Aos poucos, as coisas começam a mudar…

Achei essa reportagem hoje no Globo.com e resolvi transcrevê-la aqui pois é um pequeno indício de que as coisas estão, mesmo que aos poucos, mudando…

Lembro de ter lido a respeito desse fato na época em que ele ocorreu e por isso fiquei muito satisfeito ao ler hoje que houve um resultado, favorável, ao dono do cão em questão. Acho muito válido divulgar esse tipo de coisa pois infelizmente ainda existem pessoas que tratam os animais como “animais”. Mas, como disse no início, as coisas estão mudando, mesmo que aos poucos.

Dono de cão degolado pelo vizinho deve receber R$ 20 mil de indenização

Decisão foi tomada em primeira instância; cabe recurso.

Agricultor teria confessado ato dizendo que cão matou ovelhas.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou que o dono de um labrador que foi degolado pelo vizinho, em Sentinela do Sul (RS), deve receber R$ 20 mil de indenização do agricultor que matou o animal. O fato ocorreu em novembro de 2007. A decisão foi tomada em primeira instância, portanto cabe recurso.

“O réu confessou que matou o cachorro e alegou que o cão, um labrador de cerca de 11 anos, tinha matado doze de suas ovelhas e ferido outras seis. Por isso, ele teria degolado o animal com um faca e levado o cão até o portão da fazenda de seu proprietário”, diz ao G1 o juiz Régis de Oliveira Montenegro, titular do 2º Juizado, da 18ª Vara Cível de Porto Alegre.

Ainda segundo Montenegro, o réu havia entrado com uma ação na Justiça de Tapes (RS), contra o dono do labrador, pedindo indenização, sob alegação de que o cão teria provocado a morte de suas ovelhas. A Justiça, no entanto, julgou a ação improcedente por falta de provas.

“O valor da indenização pode causar estranheza, mas dadas as nuances e peculiaridades do caso, a fixação da sanção nesse patamar se justifica. Era um cachorro de raça dócil, e tinha 11 anos de idade, ou seja, já era idoso. Além disso, o fato de degolar o animal e colocá-lo, morto, em frente à propriedade de seu dono pode ser interpretado até como ameaça subliminar ao próprio dono, aliado ao fato de que o réu teria praticado o mesmo ato de atrocidade contra um cão de pequeno porte de outra vizinha, sob a mesma acusação”, diz o juiz.

A decisão, promulgada em 31 de março, determina que o Ministério Público apure a possível prática de crime de maus-tratos a animais.

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