Como evitar mordidas de cães


A maioria dos ataques e mordidas de cães ocorrem em casa. Muito provavelmente, o melhor amigo de quatro patas não pretendia machucar alguém, mas as vezes ele pode se deixar levar durante um momento e acidentalmente morder.

Outros cães, especialmente os de raças menores, podem morder para chamar a atenção. Ja os filhotes podem morder para aliviar o incomodo quando os dentes estão nascendo. Aqui estão algumas dicas para reduzir as chances de ser mordido.

  • Evite jogos agressivos.

Se você começar uma “luta”, como um cabo-de-guerra, ou mesmo um jogo particularmente enérgico de rolar, puxar e/ou apertar com o seu cão, você pode ser acidentalmente mordido. Lembre-se, seu cão usa a boca para prender coisas. Se você está lutando, isso pode significar o seu braço ou perna. Seu cão deve também aprender um comando como “larga”, o que é especialmente útil durante uma brincadeira com bolinhas e que você não precise arrancar a bola de dentro da boca dele – o que pode ser uma boa maneira de ferir um dedo.

  • Ensine comportamento submisso.

Seu cão deve ser treinado desde cedo para desistir de alimentos sem rosnar ou morder, deitar de costas e expor a barriga, e outros comportamentos submissos. Se o seu cão sabe que você é o líder da matilha, você vai ser capaz de parar todos os comportamentos indesejáveis ​​ou perigosos quando ocorrerem.

  • Castramento.

Não só isso é uma boa idéia para o controle da população, mas também reduz a agressividade em cães.

  • Vacine seu cão.

A coisa mais triste que pode acontecer é se o seu cão se tornar agressivo porque contraiu raiva. Visite o veterinário regularmente e certifique-se de que a vacinação do seu cão contra a raiva e outras doenças esta atualizada. Enquanto seu cão envelhece, ele também pode ser propenso a demência ou outras doenças degenerativas que podem causar um comportamento agressivo. O seu veterinário pode ajudá-lo com o seu diagnóstico e tratamento.

  • Não deixe seu cão sozinho com bebês ou crianças pequenas.

Deixar cães e bebês sozinhos pode ter consequências trágicas. Existem muitas histórias horríveis de crianças atacadas por um animal de estimação da família. O mais provável é que não foi um ataque, mas o cão tentando brincar com o bebê ou imitando algo que ele viu o pai fazer. Ou as vezes, se defendendo de um puxao no rabo ou em alguma outra parte que o incomode.

Nós vemos os cães carregarem seus filhotes pela nuca. Porem, com um bebê, isso pode ser fatal. Crianças também são propensas a morder ou bater nos cães, ou ainda tentar montá-los como um cavalo, o que também pode provocar uma mordida. Mesmo que você só saia da sala por um minuto ou dois, você estará proporcionando uma situação perigosa. Portanto, sempre fique por perto e observe a criança enquanto ela brinca com o cão.
Seu cão ja mordeu alguém? Ou você já foi a vítima de uma mordida de cão? O que aconteceu? Compartilhe a sua experiência com a gente nos comentários.

Minha Família Cresceu


Olá a todos!

Tem muito tempo que não publico aqui no Blog. Tenho respondido os comentários que sempre estão chegando com dúvidas, pedidos de ajuda e comentários sobre os diversos tópicos, mas não escrevi nenhum post novo nos últimos meses. E vou criar esse post sobre algo muito, muito importante para mim, motivo de grandes alegrias: a família cresceu!!!

Minha primeira filha nasceu em março desse ano. Eu e minha esposa já vinhamos planejando ter o primeiro filho já há algum tempo e conseguimos conciliar isso com algumas mudanças importantes que programamos no ano passado: construir a casa nova e eu mudar de emprego. A Isadora nasceu no dia 15 de março de 2013, com muita saúde, graças a Deus. Hoje ela já está caminhando para nove meses e a cada dia que passa aprendo algo novo com ela. É muito bom ver suas evoluções, as novidades como o primeiro sorriso, aprender a engatinhar, “escalar” qualquer coisa para já ficar em pé, os ensaios para começar a falar, o “papa” que ela já fala quando me vê… tudo muito simples mas muito gostoso de ser vivido. Claro que as preocupações também vem juntas, mas nada que chegue perto da alegria de um sorriso dela quando chego cansado em casa.

E além da Isadora, a família ganhou também mais um integrante. Na verdade, mais uma “menina”, a Charlotte. Uma Golden Retriever linda, muito doce e carinhosa, com uma energia incrível e que adora brincar. Ela foi doada por uma amiga que não teve mais como ficar com ela no apartamento em que mora e agora vive conosco. Fico muito feliz porque ela se adaptou muito bem lá em casa e, principalmente, com o Ja Rule. Formam um verdadeiro casal e isso trouxe mais ânimo para ele, que já está idoso, do alto dos seus dez anos.

Enfim, estou muito feliz por ter essa família linda! Deixo aqui algumas fotos da Isadora e dos seus irmãos peludos…

IMG_0193 IMG_0233 IMG_0409 IMG_0442IMG_0224 IMG_0420 IMG_0459

Cinoterapia


 

Na Apae de Sabará, em Minas Gerais, a técnica já é utilizada com sucesso (Cristina Horta/EM/D.A Press )
Na Apae de Sabará, em Minas Gerais, a técnica já é utilizada com sucesso

O serviço de terapia ocupacional do Hospital Barão de Lucena (HBL) ganha hoje o Projeto Cães Doutores. A iniciativa pretende incentivar o método da Cinoterapia como reforço para o tratamento de crianças com dificuldades motoras e cognitivas.

O lançamento acontece na manhã desta terça-feira, com uma sessão especial de Cinoterapia no pátio externo do hospital e contará com animais de das raças Fox Paulistinha, Dachshund, Golden Retriever e Border Collie. A atividade também faz parte da comemoração da Semana das Crianças. O projeto acontece em parceria com o Kennel Club do Estado de Pernambuco, que está cedendo adestradores voluntários e os animais treinados.

De acordo com a terapeuta ocupacional do HBL e cinoterapeuta Andréa Souza, na Cinoterapia, o cachorro atua como mediador do tratamento, buscando-se desenvolver, com o cachorro e a criança, brincadeiras que possam trabalhar a necessidade do paciente, como coordenação, movimento ou concentração.

A expectativa é que o projeto beneficie os pacientes da pediatria, sobretudo as crianças com problemas neurológicos e algumas síndromes progressivas. Para participarem da terapia, os cães precisam passar por uma série de trabalhos e testes que avaliam a socialização dos animais. A reação do cachorro em situações inusitadas e o comportamento diante de uma grande quantidade de pessoas também são testados pelos adestradores e terapeutas.

Ter um animal de estimação traz alegria, qualidade de vida e saúde


Para os humanos, a relação com seus animais de estimação é como um resgate da natureza

Um casamento pode se desfazer em pouco tempo. Já a relação entre um humano e seu bicho de estimação, quase sempre, cumpre o “até que a morte os separe”.  É assim há pelo menos 10 mil anos, desde que o homem domesticou cão e gato.  Aos poucos, tornaram-se companheiros inseparáveis e essa relação foi evoluindo ao longo do tempo.

Filmes como “Marley e Eu” e “Para sempre ao seu lado”, que mostram o relacionamento entre os humanos e seus animais de estimação, não só foram sucesso de bilheteria como levaram plateias às lágrimas.

Hoje, pesquisas e estudos em todo o mundo demonstram que a convivência com os animais traz tranquilidade e bem-estar às pessoas.  Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal e atualmente com o programa “Missão Pet” no canal a cabo Nat Geo, vivencia de perto essa interação benéfica.

“Quando levamos cães em locais com pessoas doentes, em especial crianças, e  idosos, constatamos a alegria que trazem. A relação é muito diferente se há apenas humanos nas visitas”, relata Rossi.

O zootecnista lembra-se, em especial, de um golden retriever. “Era muito interessante, porque ele sempre dava carinho e atenção à criança que mais parecia triste. Ficava do lado e, aos poucos, ela começava a brincar.”

Rossi explica que, ao contrário dos visitantes que se comovem com as histórias e muitas vezes não conseguem dar força às crianças e velhinhos, os cães trazem leveza ao ambiente.  “Eles brincam, fazem algo engraçado e proporcionam momentos de muita descontração.”

Para quem perdeu a capacidade de se locomover, por acidente ou até mesmo pela idade avançada, estar perto de um animal é se realizar através dele. “Quando essa pessoa vê um cachorro brincando e correndo como louco, é como se fosse uma extensão dele”, analisa Rossi.

Além disso, para quem quer emagrecer, ter um cão é uma excelente pedida. Isso porque é necessário fazer passeios diários, assim, sem perceber, a pessoa está se exercitando. Sem contar que, no caminho, vai fazendo amizades e conhecendo gente nova.

Que conviver com animais desde cedo faz bem à saúde, proporcionando o aparecimento de anticorpos e, deste modo, evitando futuras alergias, já está comprovado cientificamente.

Agora, estudos já demonstraram que o contato com os animais aumenta a produção de endorfina no organismo, o hormônio que causa prazer e sensação de bem-estar. Além disso, o convívio com um cão ou gato diminui a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e do estresse e também reduz o risco de problemas cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, cachorros e gatos têm sido usados em prisões como forma de melhorar o clima interno. Em uma penitenciária feminina de Bedford Hills, as detentas ajudam a adestrar filhotes de labradores e golden retrievers. Após um ano, eles são doados a pessoas com deficiência físicas ou com estresse pós-traumático, como ex-veteranos de guerra.

Em prisões de vários Estados, graças a parcerias com abrigos de animais, gatos que estavam prestes a serem sacrificados são enviados para que os prisioneiros cuidem deles. Muitos destes, no corredor da morte. Para as autoridades locais, os gatos trazem o lado sensível daqueles homens, como se fossem crianças. Além disso, a presença dos felinos alivia a raiva e tira o estresse e a agressividade destes condenados.

Segundo a Abinpet  (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação),  até o fim do ano, teremos 37,1 milhões de cachorros e 21,4 milhões de gatos espalhados pelo país.  É só andar pelas ruas ou visitar casas e apartamentos para confirmar esses números.

Essa grande quantidade de pets na vida das pessoas talvez seja a busca de algo que se perdeu com a vida corrida e estressante.  “Hoje, vivemos em um mundo com aspecto artificial, rodeado de tecnologia e praticamente sem natureza por perto. A relação com os animais é uma forma de resgatar esse contato. É a ligação do ser humano com algo mais natural”, explica Carlos C. Alberts, professor de zoologia da UNESP no campus de Assis.

Muitas vezes as pessoas estão cansadas de interagir umas com as outras e elegem os animais para ter uma relação mais estável e até prazerosa. “Os animais têm um comportamento automático. Quando percebem que outro é mais forte, eles se submetem. Aí não há conflito e a relação torna-se mais fácil”, comenta o professor Alberts.

E não deixa de ser muito prazeroso chegar em casa e ser recebido com lambidas e pulos dos cães ou daquele entrelace dançante entre as pernas que só os gatos sabem fazer.

Percepção que ajuda e salva

Além de proporcionar bem-estar psicológico, os animais também podem ajudar os seres humanos de formas surpreendentes. Pesquisas comprovaram que cães ajudam a detectar cânceres precoces. Por seu olfato apurado, os cachorros descobrem a doença pelo cheiro alterado das pessoas que apenas eles conseguem sentir.

Mas os felinos não ficam atrás. O professor Alberts relata a história de um homem de 60 anos que descobriu estar com um tumor graças a seu gato. De uma hora para a outra, o animal começou a colocar a patinha próxima ao peito do dono e a miar sem parar. Fez isso várias vezes, sempre no mesmo lugar.  “A pessoa ficou cismada, procurou um médico e recebeu o diagnóstico de um tumor que começava a se formar.”

Já especialistas do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França, comprovaram que crianças autistas que passaram a ter um cão ou um gato, quando já tinham mais de cinco anos de idade, têm mais chance de apresentar melhora no relacionamento com outras pessoas se comparadas a outras que já nasceram em lares com a presença algum bicho ou que passaram a vida sem conviver com um.

Lorcan Dillon, um garoto inglês de sete anos, diagnosticado como portador de mutismo seletivo ainda aos três anos de idade, começou a se relacionar melhor com outras pessoas após ganhar uma gata. Sua mãe conta que ele costuma dizer à gata “Eu te amo, Jessy”, fora que a felina participa com ele de atividades e o ajuda a ter mais autoconfiança.

Também não é incomum vermos casos de animais que alertaram seus tutores em casos de incêndios e até em terremotos e tsunamis, como os do Japão. E, assim, conseguiram salvar suas vidas.

Letícia Cristina de Souza Teixeira, aos quatro anos, e sua gata Marie “Cristina” em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), em foto de setembro de 2009. A menina que nasceu com hidrocefalia e faz fisioterapia desde os 4 meses de idade passou a ser mais persistente no tratamento depois que ganhou o bichinho de estimação

FONTE: UOL Notícias Saúde (http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/17/ter-um-animal-de-estimacao-traz-alegria-qualidade-de-vida-e-saude.htm)

 

 

Os Pets e as Crianças


Apesar dos benefícios proporcionados pelos pets ao desenvolvimento infantil, apenas 33% dos casais com filhos pequenos possuem animais de companhia

Quem nunca pediu aos pais um cachorro ou gato, durante a infância, e ouviu não como resposta? É fato que os animais de companhia despertam interesse e fascínio nas crianças, entretanto, são poucos os adultos que cedem aos pedidos dos pequenos e atendem a essa vontade dos filhos.

Ao recusar este pedido, muitos o fazem por desconhecer os benefícios que os bichos de estimação podem trazer para o desenvolvimento cognitivo e social de uma criança, contribuindo desde a redução de ansiedade até o desenvolvimento da linguagem e das habilidades motoras, inclusive para fins terapêuticos.

Apesar disso, dados do Radar Pet 2009 – pesquisa inédita divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan), com representantes das classes econômicas A, B e C, identificou que, nos lares de casais com filhos até nove anos, apenas 33% possui um animal de estimação, cenário que comprova o desconhecimento dos pais em relação às contribuições dos pets para a infância.

De acordo com o veterinário e presidente da Comac, Luiz Luccas, isso se deve, em especial, a alguns mitos associados à saúde, higiene e segurança das crianças.

“É preciso investir na desmistificação desse conceito, uma vez que é possível e saudável a convivência entre crianças e animais de estimação. Inúmeras pesquisas indicam claramente o impacto positivo do animal no dia a dia e, também, na saúde e no comportamento das crianças”, justifica.

O Radar Pet identificou ainda que, com a chegada de um bebê na vida de um casal, a presença dos pets cai pela metade e muitos casais desistem de ter um pet, muitas vezes, por preconceitos, sem atentar aos enormes benefícios que os pets trazem as famílias.

Segundo a médica veterinária Ceres Berger Faraco, que também é Doutora em Psicologia e Presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVEBBEA), essa convivência auxilia em questões como hiperatividade, déficit de atenção, transtornos de ansiedade, alimentares e de humor, entre outras questões como conduta opositiva/desafiante, casos de abuso físico, sexual e emocional.

Entretanto, esses benefícios estendem-se para o desenvolvimento infantil como um todo. Estudos realizados nos EUA confirmam que crianças em idade pré-escolar, ao serem ensinadas a cuidar de um animal de estimação, desenvolveram uma maior habilidade social, além de um aumento na sua auto-estima, na cooperação em atividades e demonstraram-se mais compreensivas em relação aos sentimentos dos colegas.

Isso se deve, em especial, pelo fato das crianças terem que se colocar na posição do outro, passando a avaliar o sentimento dos pets como se estivesse em seu lugar, algo importante para a sua sociabilização.

A especialista ressalta ainda que, apesar dos avanços, alem dos pais, muitos profissionais que trabalham com desenvolvimento infantil desconhecem os benefícios desta interação.

“Ainda somos carentes de programas com objetivos terapêuticos que tenham o rigor científico para poder mensurar os resultados”, acrescenta. Inúmeros pesquisas demonstram que a cães trazem enormes benefícios para as crianças, entre eles o desenvolvimento cognitivo e convívio social.

Fonte: Altair Albuquerque

Terapia Assistida por Cães


Terapia assistida por cães traz benefícios para saúde e qualidade de vida dos pacientes

Os cães na sociedade moderna deixaram de ser considerados apenas como os melhores amigos do homem, para se transformarem em grandes aliados nas terapias, trazendo benefícios para a saúde e qualidade de vida dos pacientes. Muitos estudos têm demonstrado a importância do animal de companhia para as pessoas da terceira idade. A simples presença do animal de estimação pode reduzir a pressão sangüínea, o que justifica o alto índice de sobrevivência de donos de animais um ano depois de terem sido vítimas de ataque cardíaco.

Pesquisas comprovam a utilidade – e, na maioria dos casos, o sucesso – do animal como co-terapeuta, no tratamento de doentes psíquicos que não se comunicam, crianças hiperativas ou agressivas, portadores da síndrome de Down, pacientes de Alzheimer, pacientes com problemas neurológicos e deficientes físicos.

Na Europa, 30% das terapias de recuperação utilizam animais. Em San Francisco, nos Estados Unidos, existe um programa em que cães e gatos oferecem conforto a pacientes terminais de Aids. A presença de animais repercutiu na melhoria do ambiente de trabalho nas enfermarias, beneficiando a equipe médica.

Os amantes de animais de Taiwan estão tentando salvar a vida de cães abandonados utilizando-os como cães de terapia.Segundo o jornal Straits Times, os defensores pretendem ajudar Taiwan a se livrar da reputação de “inferno na terra” para os cães de rua.

Dezenas de cães foram recrutados pelo Dr Dog Programme de Taiwan, iniciado em 1999 pela Animals Asia Fundation (AFF), de Hong Kong, uma entidade especializada em programas de terapia animal assistida para pessoas que sofrem de males fisiológicos ou psicológicos.

Chen Mei-ju, enfermeira-chefe do asilo Hang An Nursing Home for Senior Citizens, diz que os cães de terapia fazem mágicas com os idosos, ajudando-os a rir e interagir com os outros novamente. “O mais importante é que os cães ajudam a aumentar a “mobilidade” dos residentes”, relata.

Outras instituições médicas de Taiwan que participam do programa relataram ainda uma diminuição no nível de estresse dos pacientes. Dos 40 cães treinados da Dr Dogs, que passaram por 10 semanas de treino intensivo de obediência, passaram por dois testes de aptidão e ainda foram submetidos a internato de oito horas, 80% foram um dia cães de rua abandonados.

No Brasil, a atividade assistida que envolve o cão com seu condutor em atividades sociais, distração, recreação e integração, visando o bem estar e a melhora da qualidade de vida do paciente, esta sendo desenvolvida pela Equipe TAC, formada pelos profissionais : Marco Corrêa (presidente), Vinicius F. Ribeiro (diretor técnico), Luisa C.A.Penteado ( psicóloga clínica) e Miriam A. Santos ( veterinária). Este trabalho vem demonstrando sua eficácia nas áreas de fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, enfermagem e pedagogia. Utilizando o cão como motivador, o processo terapêutico e educacional tornar-se mais efetivo e prazeroso.

Benefícios:

– Desperta o amor incondicional e sem preconceitos

– Motiva a participação nas sessões terapêuticas

– Facilita a relação paciente / terapeuta

– Altera o ambiente terapêutico

– Incentiva a projeção de sentimentos

– Incentivo a leitura e escrita

– Indica distúrbios emocionais e cognitivos

– Auxilia na integração social

– Tornar-se um instrumento lúdico
A Equipe TAC desenvolve suas atividades nas seguintes áreas:

– Parceria nos atendimentos de Psicologia, Fisioterapia e Educação Assistida por Cães;

– Treinamento de equipe multidisciplinar;

– Aquisição e educação do animal terapeuta;

– Implantação da TAA em clinicas e consultórios;

– Supervisão terapêutica e condução do animal nos atendimentos da Terapia Assistida por Cães

Etapas do processo:

– Zoonoses: rígido controle veterinário através de avaliação, exames periódicos e vacinas

– Comportamento: seleção comportamental, treinamento e adestramento constante

– Alergias: avaliação prévia dos participantes

– Fobias : dessensibilização

Projetos em ação:

1) Projeto Recanto da Vovó

– Investidor social: Intervet Shering –Plough

– População atendida : idosas residentes na Sociedade de Assistência Social “Recanto da Vovó”

– Atendimento: fisioterapia e psicologia assistidas por cães , duas vezes por semana , sessões em grupos de quinze idosas

2)Projeto cães e crianças autistas:

– Instituição parceira: Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HCFMUSP)

– População atendida : crianças autistas pacientes do ambulatório de psiquiatria

– Atendimento: atividade assistida por cães realizada na sala de espera do ambulatório pediátrico para crianças autistas.

Fonte: Vininha F. Carvalo – Del Valle Editoria

Cães Voluntários


Um pouco antes das 14h de toda quinta-feira, a gerente de enfermagem Carla Dias, 47, já se prepara para enfrentar uma maratona de perguntas: “Tia, cadê o Joe?” Como todo paulistano que enfrenta diariamente o trânsito pesado da cidade, ele raramente consegue ser pontual. “Está chegando”, despista ela.

Patrícia tem leucemia e está no GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), onde Joe faz a festa.

Patrícia tem leucemia e está no GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), onde Joe faz a festa.

Carla só relaxa após 40 minutos, quando Joe Spencer Wood Gold entra no hospital do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), na Vila Clementino, com o crachá no pescoço. Golden retriever de quatro anos, Joe é voluntário. Sua missão é arrancar sorrisos de quem está na sala de quimioterapia, etapa sofrida do tratamento contra o câncer. “Ele é limpinho, a gente pode passar a mão”, se diverte Rafael Basílio, 12, que tem um tumor ósseo.

A presença de animais é comum em hospitais dos Estados Unidos há décadas. No Brasil, o método ganhou popularidade no final dos anos 1990 e, a cada ano, ganha novos adeptos. É chamado de zooterapia ou terapia assistida por animais, usada em crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Milagre dos animais

A presença de Joe no hospital é uma forma de “olhar para as crianças como elas são, sem o foco na falta de cabelo”, nas palavras de Carla. Servicinho moleza para um cão tranqüilo e de pêlo impecável.

Fernanda Fernandes, 18, com o cão Mike, 7, durante uma visita à escola Nova Meta

Fernanda Fernandes, 18, com o cão Mike, 7, durante uma visita à escola Nova Meta

Quem leva Joe ao GRAACC é a funcionária pública Luci Lafusa, 53. O golden deu seu primeiro passo para o voluntariado aos seis meses, em 2004. Suas donas assistiam a um documentário da Animal Planet sobre o milagre dos animais. Luci e a irmã, Ângela Borges, tiveram a certeza de que Joe poderia fazer o mesmo.

Elas não se enganaram. O animal foi levado para uma escola de adestramento, onde ficou um ano, até estar pronto para ser um verdadeiro voluntário. Os primeiros agraciados com a doçura do cão foram os moradores de um asilo. Combinação perfeita. “Os velhinhos gostam muito de atenção, e o Joe adora carinho”, conta Luci.

Deu tão certo que a procura pelos serviços do golden só cresceu. Hoje, a agenda dele está lotada. Tem compromissos todos os dias da semana. Para freqüentar o hospital do GRAACC, por exemplo, Joe cumpre uma série de requisitos. Vacinação em dia, claro, é obrigatória. Toma banho toda quinta. Vai ao veterinário uma vez por mês, no mínimo. O pêlo é escovado, religiosamente, a cada manhã com uma solução feita à base de álcool e cravo-da-índia. Os dentes são escovados três vezes por semana. Ainda recebe doses de vitamina. Tudo para ser aprovado pela comissão de controle de infecção hospitalar e não surgir nenhuma suspeita de que o bicho possa levar alguma doença para lá.

Nem sempre foi assim. “Há dez anos, as pessoas tinham muito medo de que o cachorro transmitisse doenças, e havia uma dificuldade em acreditar que o tratamento com os animais pudesse trazer algum benefício”, diz o zootecnista Alexandre Rossi, coordenador da organização Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br).

Terapia canina

Sexta-feira é o dia de Joe visitar a casa de apoio do GRAACC, onde se hospedam as crianças de fora da capital em tratamento. Após uma semana de muito trabalho, o cão não consegue esconder a estafa. “Ele chega bem cansado. Até cochila”, conta Patrícia dos Santos, 14, que tem leucemia e deixou sua casa, em Cubatão (56 km de SP), em outubro do ano passado. “Mas ele acorda rapidinho”, emenda ela. Desperto, Joe é só animação. “Todo mundo tira foto com ele. Eu tenho muitas”, gaba-se Patrícia.

Joe acorda por volta das 5h. Toma seu café da manhã ao lado das donas. Elas saem para trabalhar e deixam o cão com a beagle Samy e a belga Dara, que, segundo as donas, não têm nenhuma vocação para o voluntariado. “Elas são meio problemáticas. Acho que precisam de terapia”, diverte-se Luci.

Júlia Reis, 5, que tem síndrome de Down, brinca com Golda; segundo educadores, cães contribuem para que ela melhore a fala

Júlia Reis, 5, que tem síndrome de Down, brinca com Golda; segundo educadores, cães contribuem para que ela melhore a fala

Sem poder contar com a ajuda das “meninas” e diante do aumento da procura por Joe, Luci e Ângela foram atrás de outros ajudantes. Daí, montaram o projeto “Joe, o Amicão, e os Cãopanheiros”. A idéia é incentivar outros paulistanos a transformarem seus pets em “terapeutas” (informações pelos tels. 0/xx/11 9517-6159 e 9674-0429). O projeto deu certo. Joe ganhou sete “cãopanheiros”.

Em São Paulo, há filas de espera por um cão voluntário. A escola Nova Meta, na Pompéia, onde estudam 30 crianças com deficiência, acaba de receber a ajuda de Golda, 2, e Mike, 7, dois golden retriever. A dupla faz parte do projeto “Cão Terapeuta”, da Cão Cidadão, e visita a instituição a cada 15 dias.

Os bichos aguardam a ação das crianças para interagir. “E elas se sentem mais seguras para brincar”, conta Márcia Fleury, 43, diretora da escola e neuropsicóloga.

Eles foram treinados para não reagir com agressividade às brincadeiras. Pegue como exemplo o caso de Júlia Carneiro, 12. Ela tem autismo, não fala e interage com o mundo a partir de tapinhas. “A doçura dos cães faz com que ela contenha a força durante os movimentos”, explica Márcia.

Júlia Reis, 5, tem síndrome de Down. Segundo os educadores, a presença dos cães contribui para que ela melhore a fala. No começo, a menina nem almoçava. “Só queria comentar em casa que tinha dado comida para o cachorro”, empolga-se a pedagoga Selma Roos Reis, 39, mãe de Júlia.

Não pense que os bichinhos fazem só a cabeça da criançada. A Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração (www.projetocao.org.br) atende a 300 idosos em quatro asilos paulistanos no projeto “Cão do Idoso”. O trabalho é feito por 60 cachorros. O sucesso da iniciativa é tamanho que os visitados até capricham no visual quando sabem que terão a companhia dos bichinhos.

Afinal, não é todo dia que a gente recebe um “amigão”.

É bacana ter eles por perto:

  • Aumenta a sociabilidade e o sentimento de auto-estima
  • Desenvolve ação calmante e antidepressiva e, por tabela, pode reduzir medicamentos
  • Diminui a ansiedade, a pressão sangüínea e cardíaca e o estresse
  • Melhora a capacidade motora e o sistema imunológico

Fontes: Carla Dias (GRAACC), Flávia Lopes (Cão Cidadão) e Silvana Prado (Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração)

Link da reportagem: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u450014.shtml