Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, presente em quase todos os animais. Porém é com os animais domésticos que o ser humano deve tomar mais cuidado, por ter um contato mais direto e diário. Apesar de os animais não manifestarem a doença são potenciais transmissores para o ser humano.

A toxoplasmose é também conhecida como doença do gato por ser normalmente transmitida pelas fezes deste animal. O contato do ser humano, mesmo que indireto, com as fezes infectadas por ovos do parasita é suficiente para transmitir a doença. Ou seja, todo o ambiente onde o gato circula pode estar infectado pelo parasita. Mesmo os gatos bem cuidados não estão livres de serem agentes transmissores, pois eles podem adquirir o parasita ao ingerir carne contaminada, por exemplo.

O ser humano também pode adquirir a toxoplasmose através da ingestão de carne crua ou mal passada e embutidos crus pois o parasita, alojado nas fibras musculares do animal, só é eliminado quando a carne é totalmente cozida, assada ou frita. Frutas, verduras e vegetais crus e mal lavados não estão livres do parasita. Isto ocorre devido ao possível contato da planta com animais e adubos orgânicos (esterco animal). Até mesmo durante o preparo dos alimentos são necessários alguns cuidados. Usar a tábua onde a carne crua foi cortada para depositar ou cortar alimentos que serão servidos crus é o suficiente para que a transmissão possa ocorrer.

Em até 90% dos casos, a toxoplasmose não manifesta sintomas e a pessoa pode nem tomar conhecimento que adquiriu o parasita. Em algumas pessoas os sintomas da toxoplasmose podem ser confundidos com os de uma gripe, em outras, pode apresentar febre diária e gânglios que tendem a ser doloridos e se alastrar pelo corpo. Em duas a três semanas a doença começa a regredir. Por ser transmitida por um parasita que permanece para sempre no organismo, a doença pode voltar, especialmente quando a pessoa diminuir suas defesas orgânicas.

Durante a gravidez, no entanto, a toxoplasmose pode gerar sérias complicações para o feto.

Principais riscos da toxoplasmose na gravidez

    A gestante que apresenta a doença deve ser imediatamente encaminhada ao médico devido ao grande risco de transmissão ao feto. Os problemas no bebê variam de acordo com o trimestre da gravidez em que houve a infecção da mãe. Ao lado, lesão na retina provocada por toxoplasmose.
No primeiro trimestre de gravidez
Neste período, a probabilidade de transmissão para o embrião acontece em até 20% dos casos. Caso haja transmissão da doença para o feto, este pode ser muito afetado. O bebê pode ter encefalite (inflamação na parte do sistema nervoso central que compreende cérebro, cerebelo e medula alongada) e nascer com seqüelas. Em termos de visão, o bebê pode apresentar lesões oculares na retina (foto acima) que resultam em importantes prejuízos da visão, além de outras conseqüências.

Quando a gestante manifesta a doença neste período, muitas vezes há o aborto espontâneo, pois os danos que o Toxoplasma gondii provoca no feto são muito grandes.

No segundo trimestre de gravidez
Neste período, a probabilidade de transmissão para o embrião é maior e acontece em 1/3 das gestações. Por outro lado, o feto não é tão afetado quanto no primeiro trimestre. Mesmo assim, o bebê pode apresentar problemas como pequeno retardo mental e problemas oculares.

No terceiro trimestre de gravidez
Neste período, a probabilidade de transmissão para o feto é muito comum, porém a doença mostra-se bem menos agressiva para o bebê.

O que fazer?
Primeira situação – A mulher quer engravidar e não sabe se já teve toxoplasmose:
Neste caso, um exame laboratorial de anticorpos IgG e IgM identifica se a pessoa é positiva ou negativa para toxoplasmose.
IgG positivo identifica pessoa em fase crônica da doença, ou seja, já teve toxoplasmose e o surto (estado agudo da infecção) está contido.
IgM positivo identifica pessoa em fase aguda da doença, ou seja, tem a infecção no momento do exame.

Segunda situação – A mulher quer engravidar, já contraiu o parasita, recebeu tratamento e o surto foi contido.
Esta paciente pode ficar tranquila, porque adquiriu imunidade contra o parasita. Seu bebê não terá toxoplasmose congênita
A única exceção acontece nas situações em que a mulher é imunodeprimida, ou seja, cujo organismo não é capaz de resistir ao ataque de corpos estranhos. Nessas pacientes, o parasita pode voltar a ativa durante a gestação.

Terceira situação – O IgM deu positivo e vou iniciar o tratamento. Quanto tempo devo esperar antes de engravidar?
O ideal é aguardar até que a titulagem abaixe a níveis de doença crônica. O tratamento de uveíte por toxoplasmose dura no mínimo um mês, portanto, não seria prudente engravidar neste período.

ATENÇÃO
É de responsabilidade da mulher informar ao médico oftalmologista sobre uma possível gravidez antes de iniciar um tratamento de uveíte por toxoplasmose. Assim, o médico poderá optar a tempo, por uma medicação alternativa ao esquema convencional, que pode prejudicar o feto em formação.

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