Depressão em Animais


Os cães podem sofrer de distúrbios de humor associados à depressão, assim como os seres humanos. Mas por que isso acontece? Como diagnosticar? Qual é a solução?
Alterações no ambiente são uma das principais causas

A depressão nos cães geralmente é resultado de uma situação traumática. Mudanças repentinas podem levar a essa condição: a chegada de outro cão ou de um bebê, mudança de residência, alteração na rotina do dono, morte de outro animal de estimação ou de um membro da família, situações estressantes como uma briga com outro cachorro e até mesmo alterações no clima, como a chegada do inverno.
Além disso, a depressão também pode estar relacionada às decisões dos donos em relação aos animais de estimação, como a superproteção, a falta de estímulo à socialização com outros cães e à prática de exercícios. Esses comportamentos mostram a falta de um bom direcionamento por parte do dono e podem causar doenças mentais que levam ao o mau comportamento e à depressão.
Comportamentos que permitem identificar o problema
Assim como os seres humanos, os cães costumam mostrar sinais de depressão. Os sintomas, no entanto, nem sempre são fáceis de identificar e podem ser confundidos com cansaço ou tédio, desviando a atenção de um problema mais grave e profundo.
Entre os comportamentos que permitem identificar o problema, podemos mencionar:
Falta de interação com outros cães e inatividade em casa ou em locais públicos: animais deprimidos podem deixar de socializar com outros animais e se afastar sem dar atenção às insistentes provocações para brincar.
Isso pode estar associado a outro sintoma, a inatividade, já que os cães nesse estado costumam ter falta de interesse em atividades como correr ou passear. Além disso, podemos notar que seus movimentos são mais lentos que o habitual.
Mudança de apetite: o cão deprimido costuma exteriorizar o problema alterando seus hábitos alimentares. Ele pode deixar de comer ou comer demais, aumentando repentinamente de peso.
Alterações no sono: os cães deprimidos geralmente dormem mais. Outros ficam mais nervosos e inquietos, o que os impede de pegar no sono.
Comportamentos estranhos: o cão também pode apresentar comportamentos fora do normal, como gemer e choramingar com frequência, ficar nervoso, indo de um lado para o outro, apegar-se excessivamente ao dono ou ficar escondido durante horas. Em casos mais graves, pode apresentar comportamentos autodestrutivos, como bater contra a parede, automutilar-se ou parar de comer.

Fazer um charme é comigo mesmo...

Dicas para enfrentar a depressão

Quando o cão apresenta com frequência algum desses sintomas, o primeiro passo consiste em consultar um veterinário para identificar o problema. Os comportamentos mencionados podem ser consequência de algum problema físico e não estar necessariamente relacionados à depressão.
Se, após a consulta, as suspeitas recaírem sobre um distúrbio de humor, é importante identificar as causas do problema. Depois desse passo, é possível tomar algumas ações, dependendo do conflito que causou a depressão.
Dedicar mais tempo ao cão e mantê-lo ocupado. Se a causa do distúrbio é uma alteração no ambiente, como uma mudança de residência ou modificação nos horários do dono, a melhor saída é destinar um período do dia para passear com o cachorro. Isso ajuda na estimulação mental.
Durante esse processo, é fundamental manter o cão exercitado e ocupado. Por isso, uma boa estratégia é acompanhá-lo em suas brincadeiras ou atividades favoritas. Além de dedicar mais tempo ao cão, é possível incluir brinquedos interativos para as horas em que não houver ninguém em casa. Isso vai permitir que ele se distraia e brinque por conta própria.
Um aspecto muito importante é evitar estimular constantemente um cão deprimido com prêmios ou petiscos. Ele pode entender que está sendo recompensado por apresentar esse comportamento negativo.
Socializar com outros cães: quando a depressão ocorre pela perda de um companheiro canino, o ideal é levá-lo com frequência a um parque para que ele socialize com outros cães. Também deve-se considerar a possibilidade de ter mais um animal de estimação em casa. Isso deve ser feito com cuidado, já que o cão pode se sentir deslocado.
Medicamentos, sim ou não? Quando os métodos descritos não funcionarem, os medicamentos são uma solução possível, sobretudo se a depressão for causada por um desequilíbrio químico. O uso de medicamentos, no entanto, sempre deve ser considerado como última opção, prescrito e acompanhado por um profissional.
Por Paula Rizzi
Animal Planet

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Fenobarbital


EMPREGO DO FENOBARBITAL NO CONTROLE DA EPILEPSIA CANINA

Resumo e atualização do trabalho de autoria de
Mônica Vicky Bahr Arias & Otávio Pedro Neto, publicado na revista Clínica Veterinária. , p.25 – 28, 1999
Fonte:
Um dos problemas mais comuns no tratamento da epilepsia canina é o uso inadequado de anticonvulsivantes para esta espécie. Algumas fármacos utilizados em seres humanos são metabolizados tão rapidamente pelos cães que a concentração sérica terapêutica não pode ser alcançada. Poucas medicações eficazes em seres humanos podem ser usadas em cães, sendo o fenobarbital o mais indicado. O problema mais comum com uso do fenobarbital é a subdose, que ocorre pelo receio de causar efeitos colaterais como sedação e hepatotoxicidade. Só se obtém o controle das convulsões quando a concentração sérica do medicamento é consistentemente mantida dentro do nível sérico adequado, o que está relacionado à meia vida do fármaco em questão. Ainda, a meia vida difere consideravelmente entre as várias espécies, o que torna muitos anticonvulsivantes utilizados em humanos inapropriados para uso em cães.
Sob o nome barbitúrico, há uma gama de substâncias depressoras do sistema nervoso central com propriedades farmacológicas semelhantes, porém, diferentes entre si na duração e rapidez de sua ação, bem como em sua potência. O ácido barbitúrico ou 2,4,6-trioxo-hexa-hidropirimidina origina a fórmula dos compostos mais propriamente chamados barbitúricos ou oxi-barbitúricos dos quais, os que tem o substituto 5-fenil possuem uma atividade seletiva anticonvulsivante. Neste grupo, encontra-se ofenobarbital, um dos primeiros barbitúricos a ser desenvolvido e reconhecido por sua atividade anticonvulsivante. É uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação. A despeito do surgimento de novos antiepilépticos, permanece como fármaco de primeira escolha em cães e gatos. Controla as convulsões em 60-80% dos cães epilépticos, se a concentração sérica for mantida dentro da faixa adequada. A sua ação decorre da elevação do limiar convulsivo e facilitação da inibição sináptica mediada pelo ácido gama amino butírico, reduzindo a excitabilidade neuronal. Também inibe a difusão do foco epiléptico para outras áreas encefálicas, reduz a intensidade das convulsões, diminui sua duração e freqüência, prevenindo efeitos colaterais como degeneração ou morte neuronal decorrentes de atividade convulsiva repetida.
Devido à sua meia vida longa (40-90 horas), são necessários 8 a 18 dias para se alcançar um nível sérico estável (entre 20 e 45 mg/ml). Para que isto ocorra, deve ser administrado a cada 12 horas na maioria dos cães. Nos 18 dias subseqüentes ao início do tratamento e após cada ajuste na dose o paciente ainda pode apresentar convulsões porque a concentração sérica terapêutica pode não ter sido atingida.
Seu uso produz menos efeitos colaterais e menor toxicidade do que outros anticonvulsivantes. Mesmo quando utilizado em doses altas, dificilmente ocorre indução de hepatotoxicidade, que aparentemente só ocorre se a concentração sérica for mantida acima do limite máximo por períodos prolongados. O fenobarbital causa um aumento inespecífico da fosfatase alcalina, da alanina aminotransferase e da glutamato desidrogenase em 50% dos pacientes. Este aumento não está associado a lesões estruturais hepáticas. Relata-se lesão hepática grave em decorrência da terapia crônica em apenas 6% a 14,6% dos cães. Nestes casos além do aumento das enzimas, observa-se diminuição da albumina, uréia e colesterol. Frente a estas alterações, devem ser realizados também testes de função hepática, como por exemplo ácidos biliares séricos. A incidência de toxicidade hepática é reduzida evitando-se o uso concomitante de fármacos metabolizadas pelo fígado e monitorando-se o paciente a cada 4-6 meses. Apesar do potencial para ocorrência de hepatotoxicidade, o benefício obtido com o controle das convulsões claramente suplanta os possíveis efeitos deletérios do fenobarbital.
Outros efeitos colaterais como sedação, ataxia, poliúria, polidipsia, polifagia, ganho de peso corpóreo e ocasionalmente nistagmo são temporários e usualmente desaparecem uma vez que o nível sérico seja estabilizado, uma a duas semanas após o início da terapia. Caso isto não ocorra, recomenda-se a diminuição da dose. Existem ainda alguns relatos de discrasias sangüíneas, como por exemplo trombocitopenia e neutropenia, reversíveis após a interrupção do tratamento.
O fenobarbital acelera a atividade das enzimas microssomais hepáticas, o que parece estar relacionado à dose utilizada. Portanto, após uso prolongado, aumenta a velocidade de eliminação de fármacos metabolizados pelo fígado, assim como sua própria taxa metabólica, ocorrendo a diminuição de sua concentração sérica. Em alguns pacientes existe a necessidade de aumentar a dose ou a freqüência de administração para manter a ação terapêutica, porém a monitorização da concentração sérica deve ser utilizada para guiar esta conduta. Por outro lado, fármacos que inibam o metabolismo enzimático hepático podem prejudicar o tratamento. Assim a administração de cimetidina, cloranfenicol e cetoconazol podem aumentar a concentração sérica de fenobarbital, o que poderia ocasionar toxicidade.
O objetivo do tratamento é diminuir a frequência e a intensidade das convulsões a um nível suportável para o proprietário e para o paciente. O tratamento, uma vez iniciado, deverá persistir durante toda a vida do animal, com administração diária dos medicamentos. A retirada abrupta da medicação pode precipitar convulsões mais intensas do que as que ocorriam inicialmente. A necessidade de administração diária deve ser enfatizada ao proprietário e sua motivação avaliada antes da decisão de iniciar a terapia.
A dose varia de acordo com a espécie. Em cães as doses iniciais recomendadas variam de 1,5–5,0 mg/kg a cada 12 horas. Caso não haja controle adequado das convulsões, deve-se aumentar a dose gradativamente. Lembrar, porém que após cada aumento de dose são necessários pelo menos 10 –15 dias para que se obtenha o nível sérico e o efeito desejados. Em filhotes, a meia vida pode ser mais curta, havendo necessidade de administração da fármaco a cada 8 horas. Ocasionalmente, o paciente pode se mostrar hiperativo durante a fase inicial do tratamento, porém este efeito é suprimido aumentando-se a dose. Deve ser explicado ao proprietário que podem ser necessárias várias semanas de terapia para que concentrações terapêuticas sejam alcançadas e durante este período pode persistir a atividade convulsiva.
Devido à baixa solubilidade em lipídios, quando aplicado pela via intravenosa demora 15 a 20 minutos para penetrar no sistema nervoso central, levando portanto 20 a 30 minutos para controlar uma crise convulsiva. Assim, nos casos de “status epiléptico” recomenda-se a administração de diazepam, que atua em 2-3 minutos, seguido pela administração de fenobarbital em doses fracionadas de 3 mg/kg a cada hora, até que uma dose total de 15 mg/kg tenha sido administrada. O paciente deve ser monitorado, devido a possibilidade de ocorrência de depressão cárdio-respiratória. A incidência desta alteração diminui se o fenobarbital for administrado pela via intramuscular. Após o controle do “status epiléptico”, a administração deve ser mantida a cada 12 horas, na dose de 2,0-4,0 mg/kg, , até que o paciente esteja apto a receber a medicação pela via oral.
MONITORIZAÇÃO DO TRATAMENTO

controle da atividade convulsiva e a toxicidade de um anticonvulsivante não são determinados pela dose fornecida mas sim pela medição de sua concentração sérica. Este exame é o método ideal para assegurar o controle adequado das convulsões, detectando subdoses e diminuindo a ocorrência de toxicidade, sendo o substituto ideal para o critério clínico. A concentração sérica do fenobarbital só pode ser medida após a obtenção de níveis séricos estáveis, aproximadamente 14 dias após o início do tratamento ou da alteração da dose. Este exame deve ainda ser realizado a cada quatro ou seis meses em terapias prolongadas; imediatamente após qualquer atividade convulsiva em animais tratados regularmente; após alterações na dose; quando ocorrer doença sistêmica simultaneamente ou possibilidade de interações com outras fármacos; quando houver sinais de toxicidade, ou quando suspeitar-se de administração inadequada do medicamento. Este procedimento auxilia na determinação da dose mínima necessária que proporcione concentrações séricas terapêuticas.
A concentração sérica do fenobarbital em animais que recebem a medicação regularmente apresenta flutuações, se mantendo porém acima de um valor mínimo. Assim, para a descrição da variação da concentração sérica do fenobarbital deveriam ser coletadas 6 amostras em um período de 24 horas. Clinicamente, porém, esta avaliação pode ser feita com uma dosagem. A amostra é coletada imediatamente antes da administração da segunda dose (11-12 horas após a primeira dose), quando a concentração cai em seu nível mínimo. Caso o nível sérico de fenobarbital esteja abaixo dos valores recomendados, é necessário um ajuste na dose, que pode ser estimado através da seguinte fórmula

Nova dose = velha dose x concentração sérica desejada / Concentração sérica medida

As convulsões só podem ser consideradas refratárias ao fenobarbital quando o nível sérico terapêutico máximo for obtido e o animal ainda apresentar convulsões. Outras causas de falha no tratamento devem ser descartadas, inclusive falha no diagnóstico. Considerar a utilização de um segundo anticonvulsivante somente após esgotar as possibilidades com o fenobarbital. Se esta necessidade for comprovada, é importante ressaltar que a terapia jamais deve ser cessada subitamente, devido ao risco do desenvolvimento de “status epiléptico” grave. Assim, o próximo passo é a adição de um segundo anticonvulsivante, sendo o brometo de potássio o mais indicado, reduzindo-se então o fenobarbital gradativamente.
Nenhum outro anticonvulsivante foi estudado tão extensamente em cães a ponto de ser considerado tão eficaz e seguro no tratamento da epilepsia canina como o fenobarbital.Como a concentração sérica não pode ser prevista com base na dose administrada e como o efeito terapêutico é função da concentração sérica, este exame deve se tornar rotina na clínica veterinária, para que o regime terapêutico seja corretamente estabelecido. A obtenção dos níveis séricos adequados reduz a necessidade de combinações de fármacos anticonvulsivantes, prática esta que deve ser reservada aos cães comprovadamente resistentes ao fenobarbital.

Link para laboratório que faz dosagem sérica:

Tratamento para controle de convulsão canina


Conforme escrevi aqui no mês de maio, o Oliver, meu Golden Retriever mais velho, começou a ter crises convulsivas. A primeira, mais forte delas, foi no dia 26/04, e durou cerca de dois minutos. Ele se debateu, a boca travou e espumou, os olhos ficaram vidrados e ele perdeu o controle urinário. A crise aconteceu por volta das duas horas da manhã e como ele tem o costume de dormir dentro do meu quarto, meu susto foi muito grande. Primeiro, por eu ter acordado com o barulho dele se debatendo e até entender o que estava acontecendo, com o quarto escuro, foi bem complicado. Depois, por vê-lo naquela situação, sem saber exatamente o que estava acontecendo e o que fazer. Lembro que mantive a calma, tentei segurá-lo para evitar que se machucasse e ao mesmo tempo fui verificando algumas coisas que imaginei que poderiam ter causado isso… até mesmo algum machucado ou picada de animal peçonhento. Passada a crise, ele se levantou com alguma dificuldade, demorou um pouco a me reconhecer e ficou extramente agitado, andado de um lado para o outro durante horas seguidas…

Levei-o então para uma consulta veterinária, onde foram feitos diversos exames de sangue, que descartaram alterações ou problemas que pudessem ser identificado nos exames. Partimos então para o tratamento contra epilepsia. Nesse meio tempo, ele teve outra crise, um pouco mais branda, com duração de 1 minuto aproximadamente.

O tratamento do Oliver é feito à base de Fenobarbital (Gardenal). Ele toma 01 comprimido a cada 12 horas, na dosagem indicada pelo veterinário. Pude observar alguns efeitos colaterais, sendo o principal deles a perda em alguns momentos da coordenação motora. Ele dá pequenos solavancos, perde o equilíbrio e esbarra em alguns objetos. Isso é bem nítido porque o Oliver sempre foi muito ágil e esperto. Essa era uma das principais características dele. É bem triste vê-lo assim, mas acho que esse efeito colateral ainda é bem melhor do que as crises que ela tinha.

Na verdade, ele teve mais duas pequenas convulsões depois que iniciou o tratamento. Mas comparadas às primeiras, foram muito mais brandas, sendo que ele não chegou a se debater. Apenas parou por alguns segundos, babou um pouco, perdeu o equilíbrio, mas recuperou logo em seguida.

Em relação ao Fenobarbital, vou postar algumas informações que pesquisei para quem quiser se informar mais a respeito.

 

Algumas zoonoses que podem afetar cães e gatos


Sarnas

São minúsculos insetos conhecidos como ácaros. Existem vários tipos de ácaros que normalmente residem nos carpetes, cortinas e outros lugares que possam abrigá-los, mas apenas alguns tipos causam sarna. O insetinho coloniza o folículo piloso e causa grande irritação, por isso os animais se coçam. Na verdade não só os animais, mas as pessoas que pegarem sarna também se coçarão bastante.

O cachorrinho pega sarna de outros cães ou de lugares contaminados.

Além da sarna mais comum, que é a sarcóptica, existe a demodécica, conhecida também como sarna negra e a sarna de ouvido. São ácaros diferentes. A demodécica é a única complicadinha de tratar, pois está mais relacionada a uma deficiência genética que torna o cão indefeso, do que à própria força do ácaro em si; para se ter uma ideia, um cão saudável, mesmo que fique próximo a um cão com sarna negra não a contrai.

Para prevenir as sarnas, mantenha o máximo de higiene nas acomodações do seu animal e evite contato com outros animais não tão bem cuidados. Se você já sabe que seu amigo está com sarna, evite deixá-lo no colo e lave sempre a mão após lidar com ele. Para tratar animais com sarna, você precisa de ajuda de um veterinário. Nem tudo que coça é sarna. Alergias também coçam, e o tratamento é diferente. Automedicação ou auxílio de curiosos também é prejudicial. Medicamentos contra a sarna são inseticidas e podem ser perigosos se usados de forma errada, principalmente em animais jovens e gatos.

 

Micoses

Diferente das sarnas, as micoses são causadas por fungos patogênicos. Normalmente são mais frequentes em épocas quentes e úmidas. Nem sempre coçam, mas caem muitos pelos, deixando áreas alopécicas (sem pelos) em várias partes do corpo.

 

Verminoses

Muito importante prevenir, pois são muito comuns, e as pessoas podem se contaminar. Os vermes são parasitas que habitam principalmente o intestino de cães e gatos. Ocasionam má absorção do alimento e diarreias. Filhotinhos com muitos vermes correm, inclusive risco de morte.

Os vermes podem ser contraídos pelos fi lhotes, ainda no útero materno, por isso as futuras mamães devem ser vermifugadas. Os cães podem também contrair vermes ao lamberem o próprio corpo, lamberem o chão, beberem água contaminada, engolirem pulgas ou pisarem em terrenos contaminados. Os vermes eliminam seus ovos pelas fezes dos cães e gatos, daí não preciso nem falar da importância da correta higiene de nossa casa e quintal, e que não devemos andar descalços por onde eles defecam.

Também é muito importante lavar sempre a mão depois de lidar com eles. As pessoas também podem contrair vermes. Por alimento contaminado, verduras e carnes malpassadas. Quando um verme está alojado no intestino de uma pessoa, é ruim, mas não é grave. O problema é quando vai parar em outros lugares do corpo, aí fica perigoso. Mas a prevenção é muito, muito simples.

Vermifugue seu amigo diversas vezes durante a infância dele. Depois de adulto, continue vermifugando periodicamente, no mínimo de seis em seis meses, ou sempre que retornar de áreas rurais ou de passeios em lugares de terra ou mato. Já na praia existe outro tipo de verme, transmitido por um pernilongo e que se aloja no coração dos cães, é a dirofi lária. Se você pretende levar seu cão a áreas de litoral, avise sempre seu veterinário, para receber orientação sobre como proceder a prevenção.

 

Toxoplasmose

Outro tipo de parasita intestinal, causado por um protozoário, mais comum nos gatos. Normalmente não é muito perigoso aos gatos e pessoas, exceto às mulheres grávidas em início de gestação. Uma mulher que já teve gatos durante a vida toda, provavelmente já terá tido contato com o toxoplasma e nem fi cou sabendo disso, por ser assintomático, mas se você é mulher, nunca teve gatos e acabou de engravidar, não é o melhor momento de ganhar um bichano, a não ser de pelúcia.

 

Febre maculosa ou febre do carrapato

Doença pouco comum no Brasil, mas ganhou a mídia nos anos de 2005/2006 quando apareceram supostos casos na região da Grande São Paulo. Causada por uma rikétsia (parente das bactérias), transmitida pelos carrapatos e que pode infectar as pessoas causando uma febre que pode ser fatal. Não é comum acontecer, mas ilustra bem o porquê devemos eliminar os carrapatos de nossos amigos.

Prevenção: banhos frequentes, examinando bem o cão, limpeza rigorosa das instalações e medicação contra carrapatos, no chão e no animal, sempre que encontrar algum carrapatinho. Converse sempre com seu veterinário, que vai indicar o medicamento mais apropriado e seguro.

Texto retirado do livro: “Como cuidar de seu cão e gato de fora responsável”
Veterinário Wilson Grassi

Convulsão Canina


Olá Pessoal.

Hoje resolvi colocar um post aqui no blog falando a respeito de convulsão canina porque, infelizmente, o Oliver, meu Golden Retriever, sofreu uma. Na verdade, hoje foi a segunda crise que ele teve, que durou em torno de 1 minuto (foi mais rápida que a primeira).

Para quem nunca tinha visto um cão sofrer uma convulsão, é algo realmente aterrorizante. As crises dele foram durante a madrugada e acordar com o cão se debatendo, de repente, com o quarto todo escuro, é algo que já assusta. Na primeira vez foi bem complicado porque eu não tinha idéia do que estava acontecendo. Imaginei que algum animal peçonhento poderia tê-lo picado ou que ele estivesse tendo um ataque do coração. É tudo muito rápido e intenso…

Bom, passado o susto, fui pesquisar e descobri que a convulsão em cães é mais comum do que imaginamos, infelizmente. Muitos cães sofrem com isso e as causas podem ser variadas, passando pode epilepsia até intoxicação por alimentos ou produtos químicos.

Portanto, quero compartilhar com vocês minha experiência, falando que o mais importante diante de uma situação dessas é manter a calma, observar o cão e tentar protegê-lo para não se machucar enquanto está se debatendo e trazer alguma informação útil e esclarecedora.

Convulsão em cachorros: como agir

 

“A convulsão pode acusar muitas doenças, e não só epilepsia, em seu cachorro. Nessa hora de tanto tremor, que não é brinquedo, veja como agir.”

Para alguns bichos, não precisa muito para o cérebro entrar em pane. Basta um susto provocado por rojões, trovões ou uma superagitação dentro de casa para que o animal sofra uma intensa descarga elétrica na massa cinzenta. Daí, começa a tremer, salivar e se comportar de maneira assustadora aos olhos do dono. Essa é a descrição de uma crise convulsiva.

Por trás da reação, há uma série de causas — um trauma na cabeça, uma intoxicação por produto químico, a falta de glicose no sangue, mais frequente em filhotes e cães diabéticos, ou ainda um tumor cerebral ou uma doença congênita como a epilepsia. “O pior é que não há jeito de prever uma crise, porque não há exames que detectam isso antecipadamente”, diz o veterinário Paulo Salzo, da Universidade Metodista, em São Paulo. Se acontecer na sua casa, a dica é: assim que o animal parar de convulsionar — e uma baita convulsão dura no máximo cinco minutos —, leve-o ao especialista para investigar o que causou o curto-circuito cerebral. Lembre-se de relatar se o bicho comeu algo diferente, se ingeriu algum produto químico, se levou um tombo… Toda informação é preciosa.

Raças como pastor alemão, poodle, labrador, pit bull e husk siberiano têm maior predisposição à epilepsia. Para ajudar no diagnóstico, vale tentar ver se os pais do seu cachorro não eram epiléticos, já que a doença é hereditária. Descartada essa hipótese específica, a crise pode alertar para outros males. E, aí, vários exames são necessários. Os de sangue, por exemplo, podem acusar uma hipoglicemia.

“Seja qual for a causa, o tratamento desse transtorno tem que começar pelo uso de anticonvulsivantes, remédios que irão normalizar as ondas cerebrais e que existem na forma de comprimidos, xaropes ou gotas. A escolha, no caso, dependerá da aceitação do animal”, explica o veterinário Marcelo Quinzani, do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo.

Se for constatada a epilepsia, o tratamento anticonvulsivante seguirá para o restante da vida. Se for descoberta a hipoglicemia, o remédio deverá ser associado a outro para manter as taxas de açúcar na circulação em ordem e evitar novas convulsões.

“De qualquer maneira, a supervisão de um profissional deverá ser intensificada”, alerta Salzo. Recomenda-se levar o cachorro que já convulsionou para uma consulta a cada seis meses. Em cada visita, o profissional irá reavaliar a dosagem do anticonvulsivante no caso da epilepsia, por exemplo. Sem contar que, com o passar dos anos, sujeito à medicação diária, o bicho pode ter efeitos colaterais como aumento de peso e problemas no fígado — e o veterinário estará de olho nisso.

Seja Solidário

Saiba como cuidar do cachorro durante uma crise de convulsão

ANTES

Ansiedade e pupilas dilatadas podem acusar que uma crise convulsiva está chegando. Mudança repentina de comportamento, como dormir mais, comer muito ou deixar de ter apetite, também é um alerta. “Se o animal já convulsionou antes, sinais assim indicam para levá-lo ao veterinário depressa”, recomenda Quinzani. “A dose de medicamento, então, poderá ser ajustada.”

DURANTE

Quando o curto começa, o bicho sofre perda de consciência ou foca em um único ponto, correndo atrás do próprio rabo, por exemplo. Tremores, salivação, descontrole de urina e fezes e movimentos de perna são outros sinais. As crises duram de 20 segundos a um minuto, em média. Se não cessar em 5 minutos, encaminhe-o imediatamente ao pronto-socorro veterinário.

DEPOIS

O cão fica muito cansado por causa da intensidade do choque. Por isso é normal que permaneça um bom tempo quieto. Deixe-o em um local silencioso e confortável. Se ele quiser comer e beber, facilite o acesso.

Quadros de convulsões. Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães

Não entre em pânico se o cão tiver um ataque, pois a maioria das convulsões não é fatal. Evite-o apenas se estiver em uma área que exista hidrofobia (a famosa raiva) e você não sabe se ele foi vacinado.

1. Os cães raramente se asfixiam com a língua. Evite colocar os dedos perto da boca do cão a menos que seja absolutamente necessário. Raças com caras achatadas como os pugs e boston terries podem asfixiar-se com a língua, de modo que devem ser vigiados atentamente. Se o cão ficar inconsciente, puxe a língua para fora e, se necessário, faça respiração artificial.

2. Se o cão estiver tendo uma convulsão leve, chame a atenção dele; essa medida poderá evitar que um ataque completo se desenvolva.

3. Se o ataque for total, consiga um cobertor ou algumas almofadas. Afaste o cão de objetos nos quais possa se machucar e, se o ataque durar mais de 1 minuto, envolva o cão num cobertor ou cerque-o com almofadas a fim de protegê-lo. Descubra-o mais tarde, pois deixá-lo coberto poderá causar hipertermia (elevação da temperatura corporal – dependendo do caso, o cachorro poderá vir a óbito, fique esperto!).

4. Se o ataque parar dentro de 4 minutos, reduza o som (os barulhos alheios) e a luz e fale suave e tranquilizadoramente com o cão. Mantenha outros cães afastados.

5. Se o ataque perdurar por mais tempo, leve o cão imediatamente ao veterinário. Não o envolva firmemente em um cobertor durante o trajeto, pois essa medida poderá causar hipertermia.

6. Registre o tempo de duração do ataque e o que o cão fazia antes de ele acontecer, pois isso ajudará o diagnóstico no caso de ocorrerem outros ataques. (Se possível, é claro!)

Quadros de convulsões. Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães

Cuidado com a Leptospirose


Essa doença é grave.

Muitos cães a contraem, alguns morrem, alguns sobrevivem. Muitos homens também a contraem. O reservatório da leptospirose é o rato. Durante a noite, quando todos dormem, inclusive os cães, os ratos saem para conseguir comida. Comem, bebem e urinam nas vasilhas de água e comida dos cães. No dia seguinte, o cachorro bebe a água e se contamina. Dias depois começa a ficar triste e amarelo. Os gatos não contraem a lepto, deve ser coisa da seleção natural das espécies, por isso podem caçar os ratos.

Os cães eliminam as leptospiras pela urina, por isso devemos ter muito cuidado ao lidar com a urina de cães doentes. Use sempre luvas e não ande descalço pelo quintal onde tem ratos ou cachorro com suspeita de “doença do rato”. Lave tudo com cloro. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, os casos de seres humanos com lepto se devem sempre ao contato com urina de ratos, principalmente nas enchentes, e não ao contato com os cães.

Ficou preocupado? Não é para menos, mas a prevenção nos cães é muito, muito fácil. Já sabe, não é? Vacinação. Embora teoricamente existam dezenas de tipos de leptospirose, e as vacinas protejam contra dois ou quatro tipos apenas, em mais de 15 anos de profissão, eu nunca vi um cachorro corretamente vacinado contrair essa doença; portanto, vacine e fique tranquilo quanto à saúde de seu amigo.

Já quanto aos ratos, realmente, ninguém quer os ratos por perto. Um dos recursos usados contra os roedores é o terrível chumbinho. O chumbinho é um produto químico usado na agricultura e que é improvisado como veneno contra ratos. Isso é legal? Não! Não é legal por vários motivos: primeiro porque é proibido o comércio de chumbinho nas cidades, como veneno contra rato. Portanto, quem vende chumbinho está contra a Lei. Fora isso, o chumbinho é extremamente perigoso para crianças e animais domésticos. É muito comum no meu consultório, às vezes, até diariamente, atendermos cães e gatos envenenados acidentalmente por chumbinho. Alguns salvamos, outros perdemos. Do mesmo jeito que o chumbinho mata os animais, pode matar uma criança que por inocência pode colocá-lo na boca. Ou seja, o chumbinho pode ser fatal para cães, gatos e crianças, mas não é realmente efetivo contra os ratos, pois estes percebem quando um rato morre envenenado, e os outros do grupo não caem na mesma armadilha. Para se livrar da companhia indesejável dos ratos, saiba que eles precisam de quatro “As”: Abrigo, Acesso, Alimento e Água. Antes de usar veneno, veja se você não está deixando disponível no seu quintal o que o rato quer. Retire o alimento e a água dos cães durante a noite. Guarde o lixo em lugares apropriados e não acessíveis aos ratos. Não deixe acumular entulhos ou objetos que sirvam de esconderijo aos roedores. Prime pela limpeza do seu quintal. Vede ou dificulte os caminhos por onde eles possam passear.

Fazendo tudo isso e orientando seus vizinhos a fazerem o mesmo, você pode ter bons resultados, sem colocar ninguém em risco nem ir contra a Lei.

FONTE: Veterinário Wilson Grassi

Dermatite Canina


A dermatite canina é o segundo distúrbio cutâneo alérgico mais comum, sendo menos freqüente apenas que a dermatite alérgica à picada de pulgas. Algumas raças são mais predispostas a desenvolverem a dermatite atópica como Shar Pei, West Highland White Terrier, Scoth Terrier, Lhasa Apso, Shih Tzu, Fox Terrier de Pêlo Duro, Dálmata, Pug, Setter Irlandês, Boston Terrier, Golden Retriever, Boxer, Setter Inglês, Labrador, Schnauzer Miniatura, Pastor Belga e Buldog Inglês. A DAC também pode acometer cães mestiços.

A idade em que os sinais clínicos se iniciam varia de seis meses a sete anos, sendo que, cerca de 70% dos cães desenvolvem o problema entre 1 e 3 anos de idade. Entretanto, Shar Peis, Akitas e Golden Retrievers podem ocasionalmente apresentar atopia antes dos 6 meses de idade.

Os sinais clínicos iniciais podem manifestar-se em determinada época do ano, dividindo a DAC em sazonal e não sazonal. Nos Estados Unidos, cerca de 80% doas cães com atopia sazonal manifestam sinais clínicos iniciais no período da primavera ao outono e 20% apresentam sintomatologia no inverno. Eventualmente, alguns cães desenvolvem a forma de atopia não sazonal, na qual o prurido ocorre durante todo o ano, porém, há agravamento dos sinais nos meses mais quentes. Nesses cães, a doença tende a se tornar mais crônica.

As dermatites têm origens variadas e o tratamento depende dos agentes causadores. Fungos e bactérias estão entre os mais comuns causadores de dermatites. Alguns animais podem desenvolver reações alérgicas como a alergia à picada de pulgas e com isso provocar uma reação nos locais da picada, gerando uma dermatite. Mas outras doenças também podem provocar dermatite como as doenças de origem endócrina como o Hipotireoidismo.

A umidade na pelagem e a falta de ventilação da pele é uma das causas mais comum de dermatite em cães. Neste caso, as bactérias e os fungos encontram condições de se desenvolverem e assim provocam uma inflamação. O cão, principalmente, começa a se coçar e ai acaba lesando ainda mais a pele, o que provocará uma piora do quadro.

Os animais de pelagem longa têm que ser escovados rotineiramente a fim de que permitam a aeração da pele. A utilização de roupas continuamente também estimula a fermentação e o desenvolvimento de dermatites.

Sempre que banhar o seu animal tenha certeza de que secou muito bem a pelagem. Animais de pelagem longa precisam ser secos com secador elétrico (isso é essencial). A umidade certamente favorecerá a fermentação e a produção de odor (cheiro de cachorro molhado).

Existe também a dermatite psicossomática, ou seja, causada por um distúrbio emocional do animal. Isso acontece muito quando o cão se sente sozinho ou passa por algum stress. Geralmente, começa a lamber alguma parte do corpo, até que esse ato provoque lesões na pele.

O Oliver apresentou uma dermatite quando ainda era filhote. Depois disso, nunca mais teve nenhuma reação. Por outro lado, o Ja Rule apresenta ciclos de dermatite. Os locais onde mais ela se manifesta são tornozelos, cauda e pata, variando sempre a cada ciclo. No caso dele, a incidência diminuiu bastante depois que tomamos mais cuidado após o banho, para deixar a pelagem completamente seca, sem nenhuma umidade. Além disso, também aumentamos o controle contra pulgas e carrapatos, pois ele tinha um histórico de alergia à picadas desses parasitas.

Se notar qualquer lesão na pele do seu cão ou gato, ou perceber que ele coça uma região insistentemente, não deixe de consultar o veterinário, pois quanto mais rápido o diagnóstico, mais rápido será a cura e menor será a gravidade da lesão na pele.