aparece primeiro na barriga e se alastra por outras áreas, causando coceira, queda de pelo, feridas na pele com infecções, pelo seco ou engordurado e escurecimento da pele. Evite o uso de medicamentos que já causaram alergias no cão. O tratamento consiste no uso de anti-alérgicos corticóides ou não esteróides, xampus medicamentosos e anti-bióticos, no caso de haver feridas infectadas.

– Alimentar: Conhecida como dermatite genérico-alimentar, é causada pelo excesso ou falta de algum nutriente na alimentação, ou pela sensibilidade do cão a um de seus componentes. No primeiro caso, há coceira, perda de peso, queda acentuada dos pelos, vômito e diarréia. Os tipos mais comuns dessa dermatite são causados pela deficiência de zinco e pela falta de vitamina A. No outro caso, há coceira intensa pelo corpo todo, queda generalizada dos pelos e feridas por toda a pele. No tratamento combatem-se os sintomas através de anti-alérgicos corticóides ou não esteróides, xampus medicamentosos e anti-bióticos, se houver feridas infectadas.

Sarnas
– Sarcóptica: Conhecida como escabiose canina, é causada pelo ácaro Sarcoptes Canis. O contágio acontece por contato com animal afetado ou com objeto utilizado por este. No início, há uma coceira muito intensa na cabeça, no abdômen e nas patas, que, de tão intensa, é capaz de levar à perda de peso. Pode evoluir para queda progressiva de pêlos por todo o corpo, vermelhidão na pele, com aparecimento de crostas e infecções, e posterior enegrecimento da pele. Deve-se tosar o cão para retirar uma das fontes de alimento do ácaro e inibir a proliferação de bactérias anaeróbicas. Utiliza-se também soluções parasiticidas à base de amitraz ou lindane e, nos casos mais graves, anti-bióticos e anti-alérgicos. O uso da ivermectina também é indicado, mas só deve ser feito por um veterinário, pois algumas raças, como Collies, Old English Sheepdogs e Pastores de Shetland, são muito sensíveis a esse medicamento, podendo até morrer se houver uma reação alérgica.

– Demodécica: Conhecida como sarna negra ou demodicose, é causada pelo ácaro Demodex Canis. Os primeiros sintomas são queda de pelos na cabeça e nas extremidades do corpo. Quando está associada a uma infecção bacteriana, há uma coceira intensa. Acredita-se que o contágio acontece por contato direto durante os primeiros dias de vida. Os sintomas só costumam aparecer quando há baixa resistência (no primeiro ano de vida ou em cães idosos). Se não for tratada, a queda de pelos se generaliza e a pele fica enegrecida e com elevações. Aparecem crostas, úlceras, pus e há sangramento. É tratada com acaricidas à base de amitraz. Deve-se também usar anti-bióticos, por causa da infecção bacteriana secundária.

– Otodécica: Chamada de otoacaríase, é causada pelo ácaro Octodectes Cynos. Ela causa intensa coceira nas orelhas, podendo se estender para a cabeça e o pescoço.Há ainda o aparecimento de cerume enegrecido nas orelhas. Se não tratada surgem lesões próximo à região.O contágio se dá por contato direto. No tratamento, aplicam-se gotas otológicas de acaricidas à base de amitraz diluídas em óleo mineral. A ivermectina também é indicada, o que só deve ser feito por um veterinário. Dermatite seborréica secundária normalmente acompanha dermatites que causam feridas infeccionadas. Provoca caspa, coceira e muita queda de pelos. Raças como Beagle, Cocker Spaniel Inglês e Pastor Alemão têm tendências hereditárias a desenvolver o problema. Deve-se descobrir a causa da dermatite e tratá-la, além de usar xampus medicamentos para pêlos secos ou oleosos. Existe um tipo de seborréia, chamada de idiopática, que apresenta os mesmos sintomas, mas cuja causa ainda é desconhecida.

CAUSAS MENOS FREQÜENTES

– Acme: Espécie de espinha que causa coceira e queda de pelo. Em geral, aparece sob o queixo. É tratada com cremes anti-alérgicos, anti-inflamatórios e anti-fúngicos.

– Piododermatite dos cães pastores:
É causada por vários tipos de bactérias e o Pastor Alemão é a raça mais atingida. Há coceira e queda de pelo, além de lesões com pus e sangramentos. Trata-se com anti-alérgicos e anti-bióticos.

– Dermatite pelo uso de coleira anti-pulgas: Surge quando o cão é alérgico à coleira anti-pulgas. Provoca coceira e vermelhidão ao redor do pescoço. Deve-se retirar a coleira e usar anti-alérgicos.

– Queiletielose: Provocada pelo ácaro Cheyletiella blakei, causa coceira intensa no dorso e abdômen. Trata-se com acaricidas à base de amitraz e carbanatos.

– Rabujo: O excesso de secreção das glândulas lubrificadoras do ânus faz o animal coçar-se, causando infecção local e até auto-mutilação. O tratamento é feito com anti-bióticos e, nos casos mais graves, com a retirada cirúrgica da glândula.

Matéria publicada na Revista Cães & Cia, edição 272.

Delegacia especializada na defesa dos animais será criada em Minas


A cada dia, quase três animais são vítimas de maus-tratos em Minas Gerais. A estatística que comove quem gosta dos bichos e revolta entidades protetoras levou organizações não governamentais mineiras a reivindicar a criação de uma delegacia de proteção animal, como já ocorre em outros estados. Depois de receber documento com 56 mil assinaturas, em setembro, o governo de Minas já autorizou a criação de uma unidade em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, o projeto da delegacia está na fase final de estudos para definir a data de início de funcionamento.

Trabalho para investigadores não vai faltar. Em 2012, até setembro, foram 743 casos registrados pela Polícia Civil, 66 deles na capital e 92 na Grande BH, número já superior ao do ano passado. Ativistas destacam, no entanto, que este é um crime subnotificado, em que muitas vezes nem sequer é possível identificar o agressor, a exemplo de um cachorro encontrado morto em Caeté. O animal teve as patas quebradas e há a suspeita de que foi violentado. A polícia ainda tenta descobrir quem é o criminoso.

Semana passada, um caso no Rio de Janeiro também ganhou repercussão: câmeras de segurança de um petshop flagraram o filho da proprietária espancando cães durante o banho. As denúncias, segundo protetores de animais, são variadas. Desde vizinhos que envenenam bichos de casas próximas, donos que abandonam seus animais nas ruas, falta de cuidados em clínicas veterinárias e petshops, além de violência gratuita contra cães e gatos, principalmente. São situações assim que a futura delegacia vai apurar. A pena para maus-tratos é de três meses a um ano de prisão, mas a comissão de reforma do Código Penal aprovou proposta que amplia o tempo para um a quatro anos de reclusão, chegando a seis se houver morte do animal.

Animal de estimação é quase como um filho. É para o resto da vida dele e exige dedicação - n Stela Maria Ferreira de Carvalho, dona de casa que cuida de animais vítimas de maus-tratos ( Euler Junior/EM/D.A Press.)

Reação

A criação de uma delegacia específica anima quem lida com bichos maltratados, como a dona de casa Stela Maria Ferreira de Carvalho, de 47 anos. Mais de 100 cães recolhidos nas ruas da capital já passaram pelas mãos dela, que dedica parte do seu tempo para cuidar dos animais abandonados. Na casa onde mora, no Bairro Sagrada Família, Região Leste, ela mantém sete cachorros, todos vítimas de maus-tratos por parte de ex-donos. “Quando encontro esses animais, eles estão doentes, magros e em depressão. A grande maioria já teve um dono antes e que foi largada”, conta.

Stela alimenta os animais recolhidos, banca exames e a castração antes de enviá-los para adoção. Stela é exigente na hora de liberar os bichos. “Faço entrevista com os candidatos. Se perceber que a pessoa não vai cuidar bem, não deixo levar”, afirma. “Animal de estimação é quase como um filho. É para o resto da vida dele e exige dedicação”, defende. Dos vários anos dedicados ao cuidado com animais, a dona de casa acumula histórias marcantes, como a de uma cadela abandonada pelo dono por causa de tumores na mama e na boca.

A presidente da ONG Cão Viver, Mariza Catelli, é dura quando fala de agressores. Segundo ela, a entidade recebe cerca de 10 e-mails diários com pedidos de socorro e de orientações de pessoas que presenciam maus-tratos contra animais. “Geralmente contam que viram o vizinho maltratar o bicho, ou que ele se mudou e deixou o animal amarrado sem comida e sem água. São relatos muito tristes”, lembra.

Esse comportamento, na avaliação dela, sugere má formação de caráter ou de falta de educação ambiental em casa. “É desumano, uma monstruosidade. Se a pessoa não pode mais ficar com o animal, deve procurar alguém para adotá-lo. As redes sociais são hoje muito eficientes e as ONGs também”, defende. Segundo Mariza, a entidade cuida de 115 cães e 28 gatos, mas recebe cerca de 35 animais recolhidos por mês, conseguindo novos lares para uma média de 30. Advogados voluntários, segundo ela, ajudam a encontrar soluções para casos de negligência e maus-tratos.

Problemas também em pet shops

Casos que ocorrem em pet shops também ser enquadrados como maus-tratos. Mas ativistas alertam que é importante registrar ocorrência. A bancária Cristina Gomidi, de 51 anos, teve um problema do tipo. Quando conversou com advogados sobre a situação de Lindinha, sua Scottish Terrier, ela acabou desestimulada a recorrer contra uma pet shop do Bairro Cidade Nova porque não fez registro policial. A cadela tinha problema de ossos tortos por conta de um atropelamento, mas andava normalmente. Quando foi devolvida pela pet shop, estava com a pata deslocada. “Eles (da pet shop) vieram buscar Lindinha para o banho. Vizinhos viram quando a cadela saiu do prédio, numa boa. Mas, na volta, o rapaz do táxi dog entregou ela nos braços, com a pata deslocada fora do quadril. Ela agora faz acupuntura para voltar a andar, mas tem muita dificuldade”, conta a bancária. “Não fiz denúncia porque não estava em casa e a petshop colocou a culpa na minha empregada. Mas soube que ela tinha sofrido maus-tratos quando os moradores disseram que viram minha cachorrinha bem ao sair. É uma enorme sensação de impotência”, diz Cristina.

ATAQUES A ANIMAIS
Ocorrências de maus-tratos a animais em Minas

Belo Horizonte
2009: 93
2010: 110
2011: 82
2012 (até setembro): 66

Grande BH
2009: 76
2010: 89
2011 : 89
2012 (até setembro): 92

Minas Gerais
2011: 762
2012 (até setembro): 743

Remédios para humanos podem ser letais para cães e gatos


Ao se deparar com o animal com algum problema de saúde, muitos tutores, ao invés de levar o animal para se consultar com um médico veterinário, preferem usar a própria experiência e por conta própria fazem o uso de medicações humanas, podendo causar danos irreversíveis ao seu cão ou gato.

Muitos medicamentos para consumo humano, que são vendidos livremente em farmácias, podem causar nos cães e gatos intoxicação, alergia e até mesmo causar a morte do animal. “Alguns medicamentos que são fabricados para humanos podem ser utilizados em animais e são receitados por veterinários, mas o tutor precisa se atentar a dosagem indicada pelo profissional, ou também causará problemas para a saúde do animal. O indicado para evitar qualquer risco de piorar o quadro de saúde do animal ou até mesmo causar a morte dele é sempre evitar a medicação sem prescrição e qualquer alteração o animal precisa ser consultado por um veterinário, que é a pessoa indicada para diagnosticar o problema e indicar o tratamento adequado”, diz a veterinária Dra. Valéria Correa, responsável técnica e gestora clínica do Grupo Pet Center Marginal.

O sistema digestivo de cães e gatos, apesar de muito semelhante ao do humano, não funciona da mesma forma. Os órgãos do sistema digestivo dos animais não têm a capacidade de absorver e sintetizar os medicamentos frequentemente utilizados por humanos, como alguns tipos de anti-inflamatórios e analgésicos.

O analgésico Paracetamol, princípio ativo de diversas marcas de remédios conhecidos, causa lesão no fígado de cães e pode ser fatal para gatos. causando anemia hemolítica, lesões hepáticas, diarréia, vômito, necrose renal, entre outros problemas. “Mesmo entre os animais é preciso respeitar as diferenças. Um medicamento que é utilizado com sucesso em cachorros nem sempre é indicado para gatos, que são mais sensíveis”, ressalta Dra. Valéria.

Os anti-inflamatórios que têm como base diclofenaco sódico causa graves sintomas gastrointestinais nos animais, inclusive desenvolvendo úlceras perfurantes de estômago e duodeno. “Muitas vezes o problema inicial, que motivou o dono a dar a medicação, acaba ficando secundário, pois as consequências de dar uma medicação errada são bem graves. No caso dos anti-inflamatórios, geralmente os animais começam a apresentar vômitos, diarréia ou fezes escuras, com presença de sangue, além de apatia e muita dor abdominal”, conclui Dra. Valéria.

Ácido acetilsalicílico

Base de medicamentos como Aspirina®, AAS®, Doril® e Melhoral®, é um anti-inflamatório extremamente tóxico para gatos, devido a deficiência de uma enzima hepática no animal que faria a metabolização e eliminação do composto. Seu uso é contra-indicado para gatos ou só pode ser utilizado de acordo com indicação e supervisão de um médico veterinário.

Diclofenaco

Muito utilizado por humanos no tratamento de dor e inflamações, o diclofenaco é a base de medicamentos como Cataflan® e o Voltaren®. Em cães e gatos pode ocasionar diversos problemas como úlceras hemorrágicas com vômitos e diarréia com sangue, além de insuficiência renal.

Paracetamol

Analgésico presente em produtos como Tylenol®, pode ser fatal para gatos, pois seus organismo não consegue eliminar o medicamento. Pode causar intoxicação em cães e gatos, resultando em falta de ar, vômitos e aumento na salivação, podendo entrar em coma.

Fonte: Inteligemcia

Ter um animal de estimação traz alegria, qualidade de vida e saúde


Para os humanos, a relação com seus animais de estimação é como um resgate da natureza

Um casamento pode se desfazer em pouco tempo. Já a relação entre um humano e seu bicho de estimação, quase sempre, cumpre o “até que a morte os separe”.  É assim há pelo menos 10 mil anos, desde que o homem domesticou cão e gato.  Aos poucos, tornaram-se companheiros inseparáveis e essa relação foi evoluindo ao longo do tempo.

Filmes como “Marley e Eu” e “Para sempre ao seu lado”, que mostram o relacionamento entre os humanos e seus animais de estimação, não só foram sucesso de bilheteria como levaram plateias às lágrimas.

Hoje, pesquisas e estudos em todo o mundo demonstram que a convivência com os animais traz tranquilidade e bem-estar às pessoas.  Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal e atualmente com o programa “Missão Pet” no canal a cabo Nat Geo, vivencia de perto essa interação benéfica.

“Quando levamos cães em locais com pessoas doentes, em especial crianças, e  idosos, constatamos a alegria que trazem. A relação é muito diferente se há apenas humanos nas visitas”, relata Rossi.

O zootecnista lembra-se, em especial, de um golden retriever. “Era muito interessante, porque ele sempre dava carinho e atenção à criança que mais parecia triste. Ficava do lado e, aos poucos, ela começava a brincar.”

Rossi explica que, ao contrário dos visitantes que se comovem com as histórias e muitas vezes não conseguem dar força às crianças e velhinhos, os cães trazem leveza ao ambiente.  “Eles brincam, fazem algo engraçado e proporcionam momentos de muita descontração.”

Para quem perdeu a capacidade de se locomover, por acidente ou até mesmo pela idade avançada, estar perto de um animal é se realizar através dele. “Quando essa pessoa vê um cachorro brincando e correndo como louco, é como se fosse uma extensão dele”, analisa Rossi.

Além disso, para quem quer emagrecer, ter um cão é uma excelente pedida. Isso porque é necessário fazer passeios diários, assim, sem perceber, a pessoa está se exercitando. Sem contar que, no caminho, vai fazendo amizades e conhecendo gente nova.

Que conviver com animais desde cedo faz bem à saúde, proporcionando o aparecimento de anticorpos e, deste modo, evitando futuras alergias, já está comprovado cientificamente.

Agora, estudos já demonstraram que o contato com os animais aumenta a produção de endorfina no organismo, o hormônio que causa prazer e sensação de bem-estar. Além disso, o convívio com um cão ou gato diminui a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e do estresse e também reduz o risco de problemas cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, cachorros e gatos têm sido usados em prisões como forma de melhorar o clima interno. Em uma penitenciária feminina de Bedford Hills, as detentas ajudam a adestrar filhotes de labradores e golden retrievers. Após um ano, eles são doados a pessoas com deficiência físicas ou com estresse pós-traumático, como ex-veteranos de guerra.

Em prisões de vários Estados, graças a parcerias com abrigos de animais, gatos que estavam prestes a serem sacrificados são enviados para que os prisioneiros cuidem deles. Muitos destes, no corredor da morte. Para as autoridades locais, os gatos trazem o lado sensível daqueles homens, como se fossem crianças. Além disso, a presença dos felinos alivia a raiva e tira o estresse e a agressividade destes condenados.

Segundo a Abinpet  (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação),  até o fim do ano, teremos 37,1 milhões de cachorros e 21,4 milhões de gatos espalhados pelo país.  É só andar pelas ruas ou visitar casas e apartamentos para confirmar esses números.

Essa grande quantidade de pets na vida das pessoas talvez seja a busca de algo que se perdeu com a vida corrida e estressante.  “Hoje, vivemos em um mundo com aspecto artificial, rodeado de tecnologia e praticamente sem natureza por perto. A relação com os animais é uma forma de resgatar esse contato. É a ligação do ser humano com algo mais natural”, explica Carlos C. Alberts, professor de zoologia da UNESP no campus de Assis.

Muitas vezes as pessoas estão cansadas de interagir umas com as outras e elegem os animais para ter uma relação mais estável e até prazerosa. “Os animais têm um comportamento automático. Quando percebem que outro é mais forte, eles se submetem. Aí não há conflito e a relação torna-se mais fácil”, comenta o professor Alberts.

E não deixa de ser muito prazeroso chegar em casa e ser recebido com lambidas e pulos dos cães ou daquele entrelace dançante entre as pernas que só os gatos sabem fazer.

Percepção que ajuda e salva

Além de proporcionar bem-estar psicológico, os animais também podem ajudar os seres humanos de formas surpreendentes. Pesquisas comprovaram que cães ajudam a detectar cânceres precoces. Por seu olfato apurado, os cachorros descobrem a doença pelo cheiro alterado das pessoas que apenas eles conseguem sentir.

Mas os felinos não ficam atrás. O professor Alberts relata a história de um homem de 60 anos que descobriu estar com um tumor graças a seu gato. De uma hora para a outra, o animal começou a colocar a patinha próxima ao peito do dono e a miar sem parar. Fez isso várias vezes, sempre no mesmo lugar.  “A pessoa ficou cismada, procurou um médico e recebeu o diagnóstico de um tumor que começava a se formar.”

Já especialistas do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França, comprovaram que crianças autistas que passaram a ter um cão ou um gato, quando já tinham mais de cinco anos de idade, têm mais chance de apresentar melhora no relacionamento com outras pessoas se comparadas a outras que já nasceram em lares com a presença algum bicho ou que passaram a vida sem conviver com um.

Lorcan Dillon, um garoto inglês de sete anos, diagnosticado como portador de mutismo seletivo ainda aos três anos de idade, começou a se relacionar melhor com outras pessoas após ganhar uma gata. Sua mãe conta que ele costuma dizer à gata “Eu te amo, Jessy”, fora que a felina participa com ele de atividades e o ajuda a ter mais autoconfiança.

Também não é incomum vermos casos de animais que alertaram seus tutores em casos de incêndios e até em terremotos e tsunamis, como os do Japão. E, assim, conseguiram salvar suas vidas.

Letícia Cristina de Souza Teixeira, aos quatro anos, e sua gata Marie “Cristina” em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), em foto de setembro de 2009. A menina que nasceu com hidrocefalia e faz fisioterapia desde os 4 meses de idade passou a ser mais persistente no tratamento depois que ganhou o bichinho de estimação

FONTE: UOL Notícias Saúde (http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/17/ter-um-animal-de-estimacao-traz-alegria-qualidade-de-vida-e-saude.htm)

 

 

Pequenas, mas perigosas: como eliminar as pulgas do ambiente doméstico


Quem tem animal em casa sabe: os cuidados com a higiene do pet e do ambiente devem levar em conta o surgimento de uma ameaça tão comum e antiga quanto o próprio homem: as famigeradas pulgas. Esses minúsculos insetos pertencem à ordem Siphonaptera, que engloba diversos gêneros (existem cerca de 1.900 espécies conhecidas de pulgas no mundo) e parasitam as mais diversas classes de animais, como mamíferos, aves, etc..

O controle de pulgas é fundamental ao bichinho e para a casa. Fique atento aos sinais de infestação

 

As pulgas mais comuns no ambiente urbano são as dos gatos (Ctenocephalides felis), que também podem infestar cães; as dos cachorros (Ctenocephalis canis) que também podem infestar felinos; e a Pulex irritans – o nome já diz tudo – que tem como hospedeiro preferencial os humanos. Todas podem transmitir doenças sejam leves como reações alérgicas ou graves como a peste bubônica (vetorizada pela espécie Xenopsylla cheopis que parasita roedores).

De acordo com o farmacêutico bioquímico especialista em entomologia urbana e ex-chefe do serviço de desinfestação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Eduardo Joseph Sayegh, as pulgas desenvolvem-se por meio de metamorfose completa, que compreende ovo, larva, pupa e inseto adulto e, por isso, dispõem de vantagens evolutivas que as tornam difíceis de combater. Uma delas é o desenvolvimento condicionado à oferta de alimento, o que lhes confere grande competitividade biológica. “São insetos com muitas ferramentas que permitem a sobrevivência em épocas hostis até que suja um hospedeiro em potencial”, explica Sayegh.

E é ai que mora o perigo: quando se pensa que as pulgas do animal acabaram, ocorre um novo surto. “O controle dos focos é bem complexo e requer uma abordagem coordenada”, recomenda Rosangela Ribeiro, gerente de programas veterinários da WSPA – Sociedade Mundial de Proteção Animal. De acordo com Ribeiro, quando ocorre uma infestação por pulgas, somente 5% dos insetos se encontra no animal, os outros 95% ainda estão na forma de larva, pupa ou ovo no ambiente, onde podem permanecer por meses.  “Tentar controlar a praga somente com o uso de antipulgas não é a melhor estratégia”, completa.

Conheça e combine duas formas de eliminar as pulgas de vez
Combate, etapa 1: ambiente

A eliminação das pulgas deve englobar ações no ambiente, peça chave na erradicação de 95% da infestação. E, acredite, um dos melhores produtos para o controle desses insetos na casa é o aspirador de pó. “Mas atente-se, o eletrodoméstico deve ser de alta potencia e ter no mínimo 1.000 watts”, orienta Eduardo Joseph Sayegh, farmacêutico bioquímico especialista em entomologia urbana .

A pulga adulta coloca muitos ovos por dia que caem em todas as partes da casa, pois não se prendem aos pelos e o aspirador é a maneira mais eficiente de recolhê-los. “Aspire sofás, pisos, a cama do animal, rodapés e frestas, tacos, tapetes, enfim, todos os locais onde o inseto em suas diferentes fases possa estar escondido”, completa o farmacêutico bioquímico.

Ainda de acordo com Sayegh, uma boa prática é a aspersão de inseticida aerossol no saco do aspirador, após o serviço, de maneira a eliminar as pulgas adultas. “Importante é não esquecer de descartar o saco após esse processo”, enfatiza. Quanto aos cobertores e panos usados pelo animal, é recomendável fervê-los por cerca de 10 minutos logo após a lavagem corriqueira.

Em infestações ambientais severas deve-se realizar a dedetização do ambiente com empresas especializadas em controle de pragas urbanas, além de associar controle ambiental e o tratamento simultâneo de todos os animais da casa. A prevenção, no entanto, é simples: observe constantemente o comportamento dos bichinhos e faça uso regular de antipulgas para que o ciclo não recomece. Mantenha o ambiente o mais limpo possível e faça do uso do aspirador de pó um hábito, de duas a três vezes por semana.

Combate, etapa 2: animais

Se você tem mais de um bichinho em casa, trate-os da mesma maneira, mesmo que acredite que apenas um tenha sido infestado. O combate junto aos animais deve ser feito com a utilização de antipulgas com efeito residual (medicamentos aplicados combatem apenas as pulgas adultas), de maneira sistemática e constante. “O primordial é a prevenção, ou seja, aplicar esses produtos todos os meses, já que muitos animais são alérgicos à saliva do inseto”, explica a veterinária Rita Carmona, mestre em dermatologia veterinária pela Universidade de São Paulo.

De fato, existe uma alergia conhecida como DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga), que pode fazer o animal sofrer com coceiras intensas e lesões dermatológicas. “Administre medicamentos antialérgicos para eliminar os sintomas, mas não deixe de combater a causa da alergia, acabando com as pulgas o mais rápido possível”, enfatiza Rosangela Ribeiro, gerente de programas veterinários da WSPA.
As profissionais recomendam a utilização combinada de produtos que matam pulgas adultas com inibidores de crescimentos desses insetos, contidos numa grande parte de preventivos para pulgas disponíveis no mercado. Nos animais, aplique produtos consagrados e de marcas reconhecidas – tipo sprays ou spot on (produto tópico de pingar) – a cada 30 dias. Porém, evite o uso de sabonetes e xampus antipulgas, pois além de ineficazes, não apresentam efeito residual e podem ser tóxicos para filhotes e animais idosos ou debilitados.

Também não é recomendável o uso de talcos antipulgas, pois a ingestão do produto pode causar intoxicação. Nesse quesito, Ribeiro faz um alerta: “nunca use qualquer outro produto que não seja de uso veterinário e jamais aplique nos animais inseticidas para controle ambiental de insetos, como formigas e baratas.” O ideal é sempre consultar um veterinário.

Algumas zoonoses que podem afetar cães e gatos


Sarnas

São minúsculos insetos conhecidos como ácaros. Existem vários tipos de ácaros que normalmente residem nos carpetes, cortinas e outros lugares que possam abrigá-los, mas apenas alguns tipos causam sarna. O insetinho coloniza o folículo piloso e causa grande irritação, por isso os animais se coçam. Na verdade não só os animais, mas as pessoas que pegarem sarna também se coçarão bastante.

O cachorrinho pega sarna de outros cães ou de lugares contaminados.

Além da sarna mais comum, que é a sarcóptica, existe a demodécica, conhecida também como sarna negra e a sarna de ouvido. São ácaros diferentes. A demodécica é a única complicadinha de tratar, pois está mais relacionada a uma deficiência genética que torna o cão indefeso, do que à própria força do ácaro em si; para se ter uma ideia, um cão saudável, mesmo que fique próximo a um cão com sarna negra não a contrai.

Para prevenir as sarnas, mantenha o máximo de higiene nas acomodações do seu animal e evite contato com outros animais não tão bem cuidados. Se você já sabe que seu amigo está com sarna, evite deixá-lo no colo e lave sempre a mão após lidar com ele. Para tratar animais com sarna, você precisa de ajuda de um veterinário. Nem tudo que coça é sarna. Alergias também coçam, e o tratamento é diferente. Automedicação ou auxílio de curiosos também é prejudicial. Medicamentos contra a sarna são inseticidas e podem ser perigosos se usados de forma errada, principalmente em animais jovens e gatos.

 

Micoses

Diferente das sarnas, as micoses são causadas por fungos patogênicos. Normalmente são mais frequentes em épocas quentes e úmidas. Nem sempre coçam, mas caem muitos pelos, deixando áreas alopécicas (sem pelos) em várias partes do corpo.

 

Verminoses

Muito importante prevenir, pois são muito comuns, e as pessoas podem se contaminar. Os vermes são parasitas que habitam principalmente o intestino de cães e gatos. Ocasionam má absorção do alimento e diarreias. Filhotinhos com muitos vermes correm, inclusive risco de morte.

Os vermes podem ser contraídos pelos fi lhotes, ainda no útero materno, por isso as futuras mamães devem ser vermifugadas. Os cães podem também contrair vermes ao lamberem o próprio corpo, lamberem o chão, beberem água contaminada, engolirem pulgas ou pisarem em terrenos contaminados. Os vermes eliminam seus ovos pelas fezes dos cães e gatos, daí não preciso nem falar da importância da correta higiene de nossa casa e quintal, e que não devemos andar descalços por onde eles defecam.

Também é muito importante lavar sempre a mão depois de lidar com eles. As pessoas também podem contrair vermes. Por alimento contaminado, verduras e carnes malpassadas. Quando um verme está alojado no intestino de uma pessoa, é ruim, mas não é grave. O problema é quando vai parar em outros lugares do corpo, aí fica perigoso. Mas a prevenção é muito, muito simples.

Vermifugue seu amigo diversas vezes durante a infância dele. Depois de adulto, continue vermifugando periodicamente, no mínimo de seis em seis meses, ou sempre que retornar de áreas rurais ou de passeios em lugares de terra ou mato. Já na praia existe outro tipo de verme, transmitido por um pernilongo e que se aloja no coração dos cães, é a dirofi lária. Se você pretende levar seu cão a áreas de litoral, avise sempre seu veterinário, para receber orientação sobre como proceder a prevenção.

 

Toxoplasmose

Outro tipo de parasita intestinal, causado por um protozoário, mais comum nos gatos. Normalmente não é muito perigoso aos gatos e pessoas, exceto às mulheres grávidas em início de gestação. Uma mulher que já teve gatos durante a vida toda, provavelmente já terá tido contato com o toxoplasma e nem fi cou sabendo disso, por ser assintomático, mas se você é mulher, nunca teve gatos e acabou de engravidar, não é o melhor momento de ganhar um bichano, a não ser de pelúcia.

 

Febre maculosa ou febre do carrapato

Doença pouco comum no Brasil, mas ganhou a mídia nos anos de 2005/2006 quando apareceram supostos casos na região da Grande São Paulo. Causada por uma rikétsia (parente das bactérias), transmitida pelos carrapatos e que pode infectar as pessoas causando uma febre que pode ser fatal. Não é comum acontecer, mas ilustra bem o porquê devemos eliminar os carrapatos de nossos amigos.

Prevenção: banhos frequentes, examinando bem o cão, limpeza rigorosa das instalações e medicação contra carrapatos, no chão e no animal, sempre que encontrar algum carrapatinho. Converse sempre com seu veterinário, que vai indicar o medicamento mais apropriado e seguro.

Texto retirado do livro: “Como cuidar de seu cão e gato de fora responsável”
Veterinário Wilson Grassi