O que a raça do seu cão diz sobre você?

De um Chihuahua a um bulldog, os cães veem em todos os tipos de formas e tamanhos e apresentam uma série de personalidades. Estudos sugerem que a raça que você escolher pode dizer muito sobre sua personalidade. A seguir estão algumas generalizações sobre o que possuir uma determinada raça diz sobre sua personalidade.

Leia e pense se há mesmo alguma semelhança entre o seu cão e você.

Bulldogs

Bulldogs são determinados, persistentes e não desistem facilmente. As pessoas que possuem bulldogs são alegres e adoram rir, mas podem ser vistas como teimosas, às vezes. Eles são extremamente eficientes e metódicos na conclusão das tarefas. Apesar de intimidarem no início, bulldogs são membros gentis e amorosos da família.

Terriers

Terriers são enérgicos, amorosos, divertidos e companheiros lúdicos. As pessoas que possuem terriers são flexíveis e capazes de se concentrar na tarefa que estão executando. Assim como os cães, os proprietários são muitas vezes corajosos e competitivos. Eles são extremamente comunicativos e teem bom senso de humor.

Labradores e Golden Retrievers

Labs e golden retrievers são simpáticos, bem-humorados e animais de estimação maravilhosos para a família. Proprietários destas raças colocam suas famílias em primeiro lugar. Labs e Goldens são conhecidos por terem um estilo de vida ativo e amar o ar livre. As pessoas que possuem essas raças são sociáveis, honestos e amáveis.

Beagles

Beagles são curiosos, leais e dispostos a aprender coisas novas. Os proprietários de Beagles tendem a ser abertos a novas experiências, curiosos e intencionais. Proprietários de Beagle fazem grandes amigos e trazem risos e alegrias a vida de todos. Eles também podem ter um lado pernicioso.

Poodles, Chihuahuas e Toys

Proprietários destas raças são sinceros, divertidos, amorosos e leais. Proprietários dessa raça amam viajar uma vez que os cães pequenos são excelentes parceiros e podem ser facilmente colocados em uma caixa transportadora. Os proprietários desses cães tem orgulho na sua aparência, são muito limpos e mantem a casa bem organizada. Eles são muito versáteis e podem desfrutar de noites com uma garrafa de vinho ou uma noite de festas na cidade.

Boxers

Boxers são cães ocupados que exalam quantidades elevadas de energia. Proprietários dessa raça são ditas próprias de viver a vida ao máximo e são conhecidos por serem extremamente brincalhões. Estão sempre ocupados, amam a vida e, rapidamente se relacionam como novos amigos. Boxers conseguem banir o stress com seu comportamento bobo e brincalhão e seus proprietários são geralmente pessoas felizes.

Cocker Spaniel

São doces, respeitosos e gentis. Proprietários desta raça são encantadores, confiáveis e afetuosos. Seus donos gostam de levar uma vida movimentada, mas colocam passar o tempo com sua família em primeiro lugar. Eles mantêm um grupo de amigos íntimos ao longo da vida.

Pastores Alemães

Os pastores alemães são algumas vezes tímidos com estranhos mas demonstram interesse em conhecê-los. Donos de pastores alemães fariam qualquer coisa por seus amigos e são companheiros extremamente leais, sempre protegendo aqueles que amam.

Rottweiler

Rottweilers são determinados e muitas vezes descritos como intensos. Esta raça comanda uma certa quantidade de respeito e é considerada como sendo uma raça valente. As pessoas que têm rottweilers são confiantes e são leais e dedicados aos seus amigos e entes queridos.

Pugs

Pugs são muitas vezes vistos como os “palhaços de classe” da espécie canina. As pessoas que vivem com pugs são alegres e têm um sabor de viver a vida ao máximo. Assim como pugs que farão qualquer coisa para ganharem uma coçada na barriga, seus proprietários desfrutam de massagens freqüentes e dias de mimos no spa.

Adoção – Vamos ajudar!

   
Eu sou a Sandrinha. Tenho o pelo de cor bege e sou uma cachorrinha porte médio. Fui resgatada com a patinha em carne viva, mas agora já estou ótima. Sou muito boazinha e me dou bem com outros animais. Tenho um aninho e já estou castrada e vacinada. Oi, eu sou o Indi. Tenho esse nome porque fui resgatado na Avenida Indianópolis após ser atropelado.  Tenho dois aninhos, sou muito esperto, gosto muito de brincar e já estou castrado e vacinado.
   
Oie, eu sou a Preta, uma cachorrinha de porte médio, muito boazinha e brincalhona. Tenho 10 meses de idade e fui resgatado na porta de uma escola sendo maltratada por crianças. Eu tinha muita sarna e carrapatos, mas hoje estou ótima e não tenho mais. Me dou bem com pessoas e outros animais . Preciso de um dono que goste muito de brincar. Já estou castrada e vacinada. Eu sou o Bebê. Fui retirado da minha mamãe ainda filhotinho, não tinha nem 15 dias de vida. Arrumei uma mãe de leite e irmãozinhos adotivos, mas todos foram para uma feira de adoção e conseguiram uma família, menos eu. Ainda não entendo por quê. Sou muito dócil e brincalhão. Já estou castrado e vacinado.
   
Meu nome é Chorona. Sou uma linda cachorrinha de 1 ano e 6 meses. Fui resgatada com as duas patas direitas quebradas. Já estou me recuperando, mas às vezes manco da pata traseira. Sou muito ativa, gosto muito de brincar e me dou muito bem com outros animais. Já estou castrada e vacinada. Hey amigos. Tudo bem? Eu sou a Polly, essa linda gatinha tricolor. Tenho essa carinha fechada, mas na verdade sou tímida. Tenho 10 meses de idade e fui resgatada com uma pessoa drogada. Eu tinha marcas de espancamento e sangrava muito. Depois de um longo tratamento, já estou muito bem, mas fiquei com um pequeno machucado no olho. Sou muito quietinha e preciso de atenção. Já estou castrada.
 

Eu sou o Dudu, um cachorro muito brincalhão que adora crianças. Fui resgatado muito fraquinho e não conseguia comer direito. Tive sinomose, mas já estou curado. Adoro brincar com outros animais. Tenho 10 meses e já estou castrado e vacinado.

 

Oi, eu sou a Mica, fui resgatada após ser atropelada no dia da mudança! Infelizmente perdi um olhinho, mas isso não me impede de ser feliz e ter uma vida normal! Sou linda e muito fofa!!! Já estou castrada e vacinada. Agora só preciso de uma família para passar esse natal ao lado de quem me ame de verdade!

 

Se você gostou de algum de nós, entre em contato com a Tia Sheila ou com a Tia Letícia pelo e-mailwwgrassi@yahoo.com.br ou pelos telefones 11 2741-6959 ou 11 2746-7669.

Cachorros levam alegria ao lar de idosos em BH

Cães abandonados são acolhidos por psicólogos e usados em terapia Idosos carentes são beneficiados ao terem contato com os animais  

 A aposentada Germana retribui com um abraço o carinho que recebe do gigante Baruck, que foi largado quando era filhote (FOTOS: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS )

Suja, maltrapilha e amedrontada, Juju encontrava refúgio debaixo dos carros estacionados na Savassi. Chegou a vagar por bairros da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, carregando o peso da gravidez e de uma doença no fígado, até encontrar, há três anos, os braços acolhedores do psicólogo Leonardo Curi, de 33 anos. Desde então, a vira-lata se despediu da trajetória de abandono – vivida pelos cerca de 28 mil cachorros que moram nas sarjetas da capital – para trilhar um caminho de doação. Junto dos berneses Baruck e Hanna e da golden retriever Olly, que também trazem a marca da rejeição, ela forma um time de cães terapeutas de primeira linhagem. Longe das ruas e dos maus-tratos, os animais batem ponto todos os sábados no Lar de Idosos Clotilde Martins, no Bairro Salgado Filho, na Região Oeste de BH, e cumprem a admirável missão de trazer alegria e afastar o sofrimento de quem também já viveu na pele o incômodo fardo da solidão.
É com um beijo na ponta do focinho gelado de Baruck que a aposentada Maria Germana da Silva, de 68, moradora do asilo há um ano, agradece ao grandalhão pelo carinho. “Gostoso da Germana. Ele é um amor, quando não vem aqui tudo fica ruim”, diz, em tom afetuoso. A amizade nasceu assim que o cão chegou por lá, em agosto, levado pelo grupo de cinoterapia Pró-Idoso, de voluntários do Minas Tênis Clube (MTC). Por meio dos cachorros, os cinoterapeutas, entre eles Leonardo, dono da vira-lata e dos berneses, criam um ambiente para estimular o corpo e a mente dos idosos. No entanto, além de terapia, as sessões no lar Clotilde Martins se revelaram um momento de confidências entre quem conta com histórias de vida semelhantes.

Numa carta dirigida a Baruck, Germana não hesitou em escrever, com palavras simples e sinceras: “Baru, como foi bom conhecer você. Sua (história) foi igual à minha, fui abandonado quando nasci (sic)”. Germana foi desprezada ainda bebê e, depois da morte dos filhos, voltou a experimentar a solidão, até ser encaminhada ao lar de idosos. “Fui rejeitada pela minha mãe, me acharam na lata de lixo. Não tenho ninguém, e agora eles são a minha família”, diz. Com Baruck e a cadela Hanna, não foi diferente. Avisado por uma amiga protetora de animais e diante da necessidade de treinar cães para a cinoterapia, Leonardo encontrou, em junho de 2009, o casal de berneses jogados num quartinho de despejo de um prédio.

Terapia em grupo, diversão, sorrisos e um animal fazendo parte da festa - Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Os dois filhotes estavam com sarna, anemia e hemoparasitose, doença causada por carrapatos. “Foi uma menina que doou os dois para mim, pois não tinha condição de cuidar deles. Disse que os cães eram do namorado, mas ele sumiu”, conta. Apesar de estar desempregado e ter de arcar com o tratamento de saúde dos animais, o psicólogo não cogitou em deixar os berneses para trás. “Vi que a menina não tinha como cuidar deles e, dificilmente, cães doentes são acolhidos.” O agradecimento veio na forma de companheirismo e dedicação ao trabalho. “A impressão é que cães adotados são eternamente gratos.”

Batente

Entre esse time que deu a volta por cima do abandono, a mestiça Juju, com idade estimada de seis anos, foi a primeira a pegar no batente. Na época, Leonardo já contava com dois cães da raça golden retriever treinados para o trabalho com idosos. “Levava Juju nas sessões para passear. Mas, como ela é menor, os idosos queriam colocá-la no colo. De repente, foi entrando nas atividades e acabou se saindo a melhor de todos. Ela faz de tudo um pouco. Pula, corre”, conta Leonardo. “Ela é mais inteligente que eu”, confessa a moradora do lar Maria Sueli de Lima, de 51, que assim como Juju já passou por momentos delicados. “Apanhei muito, levei até paulada na cabeça”, conta, abraçada com a cadela.

A golden retriever Olly, adotada pela cinoterapeuta Luciana Villela, de 40, é a mais nova companheira da turma e iniciou as atividades como cadela terapeuta em agosto. Resgatada de um canil em más condições de saúde, Olly afasta o mito de que a rejeição ronda apenas os vira-latas. Luciana explica que, quando o cão de raça nasce com características que fogem do padrão, ele tende a ser rejeitado. “Muitas famílias também colocam o animal para fora de casa quando ele está com alguma doença”, acrescenta Leonardo. “Ao ver a Olly, fiquei apaixonada, mas triste. Ela estava com otite grave, hipotireoidismo, carrapato e muito traumatizada”, confessa Luciana.

Agora, a realidade de Olly é outra. No asilo, ela é só mimos e até já ganhou da aposentada Leosina de Souza Rocha, de 83, um enfeite para pôr no pescoço. “A Olly me dá carinho.” Solteira e com família no Norte de Minas, Leosina diz saber o que é se sentir sozinha. “Era muito triste aqui.” A assistente social do asilo, Irene Reis Rezende, explica que boa parte dos 34 moradores da casa vem de uma trajetória sofrida. “Temos muitos casos de abandono e maus-tratos pela família.”

Cachorros levam alegria a um lar de idosos de BH - Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Segundo a cuidadora de idosos Ivone Pereira Guimarães Costa, a chegada dos animais deu outro clima à instituição, mantida pela Sociedade São Vicente de Paulo. “E quanto mais carentes são, mais gostam dos cachorros.” Quanto aos cães, Leonardo ressalta que eles atendem um protocolo de saúde rígido para participar da cinoterapia e enfatiza: “Parece que eles já nasceram para isso. O abandono também faz com que fiquem mais próximos.”

Como adotar

Em geral, entidades que trabalham com adoção de animais não cobram taxa. Cada uma tem procedimento particular ao encaminhar o animal ao interessado.

Cão Viver
Feira de adoção aos sábados, das 10h às 16h
Rua 1º de Maio, 165, Bairro Braúnas (31) 3397-8560


SOS Bichos

Não tem canil, mas faz o contato entre interessados em doar e adotar animais
www.sosbichos.com.br

Sociedade Mineira Protetora dos Animais
Rua Jaguariba, 66, Bairro Guarani (31) 3433-0900

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)

 

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h (31) 3277-7411

Rua Edna Quintel, 174, Bairro São Bernardo

Uma Imagem que Vale por Mil Palavras

Todos nós temos visto as trágicas notícias a respeito das chuvas que devastarem a região serrana do Rio de Janeiro. Este foi um evento que afetou milhares de famílias e, consequentemente, também afetou animais que viviam na região.

A imagem abaixo diz por si só a dimensão que essa tragédia teve…

  

Cão é capaz de farejar câncer de intestino, indica pesquisa

Um cão labrador conseguiu detectar um câncer de intestino pelo cheiro do hálito e de amostras de fezes em uma pesquisa realizada no Japão. O estudo, publicado pela revista especializada Gut, indicou que o animal foi capaz de identificar a doença mesmo em suas fases iniciais.

Outras pesquisas já haviam sugerido anteriormente que os cães são capazes de farejar câncer de pele, de bexiga, de pulmão, de ovários e de mama. Acredita-se que a biologia do tumor inclui um cheiro distinto, e uma série de estudos já usou cachorros para tentar detectá-los.

Os pesquisadores da Universidade Kyushu, no Japão, dizem que seria difícil e custoso usar cachorros em testes de rotina para detectar câncer, mas que o estudo poderia levar ao desenvolvimento de sensores eletrônicos no futuro.

Amostras

Na pesquisa, o labrador Marine, de oito anos, foi apresentado a cinco amostras, uma das quais era de um paciente com câncer e quatro de pessoas saudáveis. Nos testes com amostras de hálito o animal detectou a amostra com câncer em 33 de 36 vezes. Com as amostras de fezes, o cachorro acertou 37 das 38 vezes.

Mesmo o câncer de intestino em estágio inicial foi detectado, o que é conhecidamente difícil.
Segundo alguns estudos, os testes mais comuns para detectar câncer de intestino, que tentam identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, revelam apenas um em cada dez casos em estágio inicial.

“Pode ser difícil introduzir o julgamento do faro canino na prática clínica por conta do custo e do tempo necessário para o treinamento do cão. A habilidade do faro pode variar entre os cães e também no mesmo cão em dias diferentes”, afirma o coordenador do estudo, Hideto Sonoda.

Nariz eletrônico

Algumas pesquisas anteriores já indicaram o potencial de um “nariz canino eletrônico” para a realização de testes para identificar o câncer pelo cheiro. “O cheiro específico do câncer existe, mas os componentes químicos (que provocam o odor característico) não estão claros. Somente o cachorro conhece a resposta”, disse Sonoda à BBC.

“Por isso é necessário identificar os compostos orgânicos voláteis específicos detectados pelos cães para desenvolver um sensor precoce de câncer”, afirmou. Segundo ele, porém, o desenvolvimento de um sensor do tipo ainda vai exigir tempo e novas pesquisas.

Vira Lata também é cachorro!

Eu e minha esposa “apadrinhamos” um casal de vira latas que moram numa rua próxima da nossa casa. Pretinha e Estopa (nomes que nós demos, mas que nem sempre eles atendem) vivem perambulando pelas ruas do nosso bairro, mas escolheram um lote ao lado de uma igreja para fixarem residência, pelo menos, durante a noite. Pretinha deve ter por volta de 1 ano e meio e Estopa já é um pouco mais velho, mas não imagino quanto.

O fato é que esses dois cães muito simpáticos vivem de um modo não muito bom, mas que é a realidade de muitos cães espalhados e/ou abandonados pelas ruas da cidade. O que fazemos por eles ainda é muito pouco, contribuindo sempre que passamos por lá com ração e água. Já nos acostumamos a andar com um saco de ração e uma pet com água para alimentá-los, geralmente à noite quando estamos voltando para casa. E o melhor de tudo é que eles já nos conhecem, sempre nos recebem com alegria e festa, mesmo vivendo dessa forma tão triste pelas ruas.

Além dessa história, gostaria de compartilhar uma reportagem que li hoje em outro blog, que retrata um pouco a vida dos cães de rua. Se cada um puder ajudar de alguma forma, com certeza poderemos minimizar o sofrimento de muitos cães. Fica aí a dica…

Os grandes astros de cinema, desta vez, são os cachorros sem dono, encontrados em qualquer esquina, Brasil afora. É que o publicitário Tiago Ferigoli está dirigindo o documentário Vira-latas – Os verdadeiros cães de raça. Depois de virar livro (publicado pela Ediouro) e site, o projeto chega ao cinema e mostra a difícil vida dos animais abandonados, que muitas vezes precisam, literalmente, tombar latas de lixo por aí para encontrar uma besteira que mate – ou, pelo menos, engane – sua fome.

“O projeto não apenas fala de cães de rua mas principalmente do homem, uma vez que o abandono é resultado de uma política mal estruturada, de preconceito, de educação, ou seja, de responsabilidade social, questões que em nada tem a ver com o cão em si, o qual por sinal não possui culpa alguma”, diz o diretor, no site oficial do filme, que também conta com depoimentos de celebridades que declaradamento adoram cachorros, como o humorista Danilo Gentili e o apresentador Ronnie Von.

Cão leva dois tiros ao salvar vida de dono em assalto no RS

Max atacou ladrões durante tentativa de assalto em Garibaldi.
‘Ele salvou minha vida e será especial para sempre’, diz dono ao G1.

Nathália Duarte Do G1, em São Paulo

Max salvou vida de dono em assalto em Garibaldi
(Foto: Porthus Junior/Pioneiro/Agência RBS)

Quando decidiu levar Max para casa, com poucos dias de vida, Seu Osmar nem imaginava que o cão salvaria sua vida, pouco mais de três anos depois. No último domingo (23), o animal chegou a levar dois tiros para defender seu dono de um assalto, no centro da cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul.

“Eu estava chegando do interior e estacionei minha caminhonete em frente ao comércio que tenho, no centro da cidade. Havia deixado Max no terreno dos fundos do comércio quando fui abordado por dois homens que anunciaram o assalto. Eles queriam levar a caminhonete, mas eu disse que estava sem a chave. Foi quando um deles sacou o revólver. Só tive tempo de desviar e gritar ‘pega Max’”, conta Osmar Persico, 47 anos.

Seu Osmar foi atingido de raspão por um tiro na testa.  Ao ver o sangue, o cachorro obedeceu ao dono e atacou os assaltantes. “Ele viu o sangue e ficou uma fera. Saiu como um foguete para atacar os ladrões. Um deles fugiu a tempo, mas o outro foi dominado pelo Max. Para se defender, o ladrão acabou atirando no cachorro. O Max me livrou do assalto e salvou minha vida”, diz. 

Os ladrões fugiram sem levar nada. O boxer, mesmo ferido, passa bem, e se recupera das lesões causadas pelos disparos.

“Ele teve duas perfurações por bala, uma no peito e outra na pata dianteira direita, mas se recupera bem. Já está se movimentando e imobilizamos apenas a pata ferida. Ele é um cão muito forte, corajoso, acredito que não ficará com sequelas”, diz ao G1 o veterinário Ari Glock, que atendeu Max após a emergência e segue acompanhando o tratamento do animal.

Max deve continuar morando no terreno próximo ao comércio de Seu Osmar, já que a família mora em um apartamento. “Estamos sempre por perto, passeamos todos os dias, e isso vai continuar. Ele já era importante para nós, e agora, para mim, vai ser especial para sempre”, afirma Persico.

Coisas que só um cão faz por vc…

Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera

Cadela Shirley já evitou que a britânica Rebecca Farrar, de 6 anos, entrasse em colapso por queda do nível de açúcar no sangue.

BBC

A cadela Shirley e a menina Rebecca.A cadela Shirley e a menina Rebecca. (Foto: BBC)

Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

“Ela salva a minha vida”, diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. “Ela é minha melhor amiga.”

Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.

O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Dessa forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Rebecca e a cadela Shirley.Rebecca e a cadela Shirley. (Foto: BBC)

“Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta”, explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

“Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar”, conta Claire.

“Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga.”

A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.

“Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância”, conta Claire.

“Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema.”

Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

“O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar”, diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.

O Bom e Velho Vira-Lata

Meu primeiro cão foi um vira-lata chamado Toy! Inclusive, foi assunto de um dos meus primeiros posts aqui no Blog. Desde então, o bom e velho vira-lata oscilou entre a preferência das pessoas, mas nunca perdeu algumas das suas principais características: vigor, fidelidade e uma cara de cão caído da mudança, capaz de conquistar qualquer um.

Hoje li uma reportagem no site UOL e achei muito interessante porque trás um pouco mais de detalhes a respeito dessa “raça” (apesar de não ter uma raça definida) e mostra que ele está voltando com força total.

Vira-latas são os cães preferidos dos paulistanos

FLÁVIA MANTOVANI
ROBERTO DE OLIVEIRA
DE SÃO PAULO

Eles não são puros e têm histórico de passagem pelas ruas. Seu nome é associado ao lixo e aparece no dicionário como sinônimo de “sem classe, sem vergonha”. Ainda assim, e talvez com a ajuda de uma abanadinha de rabo, os vira-latas conseguiram driblar a má fama: estão na moda e fazem companhia a milhares de moradores da cidade, de todas as classes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, é esse o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população de São Paulo com 16 anos ou mais.

Por ser fruto de uma mistura de raças, o vira-lata tem características muito mais variadas do que qualquer cachorro puro. Mas, na aparência física, é possível identificar um perfil médio: a maioria pesa de 10 kg a 20 kg, tem pelo curto e cor escura –é o pretinho básico, como chamam alguns protetores de animais.

Para o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, autor do livro “Adestramento Inteligente” (ed. Saraiva; 240 págs., R$ 31,40, 2009), o porte médio ajuda a sobreviver nas ruas. “Ele não é tão grande a ponto de demandar muito alimento nem tão pequeno a ponto de ser indefeso em brigas e perder na competição com outros machos para cruzar”, explica.

O comportamento também muda substancialmente de um vira-lata para o outro, mas aqueles que passaram pela rua costumam ser mais espertos do que os criados em casas ou apartamentos. “O animal que passou pela rua teve que se virar, ou não estaria vivo”, diz o veterinário Wilson Grassi, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e gerente-executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Segundo Alexandre Rossi, a mistura de raças costuma “produzir” um cão com competências mais equilibradas. Enquanto um animal puro pode ter mais aptidão para guarda e outro para companhia, por exemplo, o vira-lata teria uma média entre as habilidades –o que também o torna menos previsível, uma desvantagem na opinião de algumas pessoas.

A genética explica também por que os vira-latas, conhecidos como SRD (sem raça definida), são mais resistentes a doenças. Existem problemas de saúde determinados por genes recessivos, que devem estar presentes em dupla para que as complicações se manifestem.

Enquanto os animais mais puros têm mais tendência de portar os dois genes, estes acabam sendo “diluídos” com a mistura de raças.

Um problema que vem aumentando em cães de raça nos últimos cinco anos, por exemplo, é a alergia, segundo Roberto Monteleone, veterinário de pequenos animais há mais de 30 anos. “Há criadores que cruzam animais aparentados. Muitos nascem com imunodeficiência e pegam infecções com facilidade. No caso do vira-lata, há uma chance muito menor de que isso aconteça.”

Outra explicação é a própria seleção natural. Quando o cachorro é de raça, acaba procriando mesmo não sendo muito saudável, pois recebe mais cuidados. Já na rua só procriam os vira-latas mais fortes, que sobrevivem às condições adversas e, por isso, geram filhotes mais resistentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles precisem de menos cuidados do que um cão de raça. “Tem que vacinar, levar ao veterinário, dar boa alimentação. É um cão como outro qualquer”, alerta Cida Lellis, presidente da ONG Clube dos Vira-Latas.

  Johnny Duarte/-  
Revista sãopaulo - matéria sobre vira-latas
Carlota Joaquina, 1, moradora do Morumbi, foi adotada em uma feira de animais

São Paulo

Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo, há 2,5 milhões de cachorros domiciliados na cidade. O número vem crescendo, em média, 6% ao ano, e estima-se que, em 2020, atinja 4,5 milhões. Os dados são de uma pesquisa que vai virar livro, feita pela USP de 2007 a 2009 em parceria com o CCZ e com regionais de saúde. Foram visitados quase 12 mil domicílios.

O professor de veterinária Ricardo Dias, autor do estudo, diz que não surpreende saber que o SRD é o cão mais comum. “Vimos que só 26% dos cachorros foram comprados. O restante foi adotado”, diz.

A adoção dos sem raça, aliás, está virando moda entre paulistanos de classes mais altas, e agora eles dividem espaço com primos “ricos” como poodles, lhasas e labradores. “Os animais de rua não ficam mais só na periferia. Temos visto muito mais vira-latas nos parques, junto com os cães de raça”, afirma a veterinária Cíntia Tonelli, fundadora da ONG Vira-Lata É Dez.

Em 2003, quando foi criada, a entidade conseguia doar quatro cães por mês –hoje são cerca de 16. O problema é que eles também têm tido mais animais para recolher.

Desde 2008, não é mais permitido, no Estado de São Paulo, sacrificar animais apenas por estarem na rua -a eutanásia só pode ser feita em casos extremos, de doenças incuráveis ou infectocontagiosas. Os animais recolhidos pelo CCZ ficam disponíveis para adoção –são doados, em média, 50 por mês.

A ONG Clube dos Vira-Latas é outra que aumentou as doações: eram cerca de dez por mês há cinco anos e agora são entre 40 e 50. “As pessoas estão acordando para o problema dos animais abandonados na cidade e vendo que o bicho não precisa ser comprado e ter raça”, diz Cida Lellis.

Mas os adotantes ainda procuram perfis específicos: filhotes, de porte pequeno, peludinhos e que não sejam pretos, justo o contrário da maioria dos cães que estão nos abrigos. Casais jovens, com ou sem filhos, são os adotantes mais comuns na cidade de São Paulo.

O Cão Shar Pei

Vendo algumas estatísticas de acesso ao blog e termos mais procurados, encontrei um grande volume de buscas por “shar pei”. Por isso, hoje vou falar um pouco mais a respeito dessa raça. Confesso que não é uma das minhas preferidas, mas também não há como negar que seja um cão que desperte muita simpatia e curiosidade pode onde passe.

Filhotes de Shar Pei

Não tem quem resista ao charme de suas rugas salientes e macias. O Shar Pei é um cão inteligente, alerta, e… carrancudo. Mas, é só a aparência!

O Shar Pei é extremamente devotado à sua família, independente e reservado. De estatura mediana, ele não está entre as raças mais comuns de serem vistas desfilando pelas ruas.

Vive bem em lugares grandes ou pequenos, se adaptando com facilidade. Não é de grandes agitos, mas gosta de crianças. Late pouquíssimo.

Outro atrativo é a língua azul, semelhante a do Chow-Chow. Quanto à pelagem, possui pêlo curto, arrepiado e rígido ao toque. A cor pode ser preto, acaju, marrom escuro, bege e creme.

O Shar Pei quando filhote é um mar de rugas. Na fase adulta, ao contrário do que se pensa, não tem que ser tão pelancudo.

Atualmente, o padrão de altura para esta raça varia de 48 a 58,5 cm. Já o peso está limitado entre 18 e 29 Kg.

Mas, cuidar das rugas deste cão exige atenção especial. Entre as dobras podem se acumular sujeira e umidade, ocasionando seborréia, dermatite e micose.

Para que isto não ocorra, o Shar Pei deve estar sempre bem seco. Depois de enxugá-lo, leve-o ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade.

As rugas da cabeça são muitas vezes as vilãs de problemas de vista. Quando caem na frente dos olhos, forçam as pálpebras e cílios a entrar nos olhos.

Um Shar Pei já adulto

Origem e História

O Shar Pei provavelmente é originário de uma pequena Vila da província de Tai-Li em Kwantung e existe há séculos nas províncias do sudoeste da China, aparentemente desde a Dinastia Han, 200 antes de Cristo.

Um manuscrito chinês do século XIII foi traduzido e fazia referência a um cão cheio de pregas que lembrava muito o Shar Pei.

A história do Shar Pei nos tempos modernos é incompleta. A população de cães dessa raça foi praticamente extinta e nenhum podia ser visto nas cidades e poucos restavam nas áreas rurais.

Depois de 1968, tanto a Associação do Kennel de Hong Kong como a de Kow-loon estabeleceram um padrão e começaram a registrar os Shar Peis. Esta organização ainda é a responsável pelos registros e vários clubes e associações foram criados em Taiwan, Japão, Korea, Canadá, Grã-bretanha e em alguns outros países da Europa.

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